sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Poderoso Corinthians!


Com muito mérito o Corinthians conquistou o título do mundial de clubes, o duelo foi diante do Chelsea e o Timão saiu vitorioso, 1x0 gol do peruano Guerrero. Destaque para a bela atuação do goleiro Cássio, que a exemplo de Rogério Ceni em 2005, fechou o gol, defendendo bolas inacreditáveis, sendo eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de clubes.
Após o fim do mundial, a diretoria corintiana não parou no tempo e já está montando o elenco da temporada 2013. Renato Augusto, que estava no futebol alemão é o primeiro nome que deve chegar. O Corinthians também sonha com as contratações do atacante Alexandre Pato e do zagueiro Dedé, são ótimas opções e o Timão ficaria ainda mais forte para o próximo ano.
O Corinthians é o clube que conta com o maior orçamento do futebol brasileiro para 2013, ultrapassando a casa dos 300 milhões de reais e essa receita deve aumentar nos próximos anos, atualmente é um time muito organizado dentro de campo e fora dele também. 
Isso proporciona a equipe de Parque São Jorge ser praticamente imbatível no poder mercadológico, até o momento, quando teve concorrência de  outro clube brasileiro sempre levou a melhor em uma contratação.
Porém, tudo isso vale uma reflexão...
O Corinthians está muito perto de atingir um patamar inalcançável pelos rivais. E por mérito próprio, quando o então presidente Andres Sanches, implodiu o clube dos 13 e passou a negociar diretamente com a TV Globo os direitos de transmissão, deu um golpe nos rivais São Paulo e Palmeiras, passando a receber mais que os concorrentes. 
Com o passar dos anos, recebendo verba superior, isso vira uma supervantagem com o decorrer do tempo, principalmente porque o Corinthians é acima de tudo um clube organizado administrativamente, o que não acontece com o Flamengo. 
Além da cota de TV, o Corinthians também conta com patrocínio superior e isso também pode aumentar com a inauguração do Itaquerão, que será palco da abertura da Copa do Mundo no Brasil em 2014.
São Paulo, Palmeiras e Santos precisam se renovar e buscar rapidamente alternativas para chegarem ao mesmo patamar do Corinthians. 
Hoje é muito difícil brigar com o Timão por uma contratação e caso esse cenário continue, o Corinthians pode virar uma espécie de Barcelona e Real Madrid do Brasil, times que montam equipes tão fortes que é praticamente impossível as outras equipes que disputam o Espanhol alcançarem seu nível técnico.
Por mais inacreditável que isso possa parecer, o Corinthians caminha para ser a principal força do futebol brasileiro, principalmente pela falta de habilidade e organização de seus rivais. 
Para não ver o Corinthians em uma realidade tão distante, São Paulo, Palmeiras, Santos, entre outros clubes do Brasil, precisam acordar com urgência e transformar o futebol, carro chefe de qualquer instituição em uma gestão profissional, deixando totalmente a política de lado, é o momento de pensar no futuro do clube e a vaidade tem que ser deixada de lado neste momento. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Falta ousadia!

llO Palmeiras foi rebaixado mais uma vez para a série B do Campeonato Brasileiro. Torcida chateada, a procura dos responsáveis por mais um vexame na história gloriosa da equipe, tende a encontrar no presente, as respostas. Um erro.
Não se pode analisar o presente sem o conhecimento do passado, somos, como seres humanos ou empresas e até times de futebol, um reflexo do nosso passado. Isso é mais velho do que andar para a frente. Responsabilizar o Maikon Leite, Arnaldo Tirone, Roberto Frizzo e outros que fazem parte do presente do Verdão, é raso.
O que o Palmeiras precisa é de uma filosofia de trabalho, que tem de ter continuidade com a troca de comando (presidente). Mustafá Contursi inaugurou o bom e barato, deu no que deu. Depois dele, veio Afonso Della Monica, que entregou o time para a mais atuavam (isso em 2009, Pierre e Marcos).
A partir disso, Beluzzo mudou tudo de novo e, megalomaníaco, resolveu fazer contratações caríssimas. Vieram Kleber Gladiador e Valdivia, juntos custaram quase 30 milhões de reais. Quando Tirone assumiu, não esqueçam, nem dinheiro para os salários o Palmeiras tinha e Tirone teve que voltar ao bom e barato. Não há clube que resista a tantas mudanças de pensamento em tão pouco tempo.
Porém, o que é muito preocupante no atual momento do Palmeiras é o futuro. 20 jogadores foram dispensados e a diretoria busca novos reforços para a temporada 2013. O técnico Gilson Kleina, já reclamou publicamente da falta de agilidade dos dirigentes nas contratações.

