quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eleições Diretas resolve o problema político do Palmeiras?

O Palmeiras passa por um momento de turbulência, uma crise sem fim e o torcedor não entende o que pode ser feito, para que um dos clubes mais importantes do Brasil volte a ser notícia pelos títulos conquistados e não por conta das diversas crises criadas pelo próprio Palmeiras.
São doze anos sem conquistar um título importante, o último foi em 1999, quando o Verdão de Palestra Itália conquistou a Copa Libertadores da América. 
De lá para cá, foram apenas um Rio-São Paulo e uma Copa dos Campeões em 2000. O campeonato Brasileiro da Série B de 2003 e a conquista do Campeonato Paulista de 2008, na era Vanderlei Luxemburgo, muito pouco para um clube da representatividade do Palmeiras, uma verdadeira nação com mais de 15 milhões de torcedores, superando a população de muitos países.
Sem dúvida, o torcedor palmeirense que é acima de tudo um apaixonado pela Sociedade Esportiva Palmeiras, não merece que o seu clube seja maltratado desta forma pelos dirigentes. E não faltou alternância de poder nos últimos anos no comando do Palmeiras, afinal, representantes de praticamente todas as alas políticas de dentro do clube, com direito a concorrer ao mandato, já estiveram no poder e não aconteceu nenhuma evolução, pelo contrário, a cada ano que passa o torcedor alviverde termina o ano ainda mais machucado, tudo isso pela incompetência administrativa dos gerenciadores do Palmeiras.
E nesta temporada não está sendo diferente com o primeiro ano desastroso da gestão de Arnaldo Tirone.
Nos últimos dias, o associado discute muito em relação às eleições diretas para eleger o presidente do clube como uma maneira de renovar a administração. Isso significa que pelo voto direto do associado, o palmeirense teria o poder de escolher o seu presidente, justamente o que ocorre no Corinthians.
Sem dúvida, seria muito saudável para a política do clube a aprovação deste projeto, até porque, poderia aumentar a participação do associado na política do seu time, em longo prazo, a gestão do Palmeiras poderia ser renovada. 
Mas é importante que o torcedor saiba que, com o atual estatuto do clube não é possível renovar a política do Palmeiras da noite para o dia, mas já seria um passo importante.
Por exemplo, nos próximos anos o que mudaria é que ao invés dos conselheiros, os associados elegeriam o novo presidente. Porém, os candidatos seriam os mesmos, já que para concorrer a uma eleição de presidente é necessário ter no mínimo oito anos como conselheiro efetivo do clube. 
Justamente o que acontece atualmente no Corinthians, onde os candidatos são os mesmos, mas quem decide quem vence é o associado.
Por isso é importante ter essa consciência, é um processo a longo prazo, que pode demorar de dez a vinte anos para acontecer uma grande renovação na administração do clube, mas esse passo precisa ser dado, já que o Palmeiras está prestes a completar 100 anos e ainda passará por muitas gerações.
Neste momento as eleições diretas não resolvem os problemas políticos do Palmeiras, agora é o momento do associado estar mais presente do que nunca para cobrar uma gestão competente, e eleger nas próximas eleições conselheiros comprometidos com o Palmeiras e não apenas em beneficio próprio, a cobrança é necessária!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Palmeiras não defendeu seu jogador!

