quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O imbatível Barcelona!

llNo popular, não deu nem para a saída. O Barcelona dominou completamente o Santos, fazendo mais do mesmo (marcação pressão na saída da bola, manutenção de posse de bola com toques rápidos e de qualidade, deslocamentos constantes e entradas em diagonal) e atropelou o Santos por 4 a 0 em Yokohama, conquistando seu segundo título mundial. Depois de se colocar no nível do Santos de Pelé e do Real Madrid de Di Stefano, o Barcelona ratifica sua imensa superioridade em relação ao futebol mundial.

O trabalho que Pep Guardiola construiu nessas três temporadas e meia tornou o Barcelona um time que está muito acima de todos os outros. No último domingo foi o Santos completamente dominado. 

Mas recentemente foram Real Madrid, Manchester United, Arsenal, Milan, entre outros times fortes do Melhor Futebol do Mundo, alguns deles mais de uma vez. 
O que vimos no gramado de Yokohama não é nenhuma vergonha para o Santos. Só atestamos que o futebol mundial hoje não tem antídoto para o Barça. Até quando, não sabemos.
E não sabemos porque o time atual é totalmente diferente daquele que conquistou a tríplice coroa na temporada 2008-2009, que por sua vez era totalmente diferente do que foi campeão espanhol e da Liga na temporada passada. 
Diferente nas peças e no esquema tático. Um trabalho fenomenal de Guardiola que comanda essa “metamorfose ambulante” e dos jogadores que são muito inteligentes (além da da grande qualidade técnica) para assimilar tudo. E o Barça segue acumulando taças. 
Tenho a convicção de que mesmo que o Santos jogasse tudo que poderia, o resultado seria o mesmo (e talvez com goleada). Mas o Peixe vai ficar devendo uma atuação digna ao torcedor.
A atuação do Santos é fruto da série de decisões erradas que Muricy Ramalho e a comissão técnica tomaram no segundo semestre. Abriu mão do ritmo de jogo no Brasileirão, não tinha uma estratégia clara de como enfrentar o Barcelona (disse que iria diminuir a posse de bola, depois que iria agredir o Barça e entrou para se trancar), não tinha variação de esquema (e mesmo assim variou a formação) e entrou assistindo o adversário jogar. Repito, não acho que mudaria o resultado, mas o Santos chegaria melhor preparado.
A mesma marcação frouxa e o latifúndio de espaço que o Santos deu ao Kashiwa Reysol se repetiu contra o Barça. Muricy Ramalho não solucionou isso. Mais uma vez o treinador foi mal.
Além de toda essa falta de atitude, o Santos ainda cometeu algo gravíssimo contra o Barcelona: não aproveitou as poucas chances que criou, com decisões erradas no último passe e em finalizações.
 Ganso deu dois passes que geraram boas chances para o Santos, mas o que ele fez sem a bola, botando a mão na cintura e parando no meio-campo foi algo triste de ver. Os jogadores correndo e ele parado. Não dá pra ser completamente alheio ao jogo sem a bola. Assim, não jogará em nenhum grande europeu.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Osasco não para de cair no vôlei!

llO Vôlei Futuro conquistou diante do Osasco, o título de campeão paulista de vôlei feminino. Pela primeira vez na história, o time que conta com Paula Pequeno e Fernanda Garay levantou o estadual mais valorizado do país, batendo o time osasquense por 3 sets a 1 na partida decisiva realizada em Araçatuba. 
A perda do título prova a queda do Osasco no vôlei, os adversários sabem disso e não existe mais o temor de enfrentar uma das melhores estruturas do Brasil. O último título Paulista conquistado pelo Osasco foi em 2008 e isso não é aceitável pelo investimento feito no clube.
Atualmente, qualquer equipe acredita que pode vencer o Osasco, mesmo tendo no papel um time supervalorizado. 
O momento do Sollys/Osasco lembra muito no campo do futebol a fase do São Paulo. São dois times que se acostumaram com as derrotas, tanto o São Paulo no futebol como o Osasco no vôlei, não se incomodam mais com os resultados negativos e quando isso acontece é o momento de uma interferência direta da direção.
Não adianta Osasco ter uma folha de pagamento extremamente cara e os resultados não aparecerem dentro de quadra. Da mesma forma que o São Paulo precisa de jogadores que renovem o ambiente e traga um pouco mais de um espírito vencedor, o Osasco também necessita. 
No entanto, acredito que o Osasco precise de uma grande reformulação não apenas no elenco, mas em outros setores do clube, a estrutura montada está muito viciada e em todos os meios esportivos sempre chega o momento que é preciso encerrar um ciclo.
Evidentemente estamos no começo de uma Superliga e dificilmente vão acontecer mudanças drásticas, mas espero que haja pelo menos uma reformulação no espírito do time que de vencedor virou perdedor. 
Porém, o torcedor não vai mais continuar suportando ver o time ser facilmente batido nas competições sem esboçar um mínimo poder de reação. E a cobrança dos investidores, assim como ocorre em qualquer clube grande deve ser muito forte.    
A chegada da norte-americana, Destinee Hooker, é muito positiva, um baita reforço, ela tem muita qualidade técnica, mas não pode vir com o rótulo de ‘salvadora da pátria’, pelas deficiências do time no Paulista ela não vai resolver sozinha. Da mesma maneira que o Luis Fabiano sozinho não conseguiu resolver os problemas do São Paulo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O campeão dos campeões!

O título é merecido. O Corinthians foi o melhor time da competição. Após a traumática eliminação na Pré-Libertadores para o inexpressivo Tolima, a aposentadoria de Ronaldo e o abandono de Roberto Carlos, o futuro não se mostrava animador. 
O técnico Tite teve que lidar com a pressão e com a desconfiança de boa parte da torcida durante o ano todo. Veio o Campeonato Paulista e a equipe se reestruturava. Os resultados demoraram em aparecer. 
Adriano Imperador, grande esperança, se machucou antes mesmo de entrar em campo. O goleiro Júlio César nunca teve a maioria da torcida ao seu lado. Tanto que chegou a deixar o time titular, para a entrada de Renan, que veio do Avaí.
Porém, o início corintiano no Brasileirão, surpreendentemente, foi arrasador. Aproveitando-se que alguns times disputavam a Libertadores e a Copa do Brasil, Tite conseguiu colocar na cabeça dos jogadores que um início fulminante era fundamental. 
Liedson, mesmo machucado, foi decisivo. Emerson Sheik nunca pipocou. Chicão, apesar da queda técnica, também teve sua importância. Willian se firmou em um time grande, diferente do que muitos achavam. Danilo e Alex sempre que exigidos foram seguros. 
Andres Sanchez, por bem ou por mal, é o dirigente do ano. Ele teve méritos por segurar Tite no comando do Corinthians, apesar de todas as pressões internas que sofreu para demitir o treinador no momento que a equipe caiu de produção dentro do campeonato Brasileiro. E a sua postura foi sempre convicta que a culpa era dos jogadores e não do treinador, bateu na mesa e cobrou os atletas. 
Sem dúvida, foi uma atitude que deve ser destacada, afinal, tivemos muitos exemplos nesse ano de dirigentes que preferiram ouvir a torcida e demitir o treinador e o resultado foi desastroso. Bom para que finalmente eles entendam, que apenas demitir técnico não resolve todos os problemas de um time.
Nos três anos que esteve à frente do Corinthians, Andres Sanchez revolucionou o clube, conquistou títulos importantes, reestruturou o clube, acabou com a reeleição e valorizou a marca Corinthians, atualmente a mais valiosa comercialmente do futebol brasileiro.
Parabéns Fiel Torcida! Se tinha alguém que merecia esse título, esse alguém vestia o uniforme preto e branco do Coringão.
Gostei da permanência de Emerson Leão no São Paulo.  Apesar de não ter conseguido vaga para disputar a Libertadores, Leão tem feito um bom trabalho internamente no Tricolor. Acredito que ele é o profissional ideal para um choque de realismo nos jogadores mimados do São Paulo, que falam muito mais do que realmente jogam. O clube precisa contratar jogadores que se incomodam com derrotas e não com os acomodados que estão por lá.
Time por time, futebol por futebol, o Barcelona é melhor que o Santos. Mas como se trata de um jogo só (não acredito em um novo Mazembe!), tudo pode acontecer. Vou pender para o lado brasileiro, apesar da sentida ausência do volante Adriano. Ele seria fundamental para parar o veloz meio-campo catalão. Mas acredito na inspiração de Neymar, cada vez mais motivado e profissional. Acredito também em Ganso e Elano, ambos fora de forma, mas que em um lance podem decidir o Mundial de Clubes. O Peixe tem sim, talentos individuais que podem levá-lo à sonhada terceira estrela.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É neste domingo Corinthians!!!