dirigentes nas contratações.
E o treinador tem razão em reclamar. Afinal, já estamos no mês de dezembro e até agora o Palmeiras só conseguiu acertar a contratação do lateral direito Airton, que estava no Coritiba, muito pouco para a importância que tem a Sociedade Esportiva Palmeiras.
No entanto, isso ainda piora, nomes de Edno, Elton, Luan e Cleber (Ponte Preta), além dos goleiros Dida e Fernando Prass, são cotados para serem contratados pelo Palmeiras. Será que a diretoria está montando um time de série B para disputar a Libertadores? Esse não é o Palmeiras de tantos títulos e muitas glórias.
Já passou do momento dos dirigentes mostrarem que o Palmeiras é um time GRANDE, a diretoria precisa contratar jogadores que o torcedor tenha a certeza que vão vestir a camisa do Palmeiras e corresponder dentro de campo.
Enquanto São Paulo e Santos brigam por Montillo, no Corinthians são especulados nomes de Kaka e Alexandre Pato, o Palmeiras mira Edno e Elton? É vergonhoso o que essas pessoas estão fazendo com o Palmeiras.
Falta ousadia aos cartolas do Palmeiras, qualquer jogador gostaria de jogar em um clube com a repercussão que tem o time de Palestra Itália, mas se não forem ao menos procurados, fica complicado.
Por que não tentar o mesmo nível de contratação de Santos, São Paulo e Corinthians? Esse é o caminho a ser seguido e não buscar jogadores de Série B. O Palmeiras é enorme e os dirigentes não têm o direito de apequenarem o clube dessa forma.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Palmeiras caiu com mérito!


llApós 10 anos o Palmeiras novamente vai disputar a série B do campeonato Brasileiro, para total tristeza e frustração do seu torcedor, que foi quem realmente sofreu nos últimos dias com o drama de ver seu time do coração mais uma vez passar pelo humilhante rebaixamento. 
Afinal, é vergonhoso um clube que tem orçamento superior a 120 milhões de reais por temporada conseguir ser rebaixado. Não é possível, que com essa receita os dirigentes não sejam capazes de montar um elenco para pelo menos não ficar entre os quatro últimos colocados do campeonato Brasileiro.
E não é fácil cair no Brasileirão, precisa caprichar muito e o Palmeiras teve muito mérito nessa questão. Foram 20 derrotas até agora na competição em um campeonato com 20 clubes, o Palmeiras perdeu mais de um turno da competição e mesmo assim ainda teve chance de escapar, isso prova o quanto um time precisa ser incompetente para cair de divisão no campeonato por pontos corridos.
Evidentemente que o presidente Arnaldo Tirone, tem uma parcela significativa na queda do Palmeiras, mas não é o único responsável pelo desastre. Quando o clube foi campeão invicto da Copa do Brasil, o que classificou o Palmeiras para disputar a Copa Libertadores da América em 2013, ninguém disse que foi única e exclusivamente por causa do presidente então na derrota todos precisam assumir as responsabilidades.
Os jogadores são muito culpados pela queda do Palmeiras, por mais fraco tecnicamente que o elenco seja, ele não é pior que Portuguesa, Sport, Bahia e Ponte Preta. Então eles precisam ser muito cobrados, além é claro do técnico Felipão, que deixou o Palmeiras na zona de rebaixamento.
Penso que o Palmeiras deva seguir o exemplo do Corinthians, quando caiu em 2007, e montar um novo elenco. Do atual grupo de jogadores apenas Bruno, Barcos, Henrique, Correa, Wesley, além dos garotos da base que foram bem na reta final do Brasileirão devem permanecer. 
O Palmeiras precisa renascer e continuar com jogadores que vivem no departamento médico como o chileno Valdivia, só vai atrapalhar o time mais uma vez. Valdivia tem o maior salário entre os jogadores e ajudou muito pouco o time nessa temporada e ficou muito claro a falta de comprometimento dele com o grupo.
No dia 21 de janeiro, acontecem as eleições para formar o Conselho e também a nova diretoria executiva do clube. Porém, no fim de janeiro, já será muito tarde para traçar o planejamento da temporada.
Nesse período, todos os times já estarão com seus elencos montados e o Palmeiras vai esperar até lá para definir a permanência de Gilson Kleina,no comando e o elenco que vai trabalhar em 2013?
Será novamente brincar com o torcedor apaixonado, que é quem realmente sofre com a situação caótica vivida pelo time. A gestão de Arnaldo Tirone, a frente do clube foi a pior que tive oportunidade de acompanhar de perto, um presidente totalmente omisso, mau gerenciador, com personalidade zero e que deixou o clube sem nenhuma expressão política perante os rivais. 
É o momento de deixar a vaidade política de lado pelo bem do Palmeiras.Todos os candidatos à presidência precisam traçar juntos agora o planejamento da temporada de 2013 independentemente de quem será eleito presidente. 
Não adianta nada a atual diretoria fazer um planejamento da continuidade do trabalho do Gilson Kleina, por exemplo, e o presidente eleito não querer o treinador no comando do clube ou entender que o elenco não é bom, dispensando alguns jogadores e contratando outros.
Se existe um pouco de respeito das pessoas que querem a todo custo a presidência do Palmeiras pelo clube é o momento de colocar o egoísmo de lado e pensar exclusivamente na grandeza que representa a Sociedade Esportiva Palmeiras, são mais de 15 milhões de apaixonados que não podem continuar vendo o seu clube ser esculhambado desta forma. 
Pode até parecer uma utopia, mas é extremamente necessária que aconteça uma união entre todas as correntes que pleiteiam o comando do clube. Caso contrário, novamente o Palmeiras será alvo de piadinhas dos rivais e vai apenas ser coadjuvante dos campeonatos que disputar em 2013, o que é uma vergonha por tudo o que o Palmeiras já fez no futebol brasileiro. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O imbatível Osasco!