llDois dias depois de ter sido agredido por um grupo de torcedores do Palmeiras em frente ao clube, o volante João Vitor quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a confusão. Ainda receoso, o jogador afirmou à TV Globo que não provocou a situação e que agora só anda com um segurança particular para evitar qualquer novo problema. Ele também admitiu que esperava mais apoio da diretoria após o ocorrido, mas que a força veio mesmo dos jogadores.
A confusão aconteceu na última terça-feira, quando o jogador deixava a loja oficial do Palmeiras, no Palestra Itália. Segundo o atleta, um torcedor o viu e começou a xingá-lo e cobrá-lo sobre o desempenho do time. João Vitor disse que a cobrança deveria ser feita no CT do Palmeiras e não na rua, mas foi ignorado e acabou tendo seu carro chutado. Logo outros torcedores se uniram e agrediram o jogador e duas pessoas que o acompanhavam.
- Eu estava com meu cunhado e um amigo. Falei que não queríamos confusão. Ele continuou chutando o carro e meus amigos saíram porque viram o que estava acontecendo. Ele tomou a atitude e veio para cima da gente – afirmou o volante, que ainda tem marcas das agressões nos braços, pernas e na boca.
O atleta lamentou o fato de não ter sido procurado pela diretoria palmeirense. Ele contou que representantes do Alviverde o acompanharam ao hospital, depois do ocorrido, mas ninguém o procurou para conversar. João Vitor falou que recebeu ligações de alguns atletas do clube que queriam saber como ele estava. O volante ficou sensibilizado com a atitude de Kleber que, após o ocorrido, discutiu com a diretoria por mais segurança e acabou afastado do grupo.
Ninguém no Palmeiras saiu em defesa do jogador contra a covardia de alguns torcedores, nem mesmo o técnico Felipão, que preferiu deixar no ar até que João Vitor poderia ser o culpado pela situação.
Um completo absurdo, da forma como estão agindo vão acabar prendendo o João Vitor e ainda pagando uma indenização para os agressores. A diretoria deveria ter se manifestado publicamente em defesa do seu atleta, mas parece que os dirigentes do Verdão tem medo.
Alias o presidente Arnaldo Tirone, deveria ser o primeiro a decidir que os jogadores não participassem da partida de quarta-feira contra o Flamengo no Rio de Janeiro em protesto ao ocorrido. Assim esses vândalos pensariam muito da próxima vez, só com um prejuízo desse poderia evitar futuras agressões.
O que o Palmeiras fez foi passar a mão na cabeça dos agressores, João Vitor só teve apoio do grupo. O elenco do Palmeiras está dividido, principalmente após o anuncio que Kleber está fora do elenco. O que foi uma atitude desastrosa.
Afinal, o Palmeiras desvalorizou o seu patrimônio e agora vendera por bem menos do que realmente vale....

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

São Paulo nega, mas Juvenal JUVÊNCIO quer Felipão no Tricolor!

llNa última quarta-feira, a colunista Sonia Racy, no jornal o "Estado de S. Paulo", publicou a notícia de que interlocutores do atual técnico do Palmeiras Luis Felipe Scolari lhe garantiram que ele estaria negociando com o São Paulo e que, inclusive, já teria até um pré-contrato assinado.
Porém, por meio de sua assessoria de imprensa Felipão afirma que não está negociando com nenhum clube do futebol brasileiro ou do futebol do exterior. Ele aproveitou para informar que nenhum empresário do futebol brasileiro tem o direito, autorização ou autonomia para falar em seu nome. O único agente que trabalha para o Scolari na Europa é o português Jorge Mendes. Os diretores do São Paulo também negaram essa possibilidade. O que é natural estranharia se uma das partes confirmasse uma negociação deste porte nessa altura do campeonato Brasileiro. 
No entanto, como sempre destaco ninguém publica uma matéria por diversão. Quando uma notícia é veiculada é porque tem fundamento para isso.
O que apurei é que o técnico Adilson Batista só permanece no São Paulo, caso o Tricolor seja campeão Brasileiro. O vínculo dele com o time do Morumbi termina em dezembro deste ano e caso o título não aconteça o contrato de Adilson com o São Paulo não será renovado.
Palmeiras vai negar, o Felipão vai negar e o próprio São Paulo vai desmentir, mas o desejo do presidente do Tricolor Juvenal Juvêncio é de contar sim com Luis Felipe Scolari para 2012. 
Na opinião de Juvenal, Felipão tem o perfil que o São Paulo necessita neste momento, um treinador que seja mais autoritário com o elenco, para o mandatário Tricolor os jogadores precisam de um técnico que mexa com alguns acomodados do time.
Juvenal esperava um pouco mais deste espírito de Adilson Batista e por enquanto ele não tem respondido da maneira esperada. 
A intenção do presidente do São Paulo existe, é bom lembrar que a pessoa que manda de fato no clube é ele, mas tudo ainda vai depender de muita negociação entre as partes envolvidas.
Em minha opinião dificilmente Felipão permanece no Palmeiras na próxima temporada, principalmente pelo seu desgaste interno dentro do Palestra Itália. Uma saída de Felipão neste momento só pioraria o Verdão.
O Palmeiras que não está observando apenas a situação e já trabalha com a possibilidade de perder Felipão na próxima temporada. 
Jorginho que durante seis jogos comandou o Palmeiras após a saída de Vanderlei Luxemburgo em 2009 e agradou membros da cúpula palmeirense foi consultado pelo Verdão no sentido de topar dirigir o Palmeiras em 2012.