quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A cultura precisa mudar!

llO maldito estilo de jogo impregnado no futebol brasileiro continua. O futebol de resultado. A estratégia da maioria dos times é a mesma. Se joga em casa tenta pressionar e sair na frente, conseguindo, recua e contra-ataca. 

Se joga fora de casa, ficam todos atrás da linha da bola esperando o erro do adversário. Ainda tem outra, relacionada com as duas anteriores,  jogar conforme o jogo, se está ganhando recua, se está perdendo tenta sair um pouco mais. Se for contra time menor o negócio é poupar, jogar um arroz com feijão, fazer um a zero e tocar a bola. De quem é a culpa?

Bom, temos vários lados com sua parcela de culpa nesse caso, mas a demissão de Caio Júnior do Grêmio nos leva a principal delas. Os dirigentes de clubes. Ora, como podem demitir um treinador no dia 20 de fevereiro, sendo que o time começou a trabalhar no dia quatro de janeiro? 

46 dias é tempo suficiente para um treinador dar padrão a sua equipe? Se o time não está jogando nada, é culpa apenas do treinador? A julgar o que disse o presidente do Grêmio, no seu discurso aos jogadores na apresentação da equipe, não. "Quero que vocês façam sempre um pouco mais por este clube, por esta torcida. Só temos um time vencedor quando pegamos juntos, quando um joga pelo outro, como uma equipe solidária. 

Quero um time que não se conforme com a derrota. A bola, agora, está com vocês", disse Odone. As frases "pegamos juntos, um joga pelo outro e equipe solidária", certamente não incluíam o treinador, pagou sozinho o pato. 

Não estou nem questionando a qualidade do treinador em questão e sim, a forma como esses profissionais são demitidos. 
Certo mesmo está Joel Santana que chegou e colocou quatro volantes no meio-campo e empatou fora na estreia da Libertadores, nesse caso, vale o emprego e não o espetáculo, a tradição e a forma de jogar, o que interessa é o fim, não importam os meios. 

Resultado disso, é a média de público nos estádios brasileiros, futebol de dar sono, muita marcação e poucos gols, esses, quase sempre em bolas paradas. É melhor ficar em casa mesmo, pagar por espetáculo ruim não dá. Enquanto isso os dirigentes continuam nos seus cargos, mesmo com toda incompetência.

Erro de escolha
Mano Menezes está cada vez mais perdido no comando da seleção brasileira. Ao declarar coerência para justificar a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o amistoso do dia 28, contra a Bósnia, o treinador acaba cometendo inúmeros equívocos; na seleção tem que estar os melhores do país e o meia do Flamengo não consegue estar nem entre os melhores do campeonato carioca. 

Ronaldinho sempre sumiu nos jogos mais importantes da seleção brasileira e o momento atual é de, justamente, buscar atletas que sejam referência para os mais jovens. Sorte de Mano é que o Gaúcho não tem na CBF a mesma força que tem no Flamengo. Lá, ele derrubou Vanderlei Luxemburgo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os meninos da Vila não existem mais...