llMais de cinco mil torcedores estiveram no Ginásio de Esportes Professor José Liberati em Presidente Altino, para assistir o Sollys/Osasco atropelar o Amil/Campinas por 3 x 0, fechando a série, garantindo assim o título de campeão Paulista de 2012.
 Mesmo sem a presença de Sheila, lesionada e que também fiou fora do jogo final na cidade de Campinas, em nenhum momento, o Amil ameaçou o quarto troféu conquistado pela equipe osasquense na temporada.
A diferença técnica entre os dois times é absurda, afinal, o Sollys/Osasco é a base da Seleção Brasileira e jogou contra uma equipe que está no seu primeiro ano de vida. 
 Osasco atingiu na noite da última quarta-feira, a incrível marca de 39 vitórias consecutivas e provou novamente que no momento é um time muito difícil de ser batido e apresenta o melhor voleibol do país, campeão de tudo que disputou em 2012. São quatro troféus que o torcedor do Osasco pode se orgulhar, Superliga, Sul Americano, Mundial de Clube e o campeonato Paulista.
Além do alto nível das jogadores do Sollys/Osasco, um aspecto importante para o sucesso deste time é o entrosamento dentro e fora das quadras. É um grupo extremamente unido e que deixa a vaidade de lado pelo bem do clube. 
Outro fator importante é o comprometimento das jogadores destacado inclusive pelo técnico Luizomar de Moura. “Fico muito feliz com o empenho e o comprometimento das atletas, jogadoras que no momento que acabaram de ser campeãs olímpicas com a seleção brasileira, podendo até ter um certo relaxamento não mediram esforços para nos ajudar a conquistar os títulos, o grupo todo está de parabéns”, afirmou. 
 O trabalho do Luizomar também foi importante, ele conseguiu não permitir que o elenco se acomodasse o que é muito natural depois de uma conquista. Deixar um grupo de jogadoras focado na conquista de vitórias após um título muito importante é sempre uma tarefa complicado para os treinadores. 
No futebol temos muitos exemplos, quando um time vence uma Libertadores, dificilmente o técnico consegue que o time mantenha o mesmo nível de apresentação no campeonato Brasileiro e o Osasco conseguiu manter isso e sem dúvida, é um dos segredos dessa conquista. 
É claro que vai chegar o momento que o Sollys/Osasco vai sofrer uma derrota, nenhum time consegue sustentar por muito tempo uma série invicta, mas no momento o Osasco é um time imbatível. Apenas em um dia de desconcentração total, jogando contra um adversário que está no dia que tudo da certo uma derrota pode acontecer.
O Sollys/Osasco tem um elenco de muita qualidade e com esse nível de comprometimento das jogadoras vai continuar conquistando os títulos que disputar. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mais uma decisão!