Quando imaginamos que não é possível mais emoção no Campeonato Brasileiro, temos uma rodada como a do último final de semana. Em determinado momento, já tínhamos o campeão e os rebaixados à segunda divisão. Mas no final das contas segue tudo indefinido. 
Até o mais ferrenho defensor do mata-mata deve ter se rendido à emoção dos pontos corridos.
Na derradeira rodada, confirmaremos o Corinthians como o grande campeão. Não tem como esse título não ir para o Parque São Jorge. A equipe de Tite está com a estrela de vencedora. Não joga bem, mas vence os adversários.
O jogo contra o Palmeiras será tenso, porém o corintiano, enfim, vai tirar o grito da garganta de ‘campeão brasileiro’, entalado desde 2005.
Ralf e Danilo suspensos pelo terceiro cartão amarelo e Emerson punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva no julgamento realizado no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira desfalcam o Timão. 
Desta forma, Moradei, Alex e Jorge Henrique poderão ser as novidades do técnico Tite, sem dúvida o melhor treinador do Brasileirão no clássico diante do Palmeiras.
Na verdade, para todos que duvidaram, o Sheik foi punido pelo STJD. Acabando com mais uma tese da teoria da conspiração. Afinal, se o campeonato estivesse sendo ajeitado para o Corinthians o Emerson seria absolvido ou teria o julgamento adiado como aconteceu com Abel Braga.
Corinthians será campeão pela competência e regularidade. É o melhor mandante do campeonato, melhor visitante, foi o time que por mais tempo permaneceu na liderança e merece esse título.
O São Paulo vai terminar o ano sem conquistar seus objetivos. Nenhum título e sem a desejada vaga na Libertadores. Como dizia minha querida avó: colhemos o que plantamos.
A diretoria tricolor só fez besteiras no comando em 2011. Primeiramente, a temporada teve início com o confuso Paulo César Carpegiani no comando. 
Na sequência, veio Adílson Batista, desmoralizado pelas sumárias demissões no Corinthians, Santos e Atlético-PR. E por fim, Emerson Leão tirou as pantufas da aposentadoria e foi ver se conseguia fazer o milagre de levar esse time e apresentar, pelo menos, raça. Não conseguiu.
Jogadores como Miranda e Alex Silva saíram e não houve reposição à altura. Imaginou-se que as categorias de base iriam resolver. Mas no futebol, menino que entra e decide surge apenas de vinte em vinte anos.
O atual elenco são-paulino não tem a ambição vencedora que caracterizou o clube na década passada. Acabou a magia, a luta. Veio o comodismo. Muita coisa precisa mudar para os próximos resultados serem diferentes.
O Palmeiras está mais leve sem o peso da insatisfação de Kleber. O técnico Luis Felipe Scolari parece estar contagiando novamente os jogadores. É claro, que para um time ser vencedor é necessário muito mais do que algo que contagie. Porém, pelo menos já é um começo. Algo bom para o reinício de quem se contentou apenas em não ser rebaixado e estragar a festa dos rivais.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Fiel não parou no Pacaembu!

llJá falei algumas vezes por aqui, que poucas, muito poucas, pouquíssimas torcidas no futebol brasileiro tiram o time da situação ruim. Acho que enche apenas os dedos de uma mão. É aquele torcedor que vê o time na dificuldade e incentiva sem esperar nada em troca. Mesmo quando parece ser o dia em que nada dá certo, o apoio da arquibancada influencia o desempenho dentro do campo e dá o gás que falta para chegar ao empate ou à vitória. E hoje,  a Fiel fez isso no Pacaembu. É a torcida corintiana o grande destaque do importante triunfo por 2 a 1 sobre o Atlético Mineiro, que deixou o Timão mais perto do título brasileiro.
É nítido que o Corinthians está no limite desde o segundo tempo da vitória sobre o Atlético Paranaense. Parece faltar pernas para o time ter a movimentação que caracterizou a equipe neste Brasileirão, principalmente na transição da defesa para o ataque, acelerar o jogo. Sem isso, fica fácil marcar o Corinthians, já que a armação não é o forte do time (como decaiu o Danilo!). Foi assim contra o Ceará e contra o Galo. E por isso a dificuldade nessas duas partidas. Na quarta, Cachito Ramirez decidiu. Neste domingo, coube ao Imperador Adriano, marcando um lindo gol após passe de Emerson Sheik.
Mas os gols de Liédson e Adriano começaram na arquibancada, com o torcedor cantando sem parar quando o time perdia por 1 a 0 e parecia completamente vulnerável aos contra-ataques do Atlético Mineiro. Isso manteve o time vivo, acreditando e indo para cima do Galo, mesmo de forma não muito organizada. Alguém duvida que o resultado seria outro se o eco da arquibancada fosse vaias ou xingamentos?
Por isso, mais uma vez a Fiel Torcida está de parabéns. Resgatou o time para conseguir uma vitória de campeão. Enquanto isso, algumas torcidas famosas por serem o “12º jogador” só cantam quando o placar é favorável e desabam em vaias e xingamentos com 0 a 0 antes do fim do primeiro tempo… É a diferença.

Ecos do Pacaembu
Time perdendo fôlego na reta final, ganhando jogos no sufoco, passe de Emerson para gol de Adriano… Esse Corinthians está lembrando o Flamengo campeão de 2009.
Nada mais FUTEBOL do que Adriano decidir o jogo da forma que decidiu. Esse gol apaga tudo que aconteceu ao longo do ano na turbulenta passagem de Adriano pelo Parque São Jorge. E sem querer banalizar, quanta estrela e competência do Imperador.
O Atlético Mineiro fez um bom jogo. Segurou o Corinthians no primeiro tempo e buscou contra-atacar no segundo. Faltou um pouco mais de gás para matar o jogo depois que o Corinthians se mandou.
Só não entendi o Cuca meter o Mancini no jogo. Pelo que se viu, ele não está em condição de jogar um jogo do Campeonato Brasileiro.

Quem será o Campeão?
O Brasileirão está com a cara do Corinthians, acredito em uma vitória corintiana neste domingo diante do Figueirense em Florianópolis e um empate no jogo Vasco x Fluminense. Assim, o Timão já seria campeão neste fim de semana. Uma marca deste campeonato é que, com o Corinthians o jogo só acaba quando ele realmente termina, foram jogos sofridos e viradas nos momentos finais sempre no jeito Corinthians de ser. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pintou o Campeão

O Corinthians jogou muito mal contra o Ceará. Danilo não jogou absolutamente nada. O ataque não funcionou. A defesa esteve insegura e tomou sufoco do fraco ataque cearense.Mas eis que o renegado peruano Luiz Ramires aparece e faz o gol da vitória. Vitória com estrela. Vitória de time campeão. Adriano Imperador nem precisou entrar. O Corinthians será campeão sem ele.
O Vasco não conseguiu vencer o desmotivado Palmeiras.Bateu o cansaço na equipe carioca. O caminho está livre para o Timão. Tite merece esse título. 
Andrés Sanchez merece esse título. A Fiel torcida merece.

