sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

E ai Conmebol?


llKelvin Espada, torcedor de  apenas 14 anos acertado por um sinalizador disparado pela torcida do Corinthians durante a partida contra o San José, faleceu na noite da última quarta-feira.
A polícia boliviana prendeu 12 torcedores corinthianos, que estão sendo investigados neste momento pelas autoridades locais pelo ocorrido. A embaixada brasileira já enviou representantes para auxiliar os cidadãos brasileiros e lamentando bastante o episódio, o presidente do Timão, Mário Gobbi, argumenta que se trata de uma fatalidade e, por isso, qualquer punição por parte da Conmebol ao clube seria injusta.
“Se seu filho de 5 anos comete um delito, você é o responsável e tem que pagar, mas eu não concordo que um clube com uma massa dessas tenha que responder pelo que um torcedor fez isoladamente. Existem outras formas de coibir a violência nos estádios”, afirmou. 
De acordo com nova regulamentação da Conmebol, o Corinthians pode ser até excluído do torneio. No artigo 18 do Código Disciplinar, uma das punições previstas para tais acontecimentos é exclusão da competição (presente ou de edições futuras), proibição de jogar em um estádio ou no país, perda de pontos, entre outras penas.
“O caso será julgado e o regulamento será aplicado, mas era um no meio de uma multidão. É preciso refletir. Não tenho dúvidas que o regulamento seja cumprido, nós fazemos questão que seja, mas fica uma coisa muito subjetiva. Nem dá para saber se aquela única pessoa é corintiana, são-paulina ou santista”, completou Gobbi.
O Corinthians ainda contesta a segurança do estádio em Oruro, que permitiu a entrada de torcedores dos dois times com sinalizadores.
“Eu não sabia que sinalizadores são armas letais, mas se são, como podem permitir que entrem no estádio? Estava quase tudo tomado por sinalizadores dos dois lados. A segurança é feita pela polícia e, se deixaram entrar armados, não podemos ser responsabilizados criminalmente” argumentou o diretor de futebol do clube, Roberto Andrade.
Evidentemente que virou um caso de Policia e as autoridades responsáveis vão apurar os fatos e punir como se deve quem cometeu esse crime bárbaro. Porque o torcedor que vai em um estádio com sinalizador, tem que saber que está colocando a vida de outras pessoas em risco, principalmente quando é atirado contra torcida adversária. Afirmar que o ocorrido foi uma fatalidade é tampar o sol com a peneira.
O que aconteceu na Bolívia, ainda vai acontecer no Pacaembu em dia de clássico, onde a Policia Militar tem muito trabalho para evitar que bombas sejam arremessadas por torcedores com o objetivo de ferir a torcida rival. 
A Conmebol precisa se pronunciar sobre o ocorrido. Já estamos acostumados que a entidade feche os olhos por todas as irregularidades que acontecem nos estádios nas suas competições, mas isso não pode continuar desta forma. Recentemente jogadores do Tigre foram agredidos dentro do vestiário do Morumbi na final da Copa Sul Americana e até agora o São Paulo não foi punido.
O Corinthians precisa ser punido com muito rigor para que seu torcedor entenda que suas atitudes dentro dos estádios podem prejudicar o time, apenas desta maneira é possível que o torcedor pense duas vezes antes de cometer uma bobagem. Mas não é apenas o Corinthians que merece punição, mas também o clube boliviano que permite que torcedores entrem com este tipo de artefato dentro do estádio.
Espero que a Conmebol não feche os olhos novamente para um fato grave que acontece nas suas competições e mostre ao mundo que na América do Sul estes crimes não vão passar em branco.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

E o Ganso?


llA diretoria do São Paulo apostou alto quando tirou Paulo Henrique Ganso do Santos, a meta era consolidar a chegada de um camisa 10, a moda antiga, na mente dos dirigentes tricolores, Ganso seria uma espécie de Raí, da era moderna, por ter estilo de jogo que segundo os cartolas do Morumbi, parecido com o craque que brilhou na década de 90 no São Paulo, conquistando campeonato Paulista, Brasileiro, Libertadores e Mundial.
Porém, a realidade está bem longe do planejado. Até o momento Ganso tem repetido o desempenho que teve no Santos em 2012. Um jogador pouco participativo, que toca poucas vezes na bola e que também não contribui na marcação. Hoje o futebol brasileiro não tem mais espaço para jogadores do estilo que todos acreditam ser o do Ganso, aquele meio campista que vai receber a bola e ter tempo para pensar o que fazer com a bola, a velocidade impera atualmente e o atleta que não se adequar será engolido pelo tempo.
O  técnico Ney Franco, já testou Ganso em algumas formações, ele já foi o principal armador do time na vaga de Jadson e não funcionou. Ganso já atuou com Jadson no meio campo e a lentidão na chegada ofensiva do São Paulo e a fragilidade na marcação ficaram evidentes e mesmo entrando durante os jogos Ganso não está conseguindo jogar. 
E fica a pergunta. Onde está aquele Ganso que brilhou em 2010? Era um momento diferente, o Santos tinha um belo time. Do meio campo para frente a equipe montada pelo então técnico Dorival Junior contava com Arouca, Wesley, Ganso, Robinho, Neymar e André. Muita qualidade ofensiva, era um time difícil de ser marcado e por ter muitos talentos individuais era difícil algum jogador sofrer algum tipo de marcação especial e as lesões nos joelhos de Ganso atrapalharam muito a sua sequência de jogos. 
Penso que o técnico Ney Franco poderia conversar com Paulo Henrique Ganso e testar o meia em uma nova função. No posicionamento de primeiro volante, jogando a frente dos zagueiros, atuando atrás dos dois volantes, Ganso daria muita qualidade na saída de bola. 
Ganso foi o 10 virtual da seleção Brasileira, enquanto a briga era com Ronaldinho mal, depois que Oscar entrou foi engolido, falta dinâmica para a função. Ganso tem muita qualidade técnica, ótimo passe, em um time bem compacto pode jogar mais atrás iniciando a saída de bola.
É claro que Ganso não tem o poder de marcação, mas nessa função não seria responsabilidade dele o combate como acontece normalmente com os volantes no Brasil, mas para buscar a bola dos zagueiros iniciando a saída de bola no passe curto e até nos lançamentos ele poderia ser bem útil nessa faixa do campo.
Na Juventus o experiente Pirlo exerce exatamente essa função em campo, joga atrás dos volantes dando qualidade na saída de bola do time italiano e o resultado é muito satisfatório, se transformou em um dos principais jogadores da Juventus.
Para jogar como meia, Ganso teria que participar mais do jogo, entrar na área, ser mais veloz e não está conseguindo e quem sabe em uma função nova no campo ele possa ressurgir e voltar a ser aquele jogador de muita qualidade técnica que todos conheceram no Santos.