llO fim de semana promete muitas emoções para o torcedor osasquense, afinal, novamente o Sollys/Osasco entra em quadra para disputar mais um título e novamente com o favoritismo a seu lado. O time comandado por Luizomar de Moura, vem de uma incrível série de 37 vitórias consecutivas, conquistando três títulos em 2012, Superliga, Sul-Americano e o Mundial de Clubes.
O desafio neste momento é o Campeonato Paulista, após eliminar o Pinheiros na semifinal, o Osasco enfrenta neste domingo, 4, na final da competição Estadual, o Vôlei Amil/ Campinas. Para Luizomar de Moura, a equipe tem que deixar de lado as conquistas e focar na decisão do fim de semana. 
“O esporte de alto rendimento não permite acomodação e estamos conseguindo passar isso para as atletas. Não podemos menosprezar nenhum adversário, vamos encarar essa decisão com muita seriedade para que no final a nossa torcida seja premiada com um título novamente”, afirmou o técnico osasquense.
O primeiro jogo está marcado para este domingo às 21h00 na cidade de Campinas  e do outro lado um velho conhecido do torcedor osasquense. O comandante do Vôlei Amil é José Roberto Guimarães, tricampeão da Superliga dirigindo o Osasco e que conhece profundamente o elenco do Sollys, já que é a base da Seleção Brasileira. 
 Sheilla, Jaqueline, Thaísa, Adenízia e Fernanda Garay, são constantemente convocadas por Zé Roberto, que  admite a dificuldade de superar suas comandadas de Seleção.
“É complicado. As jogadoras ficaram muito tempo com a gente. No ciclo olímpico foram até seis meses por ano. Durante esse período, a gente procurava exatamente fazer com que elas não tivessem pontos vulneráveis, corrigissem algumas falhas. É muito difícil agora. A gente estuda, mas a situação é complicada. Para mim, que estou do outro lado, não é simples jogar contra elas. E não digo isso pelo lado afetivo, emocional, mas sim pela parte técnica”, afirma o treinador.
Sem dúvida, será uma grande decisão, evidentemente que o Osasco é muito favorito ao título, tem o melhor elenco do Brasil e todas as condições para conquistar o quarto troféu em 2012. Mas quando se trata de vôlei feminino, o aspecto psicológico é importante, a concentração é fundamental para que nenhuma surpresa aconteça e a experiência do supercampeão, José Roberto Guimarães, tem que ser respeitada.
A segunda partida Sollys/Osasco x Vôlei/Amil está marcada para a próxima quarta-feira, 7, as 20h30, o palco é o Ginásio de Esportes Professor José Liberati em Osasco e caso seja necessário, o terceiro jogo acontece novamente com mando do Sollys, no domingo, 11, às 13 horas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Grêmio Osasco na Maternidade!


llO Grêmio Osasco tem se mostrado ser o clube com maior potencial de crescimento na região Oeste. Sob o comando do presidente Lindenberg Pessoa e com o apoio irrestrito de Mario Teixeira, o GEO nesta temporada conquistou o acesso à série A2 do campeonato Paulista.
Isso significa que a partir de 2013, o time osasquense tem a chance de disputar uma vaga para jogar a primeira divisão do futebol de São Paulo no ano da Copa do Mundo no Brasil. E neste fim de semana, o Grêmio Osasco decide com a Ferroviária, classificação à semifinal da Copa Paulista. O campeão desta competição ganha o direito de disputar a Copa do Brasil no próximo ano, uma chance de ouro para o futebol da cidade.
Porém, o sucesso do GEO extrapola as quatro linhas,  a diretoria anuncia um novo produto que promete aumentar ainda mais o número de torcedores do clube. A partir de agora, todas as crianças que nascerem em Osasco ,vão ganhar de presente na maternidade um macacão do Grêmio Esportivo Osasco.
O projeto não é restrito apenas à maternidade Amador Aguiar que é vinculada a Prefeitura, envolve também as maternidades particulares. Letícia Toledo, (foto) uma das musas do GEO e que está grávida, foi a  ganhadora do primeiro uniforme dedicado a criança recém-nascida.
É uma ideia muito legal, incentiva novas pessoas que talvez, ainda não conheçam o clube, a acompanhar, aumentando assim o número de torcedores do GEO na região, até porque, crianças de outras cidades também nascem em Osasco.  