Horroroso Tricolor!
Em Curitiba, o São Paulo mostrou mais uma vez o quão medíocre é o seu 2011. Juan e Henrique Miranda foram tão incompetentes que Cícero teve que ser escalado como lateral esquerdo. Por lá o Atlético-PR deitou e rolou.
Guerrón fez o gol por lá e se não fosse Rogério Ceni o Tricolor sofreria uma goleada.Foi constrangedor o que passou Casemiro. Entrou no primeiro tempo e foi substituído no segundo.
Emerson Leão errou ao deixar Dagoberto na reserva. Willian José e Fernandinho não jogam nem no time da rádio 105 FM. Matematicamente, é possível a vaga na Libertadores 2012.
Mas o horroroso trabalho são-paulino neste ano não merece ser premiado com absolutamente nada.              

Palmeiras e suas crises!
Muitos torcedores do Palmeiras ficam bravos comigo. Alguns dizem que persigo o Verdão em meus comentários. Mas me diga, sinceramente, meu amigo palmeirense, se há algo bom para se falar do seu clube atualmente?!
Kleber Gladiador saiu disparando após sua saída. Afirmou que 80% do grupo de jogadores não gostam do técnico Luis Felipe Scolari. Pode até ser que esse número seja exagerado. Mas onde há fumaça, há fogo. É claro e evidente que Felipão não tem o atual grupo palmeirense nas mãos. É fácil perceber isso.
Time por time,  o Palmeiras não é tão ruim a ponto de se falar em rebaixamento na reta decisiva do Brasileirão. Mas os problemas extracampo fizeram a equipe degringolar. 
A proposta do Flamengo por Kleber, as polêmicas declarações do próprio Felipão contra o elenco, a briga política e as ausências de Valdívia e Marcos foram alguns dos fatores para a queda alviverde, que no primeiro turno do campeonato chegou a figurar na zona de classificação à Libertadores 2012.
Sorte que enquanto há vida, há esperança. Viu, palmeirense?!
 Em minha opinião, faltou o presidente do Palmeiras Arnaldo Tirone, ser o presidente de FATO do Palmeiras e não apenas de direito. Penso que o Tirone deveria ter colocado o Palmeiras acima do relacionamento ruim de Kleber com Felipão. 
Kleber é um patrimônio do Palmeiras e não poderia ser desvalorizado desta forma, se o Felipão não se dá bem com o jogador tudo bem. Ninguém precisa ser super amigo de ninguém, mas os dois são funcionários do clube e tem contrato a cumprir e poderiam muito bem continuar trabalhando sem criar laços de amizades.
Assim como acontece em qualquer empresa, nenhum funcionário é obrigado a ser amiguinho do outro, basta desenvolver as funções profissionais. Tirone deveria ter exigido essa postura.
Quem não quisesse continuar com a presença do outro, então que pagasse a multa rescisória que é muito alta e deixasse o Palmeiras.
Quem perde mais nessa situação é o Palmeiras, que além de perder um ótimo atacante está vendendo por um preço inferior do que pagou. 
Com todo o respeito aos dirigentes d o Palmeiras, é muita burrice pagar 3 milhões de euros no Luan e negociar o Kleber que é infinitamente melhor por um preço menor.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sem fugir da matemática, o Corinthians é o favorito

llOs torcedores insistem em comparar a tabela do campeonato como se ela fosse determinante para definir quem será o campeão Brasileiro.
Deveria ser. Num campeonato nivelado por baixo, o último colocado mesmo com a pressão da torcida adversária vence o clube que está na ponta. Coisas do futebol? Mais especificamente do futebol brasileiro.
O que faz os torcedores comprarem os ingressos e apostarem em placares surreais com os amigos, é exatamente o fato de o campeonato ter se tornado o mais imprevisível e competitivo do mundo.  É claro que a presença de craques como Ronaldinho Gaúcho e Neymar contribui para o otimismo.
Cinco jogos separam especialmente Corinthians, Fluminense, Flamengo, Botafogo e Vasco do título.  Por mais que o discurso seja “nada está ganho” o time paulista chegou ao topo no momento mais importante do campeonato.  Se tiver discernimento em campo e suportar a pressão imposta pela torcida, imprensa, amigos e familiares  o título dependerá única e exclusivamente dele.
Os cariocas contarão com a perda de pontos do Timão e terão pela frente os clássicos. O primeiro é entre o embalado Vasco que não desiste da Copa Sul-Americana nem do Campeonato Brasileiro e o imprevisível Botafogo.  “O time de Cristovão Borges quer, como o diz o “ditado “ abraçar o mundo com as mãos”.  No futebol brasileiro obter uma tríplice coroa não é uma tarefa fácil. Isso não quer dizer que não seja possível.
A preocupação dos vascaínos é plausível. O medo iminente de ver o time “abandonar” o nacional por conta de uma competição internacional é motivo de discussão sim.  E o divisor de águas será o jogo de domingo.
Saberemos se jogadores tem perna e psicológico suficiente para prosseguir nas duas competições.
Fluminense é a equipe que terá uma “molezinha” pela frente. Se é que podemos dizer que o América MG é presa fácil. No primeiro turno derrota por três a zero. O Coelho também aprontou pra cima de Vasco e Corinthians. Tem ainda a mala branca, pouco discutida esse ano, mas uma velha conhecida dos boleiros. Em casa, com o estádio lotado, com Fred em campo, o otimismo do tricolor passa do bom senso.  Mas se perder será para si próprio.
Se não dá para definir tecnicamente quem é melhor, apelamos para a matemática. E a essa altura do campeonato não podemos fugir dela. O Corinthians é o favorito. Só ele depende da própria força. Se vencer os cinco jogos é campeão. 
Os rivais precisam ganhar e torcer contra o primeiro colocado.  Preocupar-se em fazer o seu sem demagogias e interferência extracampo. Talvez neste momento, isso é o fundamental para o sucesso do Corinthians.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O craque que o Palmeiras sonha para 2012!

Na rádio 105 FM divulguei o interesse do Palmeiras pelo craque argentino Juan Roman Riquelme. 
Um interlocutor do Palestra Itália, a pedido da diretoria fez consulta para saber da chance do Verdão contratar o jogador do Boca Juniors e essa pessoa ouviu que, financeiramente seria viável para o Palmeiras sacramentar a negociação.
Quando Riquelme retornou da Europa, por conta de um grande esforço do então presidente Pedro Pompilio, falecido em 2008, o atleta  prometeu-lhe que jogaria um ano de graça no Boca Juniors e este acordo sempre foi tratado pelo jogador como uma dívida pessoal de Riquelme com o ex-presidente.
Por isso, o Corinthians não teve sucesso quando tentou a contratação de Riquelme. Porém, essa ‘dívida’ já foi paga pelo jogador. 
Quando questionado, Riquelme sempre destaca que o seu desejo é encerrar a carreira atuando no Boca Juniors. 
Riquelme tem feito uma boa temporada, ele tem ditado o ritmo do Boca que lidera o argentino e existe grande possibilidade de garantir vaga na Libertadores de 2012.
Financeiramente acredito na condição do Palmeiras contratar o jogador, porém, a paixão pelo Boca Juniors e a oportunidade de voltar a disputar uma Libertadores pelo clube argentino pode acabar com o sonho palmeirense. 
O fato é a disposição do Palmeiras em tentar contratar um jogador do nível de Riquelme...

Proposta do Grêmio agrada Kleber! 
O Grêmio por meio do empresário Jorge Machado fez proposta oficial pelo atacante Kleber do Palmeiras, a oferta gira em torno de 2 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador.
Jorge Machado já manteve contato com Roberto Frizzo, vice-presidente de futebol do Palmeiras para informar que a proposta oficial foi entregue ao agente de Kleber, Giuseppe Dioguardi, pessoa autorizada pelos dirigentes do verdão a receber a proposta pelo Gladiador.
A oferta agradou muito o atacante Kleber e uma reunião já foi marcada, entre o representante do jogador com a diretoria do Palmeiras. 
Caso os dirigentes do Verdão aceitem a proposta o destino do Gladiador será mesmo o Tricolor Gaúcho.