llO DNA ofensivo e os meninos da Vila vão ficando para trás no Santos. A mudança de filosofia começou com a troca de treinador, provando que o que aconteceu, não foi planejado pela diretoria do time, e sim, pelo trabalho do ex-treinador da equipe, Dorival Júnior.  
Coincidência ou não a geração Robinho e Diego também não foi gerada em um planejamento acertado e sim, num acaso maravilhoso, misturado com a competência em gerir categorias de base. 
No time de 2010, Dorival foi campeão Paulista e da Copa do Brasil com seis jogadores da base no time titular, são eles: Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Robinho, Neymar e André. Menos de dois anos depois e o time manteve Neymar, Ganso e Rafael e não subiu mais os meninos para o time titular, preferindo investir em jogadores consagrados. 
Chegaram por uma fortuna; Henrique, Ibson e Elano, que gastaram o lucro das vendas anteriores e não renderam ainda com a camisa do Peixe. As outras contratações seguiram quase um mesmo padrão, jogadores rodados e experientes, com uma diferença, custo “baixo”.  
Não tenho o propósito de julgar o certo e o errado e sim, analisar o contexto das coisas e colocá-las no lugar. Se o time for campeão com essa formação, provavelmente a diretoria vai mudar o discurso e dizer que tudo saiu como o planejado, que as contratações eram necessárias e etc... 
E na próxima geração de garotos talentosos, voltarão a falar nos meninos da Vila. A próxima geração só virá, provavelmente, quando o dinheiro desta acabar e o clube se ver obrigado a olhar de novo para sua base, provavelmente vão contratar um técnico promissor e não um medalhão. 
A geração Neymar e Ganso, ficou para trás, não existe mais, sobraram os craques, mas falta o inventor, falta a alma. A ousadia e a alegria estão presentes apenas na figura individual de Neymar, não era assim, o time tinha personalidade, uma forma de jogar que encantava,  uma pena, os Meninos da Vila não existem mais, sobraram apenas alguns pedaços daquele time que nos encantou.
O que existe agora é um time experiente que vive à base de contra-ataques e do talento de Neymar, um time mais velho, mais chato e que pode até ser campeão, mas com certeza não terá a menor graça.
Santos campeão de 2010, tinha seis jogadores da base no time titular.
Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Neymar, Robinho e André. Média de idade 24 anos.
Santos titular que estreou na Libertadores, tem apenas três da base entre os titulares.
Rafael, Neymar e Ganso. Média de idade do time titular: 26 anos e 4 meses. Meninos?

Corinthians e o medo da Libertadores!!
O Corinthians sentiu o peso de mais uma estreia na Libertadores. Jogando desorganizadamente, a equipe de Tite  só  empatou com o Tachira.
Placar de 1 a 1, jogando na Venezuela. O empate foi heroico pela maneira que foi. O gol corintiano saiu no último minuto. Ralf de cabeça. O Coringão fazia um bom jogo.
Mas foi tomado pelo nervosismo após sofrer o gol ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Timão se limitou a jogar a bola na área para o centroavante Elton.
Esse empate serve para mostrar que Paulistão e Libertadores são campeonatos completamente diferentes. Mas o que continua impressionando é o medo que o Corinthians tem da Libertadores uma postura completamente diferente da vitória conquistada no clássico diante do São Paulo....

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Assunção dependência...

llTer um cobrador de faltas como o Marcos Assunção é ótimo. Mesmo veterano, o volante do Verdão continua jogando bem, firme na marcação e batendo na bola como poucos. 
O problema é o time depender exclusivamente desse cobrador de faltas para ganhar jogos e fazer gols. Virou dependência e Felipão não consegue mudar isso. 
Em parte, por que falta qualidade técnica nos atacantes e, em parte, por que a equipe ataca com poucos jogadores. Repare que no 4-2-3-1 de Felipão, o centroavante está sempre sozinho na área, os meias, Luan, Valdívia e, no jogo de quarta contra o XV, Patrick, não entraram na área para finalizar. 
Sobram os chutes de meia distância de Luan, e as jogadas de Valdívia, entre os três o que mais chega perto do gol. Patrick e Tinga não entram na área e Maikon Leite, quando joga é a melhor opção para mudar isso. O problema é que, com Maikon Leite o Palmeiras perde em marcação e Felipão não quer abrir mão disso. Resumo, o ano mudou, mas os problemas continuam os mesmos. Se Felipão não arrumar o time, nem a presença de Barcos vai melhorar esse defeito do Verdão.

Mudança tática melhora São Paulo
 Apesar do equilíbrio no jogo entre Ponte e São Paulo, o Tricolor melhorou. A mudança tática, do 4-3-3 para o 4-4-2, com um losango no meio campo, fez o time de Emerson Leão evoluir. Mais marcação pelo meio, um pouco mais de posse de bola e o principal, Lucas mais perto ainda da área. Ainda preso do lado direito, não é o ideal, Lucas tem que ter liberdade para rodar, penso que com os jogos isso deve acontecer. Repare que no gol de Lucas, no segundo tempo, ele aparece como centroavante, o que não acontecia antes. O jogo em si foi muito bom, a Ponte Preta possui um bom time e um excelente treinador, que mexeu bem no segundo tempo, mudou o esquema tático e sufocou o São Paulo. Dificuldades na finalização atrapalharam a Ponte, mas o time tem tudo para conseguir a classificação para a próxima fase. Individualmente Jádson foi regular, primeiro jogo apenas, dá para entender. Lucas foi o melhor e Willian José fez o que se espera de atacante, dois gols. Na parte defensiva, Rhodolfo foi o melhor e Maicon, no meio campo, fez uma bela apresentação. Na Ponte, Renato Cajá foi bem e o lateral Guilherme mostrou-se um bom apoiador.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ainda não é o fim do Mito!