Musas do geo
Ainda fora de campo, o Grêmio Osasco conta com as suas musas que abrilhantam ainda mais os jogos do time no estádio do Rochdale e que também participam  dos eventos oficiais do clube, como lançamentos de novos produtos.
Ellen Nayara, Leticia Toledo,  Denise Góes, Gabriela Vital (foto), Leticia Bonza e Jaqueline Góes, fazem parte do time de musas do Grêmio Osasco.
Além de assistir os jogos do GEO e concorrer a prêmios durante as partidas, os torcedores também podem ser fotografados ao lado das belas que representam o time osasquense. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que muda no Palmeiras!


llUm dia histórico para o Palmeiras! Essa frase foi, mais ou menos, a grande manchete em todos os relatos sobre a decisão do conselho deliberativo palmeirense de optar pela permissão a todos os sócios de votar na escolha do presidente do clube a partir de 2014.
O movimento de “Diretas Já” no clube causou, como sempre, desconforto aos que temem a democratização de qualquer processo eleitoral, mas no fim das contas prevaleceu o óbvio, que é a cada vez mais crescente “democracia” dentro dos clubes de futebol no país.
Foi assim com o Corinthians após a entrada de Andrés Sanchez, no Vasco com a entrada de Roberto Dinamite e outros exemplos. É assim, aliás, que deve ser o processo eleitoral daqui para a frente na maioria dos clubes, não por imposição de lei, mas pelo fato de que até mesmo os conselheiros perceberam que é preciso dar voz a mais gente dentro do clube.
Mas é bom o torcedor palmeirense não soltar os rojões agora. Afinal, a abertura do voto para todos os associados (a estimativa é de que em vez de 300 conselheiros, agora 8 mil pessoas escolherão o novo mandatário do clube) não significa também que qualquer sócio poderá se candidatar para a vaga de presidente. Para isso, é preciso ser conselheiro há dois mandatos (quatro anos) e ainda ter 10% de votos dentro do próprio conselho para poder lançar-se candidato a presidente.
E aí é que reside, hoje, o grande problema do clube. Como já ficou provado desde o início da década, não há hoje no Palmeiras um grupo de conselheiros que mostre capacidade em gerenciar. 
Talvez nenhum outro clube de futebol no país tenha tantas facções políticas distintas e todas elas tenham chegado ao poder como foram nos últimos 15 anos. E, em todos os casos, os diferentes presidentes cometeram diferentes erros gerenciais que deixaram o clube em situação extremamente delicada (e aqui me refiro estritamente ao ponto de vista financeiro e gerencial no curto e no médio prazo).
As eleições diretas sinalizam apenas um ambiente mais justo de escolha de um presidente de clube. Essa notícia realmente é boa. Mas ela não tira daqueles mesmos 300 conselheiros de hoje o poder de ser o candidato. E aí é que aparentemente pouca coisa vai mudar dentro do clube. Pelo menos por mais quatro anos a partir de 2014. Quem sabe com novos conselheiros, novas ideias e novas atitudes o Palmeiras possa, de fato, deixar de ser gerenciado como uma grande pizzaria italiana…

