llO maldito estilo de jogo impregnado no futebol brasileiro continua. O futebol de resultado. A estratégia da maioria dos times é a mesma. Se joga em casa tenta pressionar e sair na frente, conseguindo, recua e contra-ataca.
Se joga fora de casa, ficam todos atrás da linha da bola esperando o erro do adversário. Ainda tem outra, relacionada com as duas anteriores, jogar conforme o jogo, se está ganhando recua, se está perdendo tenta sair um pouco mais. Se for contra time menor o negócio é poupar, jogar um arroz com feijão, fazer um a zero e tocar a bola. De quem é a culpa?
Bom, temos vários lados com sua parcela de culpa nesse caso, mas a demissão de Caio Júnior do Grêmio nos leva a principal delas. Os dirigentes de clubes. Ora, como podem demitir um treinador no dia 20 de fevereiro, sendo que o time começou a trabalhar no dia quatro de janeiro?
46 dias é tempo suficiente para um treinador dar padrão a sua equipe? Se o time não está jogando nada, é culpa apenas do treinador? A julgar o que disse o presidente do Grêmio, no seu discurso aos jogadores na apresentação da equipe, não. "Quero que vocês façam sempre um pouco mais por este clube, por esta torcida. Só temos um time vencedor quando pegamos juntos, quando um joga pelo outro, como uma equipe solidária.
Quero um time que não se conforme com a derrota. A bola, agora, está com vocês", disse Odone. As frases "pegamos juntos, um joga pelo outro e equipe solidária", certamente não incluíam o treinador, pagou sozinho o pato.
Não estou nem questionando a qualidade do treinador em questão e sim, a forma como esses profissionais são demitidos.
Certo mesmo está Joel Santana que chegou e colocou quatro volantes no meio-campo e empatou fora na estreia da Libertadores, nesse caso, vale o emprego e não o espetáculo, a tradição e a forma de jogar, o que interessa é o fim, não importam os meios.
Resultado disso, é a média de público nos estádios brasileiros, futebol de dar sono, muita marcação e poucos gols, esses, quase sempre em bolas paradas. É melhor ficar em casa mesmo, pagar por espetáculo ruim não dá. Enquanto isso os dirigentes continuam nos seus cargos, mesmo com toda incompetência.
Erro de escolha
Mano Menezes está cada vez mais perdido no comando da seleção brasileira. Ao declarar coerência para justificar a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o amistoso do dia 28, contra a Bósnia, o treinador acaba cometendo inúmeros equívocos; na seleção tem que estar os melhores do país e o meia do Flamengo não consegue estar nem entre os melhores do campeonato carioca.
Ronaldinho sempre sumiu nos jogos mais importantes da seleção brasileira e o momento atual é de, justamente, buscar atletas que sejam referência para os mais jovens. Sorte de Mano é que o Gaúcho não tem na CBF a mesma força que tem no Flamengo. Lá, ele derrubou Vanderlei Luxemburgo.