quinta-feira, 28 de julho de 2011

A vergonhosa virada de mesa no futebol Argentino

Com 22 votos a favor, apenas quatro abstenções (Vélez Sarsfield, Newell’s Old Boys, All Boys e Racing) e uma ausência (Olímpia), ficou decidido que o próximo Campeonato Argentino da primeira divisão que começa na primeira semana de agosto, não terá rebaixamento e todos os clubes da segunda divisão estão automaticamente promovidos para a elite.
As únicas exceções serão os quatro últimos colocados da Série B, que serão rebaixados para a terceira divisão e que se transformará em segunda divisão.
Com isso, a menos que termine o próximo campeonato entre os quatro últimos, o River Plate estará de volta à elite na próxima temporada, que terá outras mudanças. De acordo com a decisão tomada na AFA, acabam os dois torneios por ano – Apertura e Clausura -, modelo que existia desde a temporada 91-92, e o futebol argentino passa a ter um único campeão.
Acabam também os duelos de mata-mata contra o rebaixamento. O Campeonato Argentino teria 40 clubes com quatro sendo rebaixados e quatro subindo.
O torneio seria disputado em cinco grupos de oito equipes cada uma. Cada clube grande seria um “cabeça de chave”. Ou seja, Boca Juniors, River Plate, Independiente, Racing e San Lorenzo. Eles se cruzariam em confrontos entre os grupos. Os melhores de cada chave disputariam uma fase final pelo título enquanto os piores jogariam uma repescagem contra o rebaixamento.
A proposta ainda precisa ser aprovada numa assembleia, mas o acordo já foi feito e essa reunião não passa de uma formalidade.
Mas se engana quem pensa que essa decisão vai beneficiar exclusivamente o River Plate, a vergonhosa virada de mesa no futebol argentino deve-se ao temor de na próxima temporada, Boca Juniors, San Lorenzo e Racing, equipes tradicionais e de muita torcida na Argentina também sofressem com o rebaixamento.
Já que esses times fizeram campanhas medíocres nos últimos anos e pela média de pontos correriam risco de cair, caso a temporada fosse novamente decepcionante.
Penso que com essa decisão o futebol argentino anda para traz, neste momento a Argentina passa pelo mesmo processo quando o Brasil inventou a Copa João Havelange, para evitar a queda de alguns times para a segunda divisão.
Evitar o rebaixamento desses times, não vai ajudar os clubes como é o pensamento dos dirigentes do futebol argentino neste momento. Isso só vai atrapalhar, até porque, é premiar a desorganização dos clubes e a tendência é que esses mandatários se acomodem, já que praticamente é o fim do rebaixamento para as grandes agremiações na Argentina.
Corinthians e Grêmio quando tiveram que jogar a série B, passaram por um processo de reestruturação, foram obrigados a isso porque os clubes chegaram no limite da esculhambação, na marra eles tiveram que se organizar.
Por isso o rebaixamento para essas equipes acabou sendo saudável, agora sem essa possibilidade, temo que a chance dos clubes tradicionais do futebol argentino se organizarem por sobrevivência, pelo temor de ver o time na segunda divisão, não exista mais.
Desta forma, dificilmente o torcedor voltará a ver Boca e River disputando título de Libertadores.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Falta um Felipe Melo no meio campo do Brasil!

Na Copa América o técnico Mano Menezes está tentando implantar o seu esquema preferido, já adotado por ele no Grêmio e Corinthians, o 4-2-3-1.
Na vitória diante do Equador 4×2 que garantiu a classificação do Brasil à próxima fase da competição, o time montado por Mano tinha na sua primeira linha Maicon, Lucio, Thiago Silva e André Santos – os dois volantes escolhidos foram Lucas Leiva e Ramires – na linha de três estavam Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho, com Pato isolado na frente.
É uma formação tática que gosto, mas para ter sucesso é necessário conjunto e isso significa treinos, além da escolha dos jogadores certos para desempenharem as funções.
Com o terceiro jogo da Seleção na Copa América, já é possível observar evoluções importantes, Neymar, Robinho, Ganso e Pato se movimentaram muito durante o jogo e com auxílio dos laterais Maicon e André Santos, conseguiram construir grandes jogadas durante a partida.
A cobrança quando se joga na Seleção Brasileira é enorme, mas com o passar do tempo, os meninos que vestem a camisa do Brasil pela primeira vez em uma competição oficial vão se adaptando com o peso de vestirem a amarelinha.
Dos jogadores escolhidos por Mano Menezes, eu contesto três. São eles André Santos, Lucas Leiva e Ramires.
Na lateral esquerda, penso que o Brasil necessita de um jogador mais eficiente na marcação, até porque, pelo estilo de jogo do Brasil, a cobertura dos laterais precisa ser quase que perfeita e nesse aspecto André Santos deixa a desejar e na parte ofensiva, ele tem errado muito, para essa posição a minha preferência é por Marcelo que joga no Real Madrid.
Porém, a maior preocupação é com os volantes do Brasil, Lucas Leiva e Ramires não me agradam nem um pouco. Posso até ser criticado por este comentário, mas neste momento a Seleção carece de um Felipe Melo no meio campo.
É impressionante como os zagueiros do Brasil ficam expostos durante o jogo e isso vem acontecendo desde os amistosos. Lucas que seria o volante com mais poder de marcação está muito mal. Contra a Venezuela, por exemplo, durante os 90 minutos ele roubou apenas uma bola, muito pouco para um primeiro volante, sem mencionar os espaços deixados por ele.
Ramires que tem a função de auxiliar Lucas na marcação, também tem marcado mal, foi notório na partida contra o Equador a facilidade do adversário de entrar no sistema defensivo do Brasil. Isso acontece porque na Seleção faltam volantes que marcam com eficiência e que também tenham boa saída de bola.
O Brasil campeão do Mundo em 1994 tinha Mauro Silva e Mazinho – Na Copa de 2002 o Brasil jogava com três zagueiros e Gilberto Silva fazia com muita competência o trabalho de primeiro volante e em alguns momentos, Edmilson desempenhava essa função e no time de Dunga, Gilberto Silva e Felipe Melo formaram uma dupla de volantes que se completava oferecendo muita segurança à Seleção Brasileira.
Na Seleção de Mano Menezes, falta volantes com a característica de um Felipe Melo, um jogador que tem um ótimo poder de marcação e cobertura no meio campo, além de ter uma excelente saída de bola, fazendo boa aproximação com o meia.
Aliás, Felipe Melo, poderia voltar a ter uma oportunidade na Seleção, não o considero culpado pela desclassificação do Brasil no último mundial, ele foi muito bem sob o comando de Dunga.
Além dele, Sandro que foi cortado por conta de uma lesão, Arouca, do Santos, Ralf do Corinthians e Hernanes da Lazio, são jogadores que em minha opinião poderiam oferecer muito mais proteção aos zagueiros brasileiros e com qualidade no passe, atualmente um dos problemas do meio campo do Brasil.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Justa demissão de Carpegiani!