Preços promocionais na Arena Barueri
Em péssima fase no campeonato (vem de três derrotas seguidas e sete jogos sem vitória) e precisando de apoio da torcida para descartar qualquer remota possibilidade de rebaixamento, o Palmeiras resolveu reduzir o preço dos ingressos contra o Coritiba neste domingo, às 19 horas, na Arena Barueri.
A entrada mais cara será a dos camarotes, que sairá por R$ 50. Os setores B (atrás do gol), C (Cadeira Itaúcard) e C1 (cadeira inferior) custam R$ 10. O setor A (cadeira superior) custa R$ 30 e o A1 (cadeira inferior) fica R$ 20. Todos os setores têm entradas para estudantes.
Os ingressos estarão à venda na bilheteria do Palestra Itália até domingo entre 10 e 17 horas. Na Arena Barueri, as entradas serão comercializadas apenas no dia do jogo das 10 horas até o intervalo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eleições Diretas resolve o problema político do Palmeiras?

O Palmeiras passa por um momento de turbulência, uma crise sem fim e o torcedor não entende o que pode ser feito, para que um dos clubes mais importantes do Brasil volte a ser notícia pelos títulos conquistados e não por conta das diversas crises criadas pelo próprio Palmeiras.
São doze anos sem conquistar um título importante, o último foi em 1999, quando o Verdão de Palestra Itália conquistou a Copa Libertadores da América. 
De lá para cá, foram apenas um Rio-São Paulo e uma Copa dos Campeões em 2000. O campeonato Brasileiro da Série B de 2003 e a conquista do Campeonato Paulista de 2008, na era Vanderlei Luxemburgo, muito pouco para um clube da representatividade do Palmeiras, uma verdadeira nação com mais de 15 milhões de torcedores, superando a população de muitos países.
Sem dúvida, o torcedor palmeirense que é acima de tudo um apaixonado pela Sociedade Esportiva Palmeiras, não merece que o seu clube seja maltratado desta forma pelos dirigentes. E não faltou alternância de poder nos últimos anos no comando do Palmeiras, afinal, representantes de praticamente todas as alas políticas de dentro do clube, com direito a concorrer ao mandato, já estiveram no poder e não aconteceu nenhuma evolução, pelo contrário, a cada ano que passa o torcedor alviverde termina o ano ainda mais machucado, tudo isso pela incompetência administrativa dos gerenciadores do Palmeiras.
E nesta temporada não está sendo diferente com o primeiro ano desastroso da gestão de Arnaldo Tirone.
Nos últimos dias, o associado discute muito em relação às eleições diretas para eleger o presidente do clube como uma maneira de renovar a administração. Isso significa que pelo voto direto do associado, o palmeirense teria o poder de escolher o seu presidente, justamente o que ocorre no Corinthians.
Sem dúvida, seria muito saudável para a política do clube a aprovação deste projeto, até porque, poderia aumentar a participação do associado na política do seu time, em longo prazo, a gestão do Palmeiras poderia ser renovada. 
Mas é importante que o torcedor saiba que, com o atual estatuto do clube não é possível renovar a política do Palmeiras da noite para o dia, mas já seria um passo importante.
Por exemplo, nos próximos anos o que mudaria é que ao invés dos conselheiros, os associados elegeriam o novo presidente. Porém, os candidatos seriam os mesmos, já que para concorrer a uma eleição de presidente é necessário ter no mínimo oito anos como conselheiro efetivo do clube. 
Justamente o que acontece atualmente no Corinthians, onde os candidatos são os mesmos, mas quem decide quem vence é o associado.
Por isso é importante ter essa consciência, é um processo a longo prazo, que pode demorar de dez a vinte anos para acontecer uma grande renovação na administração do clube, mas esse passo precisa ser dado, já que o Palmeiras está prestes a completar 100 anos e ainda passará por muitas gerações.
Neste momento as eleições diretas não resolvem os problemas políticos do Palmeiras, agora é o momento do associado estar mais presente do que nunca para cobrar uma gestão competente, e eleger nas próximas eleições conselheiros comprometidos com o Palmeiras e não apenas em beneficio próprio, a cobrança é necessária!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Palmeiras não defendeu seu jogador!

llDois dias depois de ter sido agredido por um grupo de torcedores do Palmeiras em frente ao clube, o volante João Vitor quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a confusão. Ainda receoso, o jogador afirmou à TV Globo que não provocou a situação e que agora só anda com um segurança particular para evitar qualquer novo problema. Ele também admitiu que esperava mais apoio da diretoria após o ocorrido, mas que a força veio mesmo dos jogadores.
A confusão aconteceu na última terça-feira, quando o jogador deixava a loja oficial do Palmeiras, no Palestra Itália. Segundo o atleta, um torcedor o viu e começou a xingá-lo e cobrá-lo sobre o desempenho do time. João Vitor disse que a cobrança deveria ser feita no CT do Palmeiras e não na rua, mas foi ignorado e acabou tendo seu carro chutado. Logo outros torcedores se uniram e agrediram o jogador e duas pessoas que o acompanhavam.
- Eu estava com meu cunhado e um amigo. Falei que não queríamos confusão. Ele continuou chutando o carro e meus amigos saíram porque viram o que estava acontecendo. Ele tomou a atitude e veio para cima da gente – afirmou o volante, que ainda tem marcas das agressões nos braços, pernas e na boca.
O atleta lamentou o fato de não ter sido procurado pela diretoria palmeirense. Ele contou que representantes do Alviverde o acompanharam ao hospital, depois do ocorrido, mas ninguém o procurou para conversar. João Vitor falou que recebeu ligações de alguns atletas do clube que queriam saber como ele estava. O volante ficou sensibilizado com a atitude de Kleber que, após o ocorrido, discutiu com a diretoria por mais segurança e acabou afastado do grupo.
Ninguém no Palmeiras saiu em defesa do jogador contra a covardia de alguns torcedores, nem mesmo o técnico Felipão, que preferiu deixar no ar até que João Vitor poderia ser o culpado pela situação.
Um completo absurdo, da forma como estão agindo vão acabar prendendo o João Vitor e ainda pagando uma indenização para os agressores. A diretoria deveria ter se manifestado publicamente em defesa do seu atleta, mas parece que os dirigentes do Verdão tem medo.
Alias o presidente Arnaldo Tirone, deveria ser o primeiro a decidir que os jogadores não participassem da partida de quarta-feira contra o Flamengo no Rio de Janeiro em protesto ao ocorrido. Assim esses vândalos pensariam muito da próxima vez, só com um prejuízo desse poderia evitar futuras agressões.
O que o Palmeiras fez foi passar a mão na cabeça dos agressores, João Vitor só teve apoio do grupo. O elenco do Palmeiras está dividido, principalmente após o anuncio que Kleber está fora do elenco. O que foi uma atitude desastrosa.
Afinal, o Palmeiras desvalorizou o seu patrimônio e agora vendera por bem menos do que realmente vale....