llA história do São Paulo é gloriosa. Clube brasileiro que tem mais títulos em menos tempo de existência. Seis vezes campeão nacional, três vezes da Copa Libertadores e o único time do país que ergueu a taça do Mundial de Clubes em três oportunidades. Neste cenário todo, não tenho receio nenhum em cravar: o goleiro Rogério Ceni é o maior nome de todos os tempos da equipe tricolor.
Rogério só defendeu as cores do São Paulo em sua carreira. Isso é raro. Praticamente uma utopia nos dias atuais. E ele nunca se conformou em ser apenas mais um. Enquanto Zetti era titular, na década de 90, Ceni treinava cobrança de faltas, buscando ter um diferencial com relação aos demais. E quando assumiu definitivamente a camisa 1, Rogério mostrou técnica, liderança e determinação que fizeram o torcedor ter a certeza que alí não estava somente um goleiro.
Até a consagração, porém, Rogério sofreu. Foi apenas campeão paulista em 1998, 2000 e 2002 e campeão do Rio-São Paulo em 2001. Teve que aguentar a própria torcida atirar pipoca e chamar o time de amarelão após uma sequência de derrotas para o rival Corinthians em partidas decisivas.
A real redenção do goleiro-artilheiro começou em 2005. O título estadual foi um abre-alas para as conquistas da Libertadores e do Mundial. Depois, o tricampeonato brasileiro só ratificou a sua condição de ídolo. Em todos esses títulos, ele teve um papel decisivo.
Rogério é um exemplo de dedicação e amor à camisa. Sempre treinou muito mais que os demais. E quase nunca se machucou. A atual lesão dele é só uma pausa e não um encerramento. 
Já ouvi muitos comentários que esse é o fim de sua carreira, cenário semelhante ocorrido em 2009 quando Rogério teve uma lesão grave no tornozelo, na ocasião especulou-se e muito, que poderia ser o encerramento de sua carreira.
No entanto, Rogério Ceni se recuperou muito bem, acima da expectativa e inclusive atingindo a marca de 100 gols na carreira justamente diante do rival Corinthians quebrando um tabu de quatro anos sem vitória.
Outra marca importante conquistada por ele foram os 1.000 jogos vestindo a camisa do São Paulo. Além da sua absurda qualidade técnica Rogério Ceni, é um líder nato, exerce uma liderança muito importante para o time. É sem dúvida, a maior referência dentro de campo e isso somou muito nos títulos conquistados pelo Tricolor nos últimos anos.
Ceni tem pelo menos mais dois anos de futebol em alto nível. E ele ainda tem que orientar Denis, que não está pronto para ser titular. Portanto fique tranquilo, torcedor são-paulino: o mito continuará jogando por você.

Palmeiras e suas crises
O Palmeiras mal começou o ano e já está recheado de crises internas. A última é em relação a contratação do argentino Hernan Barcos que ainda não foi apresentado oficialmente. Na entrevista coletiva concedida pelo técnico Felipão após a vitória diante do Mogi Mirim, o treinador não poupou a diretoria.
 “A documentação do Barcos está pronta, mas vocês são bons entendedores. Há problema de clube para clube, o que pode ser? Quer essa água? Quando você pagar eu te dou... É assim”, afirmou.
A diretoria do Palmerias agora corre contra o tempo para acertar a situação com a LDU para que o argentino fique à disposição do sempre contrariado Felipão no clássico deste domingo diante do Santos em Presidente Prudente.