O técnico Paulo Cesar Carpegiani foi demitido do São Paulo, após a pior série de derrotas do Tricolor na era dos pontos corridos. Mas penso, que o presidente Juvenal Juvencio demorou para tomar essa atitude, Carpegiani deveria ter caido após a eliminação diante do Avaí na Copa do Brasil.
Não acho Carpegiani o professor Pardal como muitos pregam, ele é um bom treinador, que sempre busca   alternativas táticas. No entanto, após a eliminação para o Santos ainda na semifinal do Campeonato Paulista, ele perdeu o controle do time e cometeu muitas falhas sobre a organização de sua equipe.
E um dos erros de Carpegiani foi conceder milhares de oportunidades para o Marlos jogar e não oferecer chance a Rivaldo. É verdade que Rivaldo não tem a mesma condição física de 2002, mas a sua técnica e experiência poderia ajudar e por todo o seu potencial, merecia ter sido mais aproveitado pelo treinador.
Sobre o nome do novo técnico, acredito que tanto Dorival Junior, como Cuca são bons nomes para assumir o comando da equipe. Mas não descartaria um nome do futebol sul-americano.

Nota zero para a criatividade do São Paulo
O resultado foi ruim para o São Paulo porque agora o tricolor concretizou a sua pior estréia na era de pontos corridos do Brasileirão – três derrotas consecutivas. Fora isso, uma derrota para o embalado Flamengo fora de casa não é nada assustador.
Mais uma vez os parabéns para Luxemburgo. Iluminado, o treinador fez duas substituições que deram certo. Negueba e Bottinelli entraram no jogo e mudaram a partida, principalmente o primeiro que, como o próprio professor diz, “tem alegria nas pernas”.  E para fechar com chave de ouro a parceria, Negueba cruzou e Bottinelli fez o solitário gol da partida.
Ainda não ouvi dizer que Ronaldinho jogou mal, ainda bem. Aquela história chata que ele não é mais o craque do Barcelona de 2006, não entra na cabeça das pessoas. Ronaldinho  com 50% do futebol que exibiu no time catalão joga muita bola.  Quando a bola chega nos seus pés, tudo pode acontecer. É uma visão de jogo impressionante.  Pense você, jogando  no mesmo time que ele. Pensou? Parece que fica até fácil vencer o São Paulo. Mas só parece!
O início do jogo foi avassalador para o São Paulo que dominou a partida e parecia que massacraria o rubro-negro. Se a bola entra ali no começo do jogo, certamente a história seria outra. E gostei do comportamento do SP que fora de casa jogou para somar os três pontos. Nada de retranca.  
O problema do São Paulo é que o time parece não saber jogar com a bola no pé. Ela tornou-se uma inimiga para o  time que não cria jogada, perde a bola no meio campo e ainda provoca um contra-ataque com a sua defesa toda desarmada. O melhor do time, sempre é Wellington que consegue conter os principais jogadores do outro time.
O Flamengo adora jogar contra equipes que atuam desta forma. Com um ladrão como Willians no time e com a marcação de Airton e Renato, basta um erro adversário para o contra-ataque ser formado. Aí aparece Thiago Neves com velocidade, Ronaldinho Gaúcho lá na esquerda  só para dar prosseguimento à jogada. Se ele não conseguir resolver, ainda tem o Deivid  quietinho entre os zagueiros só esperando a bola chegar.
Se nada disso funcionar tem Bottinelli e Negueba no banco de reservas. Alguma dúvida que o Flamengo vai dar trabalho em 2011?

Colaboração Bárbara Coelho