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

São Paulo nega, mas Juvenal JUVÊNCIO quer Felipão no Tricolor!

llNa última quarta-feira, a colunista Sonia Racy, no jornal o "Estado de S. Paulo", publicou a notícia de que interlocutores do atual técnico do Palmeiras Luis Felipe Scolari lhe garantiram que ele estaria negociando com o São Paulo e que, inclusive, já teria até um pré-contrato assinado.
Porém, por meio de sua assessoria de imprensa Felipão afirma que não está negociando com nenhum clube do futebol brasileiro ou do futebol do exterior. Ele aproveitou para informar que nenhum empresário do futebol brasileiro tem o direito, autorização ou autonomia para falar em seu nome. O único agente que trabalha para o Scolari na Europa é o português Jorge Mendes. Os diretores do São Paulo também negaram essa possibilidade. O que é natural estranharia se uma das partes confirmasse uma negociação deste porte nessa altura do campeonato Brasileiro. 
No entanto, como sempre destaco ninguém publica uma matéria por diversão. Quando uma notícia é veiculada é porque tem fundamento para isso.
O que apurei é que o técnico Adilson Batista só permanece no São Paulo, caso o Tricolor seja campeão Brasileiro. O vínculo dele com o time do Morumbi termina em dezembro deste ano e caso o título não aconteça o contrato de Adilson com o São Paulo não será renovado.
Palmeiras vai negar, o Felipão vai negar e o próprio São Paulo vai desmentir, mas o desejo do presidente do Tricolor Juvenal Juvêncio é de contar sim com Luis Felipe Scolari para 2012. 
Na opinião de Juvenal, Felipão tem o perfil que o São Paulo necessita neste momento, um treinador que seja mais autoritário com o elenco, para o mandatário Tricolor os jogadores precisam de um técnico que mexa com alguns acomodados do time.
Juvenal esperava um pouco mais deste espírito de Adilson Batista e por enquanto ele não tem respondido da maneira esperada. 
A intenção do presidente do São Paulo existe, é bom lembrar que a pessoa que manda de fato no clube é ele, mas tudo ainda vai depender de muita negociação entre as partes envolvidas.
Em minha opinião dificilmente Felipão permanece no Palmeiras na próxima temporada, principalmente pelo seu desgaste interno dentro do Palestra Itália. Uma saída de Felipão neste momento só pioraria o Verdão.
O Palmeiras que não está observando apenas a situação e já trabalha com a possibilidade de perder Felipão na próxima temporada. 
Jorginho que durante seis jogos comandou o Palmeiras após a saída de Vanderlei Luxemburgo em 2009 e agradou membros da cúpula palmeirense foi consultado pelo Verdão no sentido de topar dirigir o Palmeiras em 2012.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tite e Felipão e a volta de Luis Fabiano

llNão há motivo para tanta pressão em Tite, técnico do Corinthians. Reconheço que o Timão caiu de rendimento. Mas trocar o comando agora seria total falta de responsabilidade e planejamento dos dirigentes corintianos.
O torcedor se iludiu com o espetacular início de campeonato do Coringão. Não é normal uma equipe ter mais de 90% de aproveitamento em uma disputa tão acirrada como essa do Brasileiro.
A responsabilidade pelos maus resultados deve ser atribuída também a alguns jogadores, que não mantiveram as boas atuações. Ralf, Paulinho e Danilo, por exemplo, caíram de produção.
É muito fácil culpar apenas uma pessoa quando as coisas não caminham bem. O presidente Andrés Sanchez é que deve continuar batendo no peito e bancando a permanência de Tite. 
Afinal, se o Tite que briga pelo título ponto a ponto está ameaçado qual seria a situação de Felipão no Palmeiras? Por que não existe essa mesma pressão pela saída do treinador?
A resposta é o prestigio que cada profissional conta. Felipão já conquistou diversos títulos importantes, já Tite, paga por não ter sido tão vencedor na carreira como o técnico do Palmeiras.
Sobre Chicão, entendo que ele poderia ter ficado concentrado com o grupo, mas não condeno a sua decisão. E penso que ele deveria ser um pouco mais respeitado, Chicão já fez muito pelo Corinthians e não pode ser crucificado desta forma.
No clássico faltou um pouco de ousadia por parte do Corinthians e também do São Paulo. O medo de perder tirou a vontade do Timão vencer. E Adilson Batista, observando o Corinthians tão recuado não teve ousadia para tirar um volante do time para colocar mais um homem de frente, deixando a equipe mais ofensiva.
Adilson também errou por insistir tanto com Cicero aberto pelo lado esquerdo, poderia ter mudado o seu posicionamento, colocando-o dentro da área, ficou muito cômodo para os zagueiros do Corinthians. 
Até porque, nenhum atacante do São Paulo incomodava.
Evidentemente que o retorno de Luis Fabiano já na partida contra o Flamengo na próxima semana, pode solucionar este problema, principalmente pela sua característica, jogador que briga muito com os zagueiros dentro da área, atleta de referência e a sua presença vai contribuir muito com o futebol de dois jogadores, Lucas e Dagoberto.
Falta no Palmeiras, o presidente bater na mesa e dizer quem manda no clube, é claro que o técnico Felipão não tem boa relação com o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo. Por isso Arnaldo Tirone, tem que aparecer e resolver os problemas, chamar a responsabilidade.
A impressão é que a cada dia que passa, cresce a chance de Felipão deixar o clube e acredito que isso deve ocorrer no fim deste ano.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Brasil era feliz com Dunga!

llQuando assumiu a seleção brasileira há um ano, Mano Menezes deixou bem claro, que iria promover a renovação e o resgate do futebol brasileiro. No entanto, ele parece ter se esquecido desse discurso. 
Afinal, Ronaldinho Gaúcho, não faz parte de nenhum processo de renovação, aliás, o Ronaldinho atualmente é o Marcos Assunção da Seleção Brasileira, se limita a bater falta e escanteio, além disso, nada contribui com o jogo do Brasil.
Mano Menezes, que falou tanto em renovação, escalou pelo lado esquerdo Kleber, Ronaldinho Gaúcho e Renato Abreu, quase cem anos somando os três. E nenhum deles fez nada de útil no pior jogo da história do duelo Argentina e Brasil. 
E quanto ao futebol de “sonhos”, que se prometeu, por enquanto, é somente do sonho dos adversários. Até porque, impressiona como os zagueiros do Brasil ficam expostos durante o jogo e isso vem acontecendo desde os primeiros amistosos. 
Na Seleção de Mano Menezes, falta volantes com a característica de um Felipe Melo, um jogador que tem um ótimo poder de marcação e cobertura no meio campo, além de ter uma excelente saída de bola, fazendo bem aproximação com o meia.
Aliás, Felipe Melo, poderia voltar a ter uma oportunidade na Seleção, mas como no Brasil existe a bobagem de sempre achar um culpado quando se perde uma Copa do Mundo ele foi o eleito. 
Assim como o técnico Dunga, que fez um bom trabalho durante o período que esteve à frente da Seleção, mas também foi transformado em vilão.
E analisando todo o trabalho desenvolvido pelo técnico Mano Menezes até aqui é possível afirmar que o Brasil era feliz com Dunga e não sabia. Evidentemente que o Dunga não foi o melhor técnico de todos os tempos, mas também está longe de ter sido o pior.
Sob o seu comando a Seleção tinha uma base formada, não era uma convocação diferente a cada jogo, existia entrosamento, o time marcava muito, jogava em velocidade e nunca o Brasil bateu tanto na Argentina quanto na era Dunga.
Mano Menezes está perdido na Seleção, tem priorizado o resultado com receio de perder o emprego, desta forma, ele prejudica a montagem do time para 2014.
O problema no Brasil é que muitos brilham pela ausência, foi assim com Neymar e Ganso na Copa de 2010, eles estiveram na Copa América e o resultado foi desastroso.
Tudo o que está acontecendo com a Seleção Brasileira é bom para o torcedor perceber que responsabilizar sempre o técnico por uma perda não resolve, é preciso ter a consciência que atualmente existem seleções melhores que o Brasil!
 Ter a humildade de reconhecer que o Brasil quando for jogar com uma Alemanha, por exemplo, precisa se preocupar também com a marcação, saber como neutralizar o adversário que tem qualidade é algo que precisa ser aprendido.
É necessário reconhecer que no futebol atual existem seleções em estágios mais avançados e que o Brasil hoje não é a principal força do futebol mundial.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um triunfo para fazer o Brasil reaprender a decidir e ganhar

Bater a Argentina completa, jogando à vera, dentro de Mar del Plata, com quase dez mil pessoas apoiando. Esse foi o cenário da vitória maiúscula e histórica do Brasil por 73 a 71 sobre a “geração dourada” do basquete argentino nesta quarta-feira. E muito mais do que deixar a seleção brasileira com a chance de ir à semifinal do Pré-Olímpico com a melhor campanha do torneio, esse triunfo deu ao Brasil a chance de reaprender a decidir e ganhar jogos.
Nos últimos dois ciclos olímpicos, o basquete brasileiro esteve impotente diante de vários adversários muitas vezes. Mas em outras oportunidades viveu a síndrome do “jogamos como nunca e perdemos como sempre”. E não era coincidência ou azar. A falta de preparo levava a decisões erradas nos momentos-chave e às derrotas. O Brasil não sabia decidir e, consequentemente, perdia.
Os cinco minutos finais da partida desta quarta indicaram uma situação diferente. Mesmo com a Argentina cortando a diferença o Brasil foi perfeito em suas decisões: não precipitou arremesso, não teve nenhum “herói” forçado e não permitiu que a empolgação tomasse conta. Esse aprendizado, que gera cicatrizes importantíssimas em jogadores vitais para o presente e, principalmente, para o futuro, é o maior motivo de felicidade com essa vitória.
Huertas foi excelente no ritmo e nas infiltrações. Os alas Marquinhos e Guilherme acertaram bolas importantíssimas. Alex se entregou para diminuir a efetividade de Ginobili, conseguiu e ainda acertou os lances livres da vitória, arremessando bolas que deveriam pesar uns 20 quilos. E Rafael Hettsheimer explodiu com uma partida para se recordar por muito tempo, simplesmente encarando sem medo (e levando a melhor, nos dois garrafões!) um dos melhores jogadores do mundo, Luís Scola. E seria um crime não citar Rubem Magnano entre os personagens dessa vitória. A tara pela entrega defensiva e o equilíbrio ofensivo do argentino fizeram a diferença.
Falando no argentino, ele foi perfeito na entrevista ao dizer que essa é uma vitória cujo o valor será ampliado se no sábado o Brasil cumprir o que veio fazer em Mar del Plata: garantir uma vaga na Olimpíada de Londres. Essa é a missão. E tem que ser o foco.

EQUILÍBRIO
Tenho muito medo dos extremos. Para o bem e para o mal. Vencer a Argentina nesta quarta-feira não resolve os problemas do basquete brasileiro. Foi, repito, algo maiúsculo, mas não transforma o Brasil em uma superpotência capaz de vencer qualquer um na hora que quiser. Mas ao mesmo tempo ver brasileiros diminuírem o tamanho desse triunfo é patético. Vejo um exagero preocupante nas duas posturas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lula sábado no Itaquerão!


Responsável pela construção do estádio, a Odebrecht prevê a presença de 14 mil pessoas na cerimônia de celebração dos 101 anos do Corinthians, neste sábado, no Itaquerão, quando haverá a presença do ex-presidente Lula. Porém quem está a par do evento diz que esse número está abaixo do real e teme problemas de segurança.
O anúncio da participação de Lula aconteceu no último dia 25, pelo diretor administrativo do Corinthians, André Luiz Oliveira, em sua conta no Facebook.
"Bom dia galera do Face. Comunicado importante. Dia 3 de setembro o Ex- Presidente Lula visitará as obras do novo estádio do Corinthians em Itaquera, convido todos os moradores da zona leste e a Nação Corintiana para receber seu mais ilustre torcedor a partir das 10h, contamos com a lealdade da Fiel", escreveu o dirigente conhecido como André Negão.
O anúncio da ida de Lula ao Itaquerão ocorreu um dia depois de o ex-presidente ter jantado com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva, e o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, em um restaurante em São Paulo. Segundo a assessoria da entidade, o assunto foi futebol.

ITAQUERÃO
As obras no Itaquerão, como está sendo chamado o futuro estádio do Corinthians, tiveram início em 30 de maio deste ano. A previsão é que a arena seja entregue em 2014. O local é candidato a receber a abertura da Copa 2014.
Oficialmente, o clube diz que o estádio custará cerca de R$ 820 milhões, mas com o investimento das três esferas de governo no estádio corintiano o valor já alcança os R$ 935 milhões.
Três meses após o início das obras, começou a quarta etapa da construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, que deve receber a abertura da Copa do Mundo. Na noite desta quarta-feira, foi colocada a primeira coluna de sustentação da arena, com previsão de ser concluída até fevereiro de 2014.
"Essa coluna é um pilar pré-moldado, que vai sustentar a arquibancada superior do prédio leste, junto com outras delas, é claro. Não deixa de ser uma marca, um início da estrutura em si", disse o gerente de obras Frederico Barbosa.
O cronograma já contou com a terraplenagem (limpeza do terreno) em junho, a colocação das estacas das fundações a partir de meados de julho, e já vinha tendo a implantação dos blocos de coroamento--peças que transferem o peso das estruturas.
"Agora, vamos montar aqui no canteiro uma fábrica com os pré-moldados, que serão colocados um a um, simultaneamento às estacas e os blocos", acrescentou Barbosa.

PONTAPÉ INICIAL
A primeira estaca foi cravada no terreno no dia 15 de julho, ainda antes do que ocorreu na "concorrente" Arena Palestra, do Palmeiras.
O alicerce foi fincado a 14 metros de profundidade na área onde vai ficar a arquibancada leste da praça esportiva.
No dia 10 de junho, o clube já havia colocado uma placa apontando onde será dado o primeiro toque na bola na arena, em meio a uma área ainda só com um matagal, misturado com terrão, tratores e caminhões.
A placa possui os dizeres: "centro do campo: marca do pontapé inicial".

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

E essa tal de Sul-Americana? Vale o quê?


Ainda não tivemos nenhuma atuação brilhante na Copa Sul-Americana. Se tentarmos eleger algum desastre, também não iremos encontrar. Os jogos foram como diz o ditado, “para inglês ver”. Nem os torcedores dão importância à competição. Só que tem um detalhe “mínimo” nessa história. O fraco torneio garante uma vaga na Libertadores.
Não vejo o menor sentindo em poupar jogadores. Talvez o Vasco sim, poderia se dar ao luxo de deixar a competição um pouco de lado. Quem sabe Ricardo Gomes não formaria um time B? Seria uma boa estratégia para dar oportunidade a jovens jogadores. Uma chance de revelar atletas e ainda fortalecer a base para a Libertadores de 2012.
O desafio é fazer com que esses jogadores encarem a competição pra valer. Os que ganham a primeira oportunidade correm, dão o máximo, querem mostrar serviço. Quem é titular absoluto tira o pé, sabe que pode sofrer alguma lesão e ficar fora do nacional.
Não existe planejamento para a competição. Nenhum dirigente começa o ano pensando: “vamos nos planejar para a Sul-Americana”. Essa mentalidade tem que mudar. É uma chance única para algumas equipes chegarem a Libertadores, que significa dinheiro, prestígio para os clubes.
No Campeonato Brasileiro quem não consegue ficar na zona de classificação para a Libertadores, briga para ficar na Sul-Americana. Quando começa o torneio a seriedade se limita as palavras. Demagogia. Em campo, nada de muito bom, nada de muito ruim….

Morte anunciada!
 Jogar contra equipes que estão embaixo na tabela do Brasileirão não costuma ser uma tarefa fácil. Mas para o Botafogo que jogou contra o Atlético MG sem Herrera e Loco Abreu a vitória (3 a 1) foi tranquila demais.
Assistindo Portuguesa (líder) e Duque de Caxias (lanterna) pela Série B, Jorginho, técnico da Lusa, deixou claro a insatisfação de jogar contra um adversário que não sai para o jogo, que fica com medo de atacar.
No caso da Série A, o confronto entre o alvinegro mineiro contra o alvinegro carioca não teve falta de iniciativa.  O problema é que o Galo parece conformado com o mau momento. A vitória não é mais uma questão tempo.
Nem vou falar de garra, luta, porque para mim não ganha jogo. Quando o torcedor pede essas características, automaticamente ele quer ver futebol, gols e vitória. O time de Cuca até começou a partida contra o Botafogo para frente, mas bastou o gol do Elkeson para o time se acomodar.
Foram mais de 25 passes errados do Galo no jogo. Assistindo a partida, o sentimento é de uma derrota comum, que pode acontecer com qualquer equipe. Até pode, mas para o Atlético significa ficar cada vez mais próximo da Série B.
Alguém precisa sacudir essa equipe. Não adianta usar clichê na entrevista. Todo dia um jogador mais abatido que o outro, fala que não sabe o que está acontecendo com a equipe e que todos estão trabalhando por dias melhores.
Se eles não sabem o que está acontecendo, quem vai saber? Como resolver o problema se o erro não é detectado?!
Não estou aqui para afundar o Galo de vez, só acho que a morte foi anunciada. Tem volta, mas o time precisa acordar, se cuidar e sair da UTI logo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Palmeiras economiza R$ 1 milhão com empréstimo de Pierre ao Atlético/MG


A diretoria do Palmeiras acertou nesta semana, o empréstimo do volante Pierre ao Atlético Mineiro. O jogador não estava sendo aproveitado pelo técnico Felipão, que já conta no elenco, com os volantes Marcio Araujo, Marcos Assunção, João Vitor, Tinga e Chico.
Pierre fica no Galo até o término do Campeonato Brasileiro.
Após muitas informações desencontradas, sobre a forma que foi estabelecida este empréstimo, uma fonte próxima à diretoria, confirmou que o Verdão não vai cobrar um centavo pelo empréstimo de Pierre ao Atlético, porém, o Galo arcará com 100% dos vencimentos do jogador.
Assim, a diretoria do Palmeiras vai economizar R$ 1 milhão de reais, já que não terá a necessidade de pagar os salários de Pierre, nos próximos quatro meses. Ele tem contrato com o Verdão até 2012.


O técnico Felipão, não gostou da maneira que o negócio foi realizado com o Atlético. O treinador já tinha acertado a chegada do atacante Ricardo Bueno ao Palmeiras. Porém, o vice-presidente de futebol do Verdão, Roberto  Frizzo, barrou a troca envolvendo Pierre com Ricardo Bueno.
No entendimento de Felipão, o Palmeiras deveria então cobrar pelo empréstimo de Pierre, já que o Palmeiras não receberia nenhum atleta do Galo, no entanto a diretoria aceitou em liberar o volante gratuitamente ao clube mineiro.
O desgaste do relacionamento entre o técnico Felipão e o vice-presidente de futebol Frizzo, não é de hoje, há muito tempo os dois não falam a mesma língua e isso só prejudica o Palmeiras.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Palmeiras manda Derby no interior e quem paga a conta é Presidente Prudente!



O clássico entre Palmeiras x Corinthians marcado para o dia 28 de agosto, será realizado na cidade de Presidente Prudente no interior do Estado de São Paulo. Além da oferta de Presidente Prudente, o Palmeiras que é o mandante do jogo recebeu propostas de outras duas cidades, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
A pressão de parte da torcida do Palmeiras para que a partida não fosse jogada no estádio do Pacaembu, considerado a casa do Timão contribuiu na decisão de levar o jogo para o interior de São Paulo.
Quando o Palmeiras mandou a partida contra o Corinthians no Paulo Machado de Carvalho, o técnico Felipão, revelou que o seu desejo era de jogar no estádio do Morumbi, mas na oportunidade recebeu orientação que o campo do São Paulo estava vetado.
Acredito que deve estar sobrando dinheiro na Prefeitura de Presidente Prudente, que não deve sofrer com problemas nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social, diferentemente do restante do Brasil.
Afinal, o governo de Presidente Prudente pode torrar até R$ 100 mil reais para receber o Derby.
A Prefeitura de Presidente Prudente vai arcar com os custos de viagem, segurança dentro do estádio e hospedagem de toda a delegação do Palmeiras.
O Verdão ficará com toda a renda do jogo, 45 mil ingressos devem ser colocados a venda para o clássico entre Palmeiras x Corinthians.
Penso que é um absurdo a Prefeitura de Presidente Prudente, ficar jogando todo esse dinheiro no lixo apenas para receber uma partida de futebol, esses recursos deveriam ser aplicados em beneficio da população.
Com o estádio do Morumbi na capital, que tem um bom gramado e pode receber mais de 60 mil torcedores confortavelmente,  é uma grande burrice da diretoria do Palmeiras fazer o time viajar mais de 500 kilometros apenas porque não tem coragem de mandar o jogo no Morumbi.
Atuando no Morumbi, o Palmeiras ganharia muito mais com a renda do jogo, além de jogar em um gramado perfeito, bem diferente da atual condição do campo de Presidente Prudente, sempre recheado de areia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Frustrante no Boca Juniors, Cañete precisa ter personalidade para ganhar espaço no São Paulo!


O São Paulo apresentou o seu novo reforço para a temporada, o meio campista Marcelo Cañete, que pertencia ao Boca Juniors e estava emprestado ao Universidad Católica do Chile. O jogador chega ao clube cercado de expectativa, principalmente pela comparação que parte da imprensa argentina já fez, o relacionando com Riquelme.
Porém, o torcedor do São Paulo não pode se empolgar muito com a contratação de Cañete.
Tive a oportunidade de acompanhar boa parte da carreira dele nos últimos anos.
Cañete foi revelado nas categorias de base do Boca Juniors, era tratado como uma jóia rara pela diretoria do clube, foi muito bem na base e ganhou espaço para compor a equipe profissional. Na ocasião, até por ter como característica de jogar no meio campo a comparação com Roman foi inevitável.
De fato Cañete, tem muita habilidade na perna direita, é até mais veloz que o Riquelme, na condução de bola e sempre atuou na armação das jogadas, o camisa 10 a moda antiga.
Então em 2010 ele recebeu a oportunidade de sua vida, Riquelme que sofre de um problema crônico na planta do pé, ficou lesionado por muito tempo.
Desta forma, Cañete foi titular durante todo o Apertura 2010 e atuava com a camisa 10 do Boca Juniors, era a chance de assumir a responsabilidade de conduzir o meio campo do Boca e provar que não passava apenas de uma promessa e sim de uma realidade. A exemplo, do que aconteceu com Diego, Robinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar no Santos.
Porém, em minha opinião, ele decepcionou muito, parece que a responsabilidade de substituir Riquelme, pesou muito contra ele. Cañete até fez alguns bons jogos, no entanto, muito longe de ser o maestro argentino que todos imaginavam.
Não foi aquele jogador frio, que no momento em que a situação aperta, pede a bola e decide uma partida. Pelo contrário, nos momentos cruciais, em muitas situações se escondeu do jogo, deixando aflorar toda a sua imaturidade de jovem.
No Apertura 2010, fiquei com a sensação que ao invés do novo Roman, estava no campo mais um meia que vivia de alguns lampejos de craque, mas que não passava de um jogador comum.
Quem esteve no estádio do Palestra Itália, quando aconteceu o amistoso entre Boca Juniors x Palmeiras, observou de perto o futebol de Cañete, ele participou da partida onde a equipe argentina não teve muitas dificuldades para vencer, mesmo assim Cañete, também não foi brilhante.
Quando percebeu que Cañete, não seria o jogador que o clube imaginou, a diretoria do Boca, decidiu emprestá-lo ao time chileno, até para ele ganhar um pouco de experiência.
No Chile ele fez uma temporada regular, foi bem em alguns jogos da Libertadores, o suficiente para o São Paulo assumir o risco da sua contratação.
Torço para que o Cañete tenha melhorado o seu futebol, é um jogador que tem velocidade, habilidoso e espero que no São Paulo ele tenha muita personalidade, justamente a postura que faltou a ele no Boca.
Quando digo sobre ter personalidade, é chamar a responsabilidade de uma partida, ser protagonista e não coadjuvante. Passar aos seus companheiros a confiança que no momento difícil pode jogar a bola nele que vai resolver.
Porque se não tiver essa característica, repito, o que faltou muito quando atuou pelo Boca Juniors, será muito complicado ele ganhar espaço no São Paulo, até porque, a briga por uma vaga no meio campo será bem disputada com os concorrentes Rivaldo, Marlos, Ilsinho e Cicero, por este aspecto terá que mostrar futebol muito acima da média para se firmar.
Boa sorte ao Cañete e que ele agora no São Paulo consiga provar que pode se tornar um grande jogador.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A vergonhosa virada de mesa no futebol Argentino

Com 22 votos a favor, apenas quatro abstenções (Vélez Sarsfield, Newell’s Old Boys, All Boys e Racing) e uma ausência (Olímpia), ficou decidido que o próximo Campeonato Argentino da primeira divisão que começa na primeira semana de agosto, não terá rebaixamento e todos os clubes da segunda divisão estão automaticamente promovidos para a elite.
As únicas exceções serão os quatro últimos colocados da Série B, que serão rebaixados para a terceira divisão e que se transformará em segunda divisão.
Com isso, a menos que termine o próximo campeonato entre os quatro últimos, o River Plate estará de volta à elite na próxima temporada, que terá outras mudanças. De acordo com a decisão tomada na AFA, acabam os dois torneios por ano – Apertura e Clausura -, modelo que existia desde a temporada 91-92, e o futebol argentino passa a ter um único campeão.
Acabam também os duelos de mata-mata contra o rebaixamento. O Campeonato Argentino teria 40 clubes com quatro sendo rebaixados e quatro subindo.
O torneio seria disputado em cinco grupos de oito equipes cada uma. Cada clube grande seria um “cabeça de chave”. Ou seja, Boca Juniors, River Plate, Independiente, Racing e San Lorenzo. Eles se cruzariam em confrontos entre os grupos. Os melhores de cada chave disputariam uma fase final pelo título enquanto os piores jogariam uma repescagem contra o rebaixamento.
A proposta ainda precisa ser aprovada numa assembleia, mas o acordo já foi feito e essa reunião não passa de uma formalidade.
Mas se engana quem pensa que essa decisão vai beneficiar exclusivamente o River Plate, a vergonhosa virada de mesa no futebol argentino deve-se ao temor de na próxima temporada, Boca Juniors, San Lorenzo e Racing, equipes tradicionais e de muita torcida na Argentina também sofressem com o rebaixamento.
Já que esses times fizeram campanhas medíocres nos últimos anos e pela média de pontos correriam risco de cair, caso a temporada fosse novamente decepcionante.
Penso que com essa decisão o futebol argentino anda para traz, neste momento a Argentina passa pelo mesmo processo quando o Brasil inventou a Copa João Havelange, para evitar a queda de alguns times para a segunda divisão.
Evitar o rebaixamento desses times, não vai ajudar os clubes como é o pensamento dos dirigentes do futebol argentino neste momento. Isso só vai atrapalhar, até porque, é premiar a desorganização dos clubes e a tendência é que esses mandatários se acomodem, já que praticamente é o fim do rebaixamento para as grandes agremiações na Argentina.
Corinthians e Grêmio quando tiveram que jogar a série B, passaram por um processo de reestruturação, foram obrigados a isso porque os clubes chegaram no limite da esculhambação, na marra eles tiveram que se organizar.
Por isso o rebaixamento para essas equipes acabou sendo saudável, agora sem essa possibilidade, temo que a chance dos clubes tradicionais do futebol argentino se organizarem por sobrevivência, pelo temor de ver o time na segunda divisão, não exista mais.
Desta forma, dificilmente o torcedor voltará a ver Boca e River disputando título de Libertadores.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Falta um Felipe Melo no meio campo do Brasil!

Na Copa América o técnico Mano Menezes está tentando implantar o seu esquema preferido, já adotado por ele no Grêmio e Corinthians, o 4-2-3-1.
Na vitória diante do Equador 4×2 que garantiu a classificação do Brasil à próxima fase da competição, o time montado por Mano tinha na sua primeira linha Maicon, Lucio, Thiago Silva e André Santos – os dois volantes escolhidos foram Lucas Leiva e Ramires – na linha de três estavam Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho, com Pato isolado na frente.
É uma formação tática que gosto, mas para ter sucesso é necessário conjunto e isso significa treinos, além da escolha dos jogadores certos para desempenharem as funções.
Com o terceiro jogo da Seleção na Copa América, já é possível observar evoluções importantes, Neymar, Robinho, Ganso e Pato se movimentaram muito durante o jogo e com auxílio dos laterais Maicon e André Santos, conseguiram construir grandes jogadas durante a partida.
A cobrança quando se joga na Seleção Brasileira é enorme, mas com o passar do tempo, os meninos que vestem a camisa do Brasil pela primeira vez em uma competição oficial vão se adaptando com o peso de vestirem a amarelinha.
Dos jogadores escolhidos por Mano Menezes, eu contesto três. São eles André Santos, Lucas Leiva e Ramires.
Na lateral esquerda, penso que o Brasil necessita de um jogador mais eficiente na marcação, até porque, pelo estilo de jogo do Brasil, a cobertura dos laterais precisa ser quase que perfeita e nesse aspecto André Santos deixa a desejar e na parte ofensiva, ele tem errado muito, para essa posição a minha preferência é por Marcelo que joga no Real Madrid.
Porém, a maior preocupação é com os volantes do Brasil, Lucas Leiva e Ramires não me agradam nem um pouco. Posso até ser criticado por este comentário, mas neste momento a Seleção carece de um Felipe Melo no meio campo.
É impressionante como os zagueiros do Brasil ficam expostos durante o jogo e isso vem acontecendo desde os amistosos. Lucas que seria o volante com mais poder de marcação está muito mal. Contra a Venezuela, por exemplo, durante os 90 minutos ele roubou apenas uma bola, muito pouco para um primeiro volante, sem mencionar os espaços deixados por ele.
Ramires que tem a função de auxiliar Lucas na marcação, também tem marcado mal, foi notório na partida contra o Equador a facilidade do adversário de entrar no sistema defensivo do Brasil. Isso acontece porque na Seleção faltam volantes que marcam com eficiência e que também tenham boa saída de bola.
O Brasil campeão do Mundo em 1994 tinha Mauro Silva e Mazinho – Na Copa de 2002 o Brasil jogava com três zagueiros e Gilberto Silva fazia com muita competência o trabalho de primeiro volante e em alguns momentos, Edmilson desempenhava essa função e no time de Dunga, Gilberto Silva e Felipe Melo formaram uma dupla de volantes que se completava oferecendo muita segurança à Seleção Brasileira.
Na Seleção de Mano Menezes, falta volantes com a característica de um Felipe Melo, um jogador que tem um ótimo poder de marcação e cobertura no meio campo, além de ter uma excelente saída de bola, fazendo boa aproximação com o meia.
Aliás, Felipe Melo, poderia voltar a ter uma oportunidade na Seleção, não o considero culpado pela desclassificação do Brasil no último mundial, ele foi muito bem sob o comando de Dunga.
Além dele, Sandro que foi cortado por conta de uma lesão, Arouca, do Santos, Ralf do Corinthians e Hernanes da Lazio, são jogadores que em minha opinião poderiam oferecer muito mais proteção aos zagueiros brasileiros e com qualidade no passe, atualmente um dos problemas do meio campo do Brasil.