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Brasil não merece o talento de Neymar


llSempre defendi a boa iniciativa do Santos em realizar um esforço fora do comum, para manter Neymar atuando no futebol brasileiro. Afinal, era a chance de vermos um gênio da bola brilhando em nossos campos e não apenas em outros países. Porém, está cada dia mais insustentável para Neymar continuar no futebol brasileiro. 
 O futebol por aqui tem um atraso tático assombroso. Tecnicamente, Neymar é infinitamente melhor que os outros. Assim, não tem como evoluir. O Santos gasta uma fortuna para mantê-lo, deve perder um caminhão de dinheiro, não o negociando, sabendo que em 2014 ele terá passe livre. Mesmo assim não consegue contar com ele. 
Neymar jogou menos pelo Santos, do que Valdívia, reconhecido dói-dói, pelo Palmeiras. E Neymar não se machuca. Mas, ele tem que servir a seleção brasileira em montões de jogos lixo, tipo “super clássico das Américas”, China, África do Sul, Iraque, Japão e outras tranqueiras assemelhadas. 
O clube, covarde, não protesta e o Santos está até ameaçado pelo rebaixamento, quando, com ele, estaria brigando pelo título. Aí, quando ele, eventualmente é “liberado” pela seleção, tem sempre algum palhaço querendo aparecer em cima do astro. Primeiro aquele terceiro cartão amarelo, por comemorar um gol, que o tirou do jogo com a Portuguesa. 
E agora, o tal Nielsen não sei das quantas, que o expulsou, porque era o Neymar. Qualquer outro jogador, naquele lance com o Pará, não seria colocado para fora. O André, do próprio Santos,  minutos  depois, deu um tapa no rosto do mesmo Pará e nada aconteceu. Não duvidem que o ridículo tribunal de “justiça” da CBF dê-lhe uma grande punição, para também aparecer e depois diminua, após um pedido de desculpas dele, que inflaria os egos dos ridículos membros do STJD. 
E ainda tem os torcedores, invejosos, que vaiaram o único craque do país, até nos treinos contra a África do Sul, além de chamá-lo de pipoqueiro, durante o joguinho, em São Paulo. Tudo isso porque Neymar joga no Santos e não no Palmeiras, Corinthians ou São Paulo. As vaias para Neymar vem da inveja dos torcedores que queriam o craque em seu time. E como ele joga no Santos e normalmente é o principal personagem das vitórias do Peixe diante dos rivais, esses torcedores ficam melindrados. 
E mais a imprensa com imensa má vontade cobrando, até, que ele faça dessa porcaria de seleção brasileira, um time de futebol. Realmente é muito jogador para ficar por aqui. O Brasil merece neguebas, maikons leites, osvaldos e nikões. Desiste. Cai fora, Neymar! A mediocridade é grande demais por aqui. E seu futebol está fora de lugar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Fim da novela, Ganso é do São Paulo!


llApós quase um mês de negociações, enfim a interminável novela sobre a contratação de Paulo Henrique Ganso finalmente teve fim nesta quinta-feira. Ganso é o novo reforço do São Paulo. A transferência ficou definida após uma reunião entre dirigentes do Santos, do São Paulo e empresários da DIS, na capital paulista. Depois disso, o jogador voltou para a Baixada Santista para assinar a rescisão com o ex-clube e o novo contrato com o São Paulo.
Para viabilizar a contratação de Paulo Henrique Ganso, o São Paulo vai pagar à vista ao Santos o valor de R$ 23,914 milhões, referentes aos 45% dos direitos do jogador. O Tricolor também concordou com outra exigência da cúpula santista, que terá direito a 5% do dinheiro em uma possível futura venda do meia. Já a DIS não receberá nada pela negociação atual, mas acertará com o São Paulo uma forma de lucro.
Sobre a exigência feita pelos santistas para a DIS, a empresa não cedeu aos pedidos dos dirigentes do clube. Para liberar Ganso, o Santos queria que o investidor perdoasse pelo menos metade da dívida contraída por não ter feito o repasse de 25% da venda do meia Wesley, hoje no Palmeiras, para o Werder Bremen (Alemanha), em 2010. A situação segue inalterada e será resolvida na Justiça, mesmo assim, o Santos liberou Ganso para assinar com o São Paulo.
Ao todo, Ganso fez 162 jogos e 36 gols com a camisa do Santos, conquistando três campeonatos Paulistas, Copa do Brasil e Libertadores. Paulo Henrique Ganso, não tinha mais ambiente para continuar no Santos e a sua saída foi melhor para todos.
 O Santos aproveita o momento para lucrar com a venda do jogador, para o atleta que vai respirar outros ares e pode começar a viver um novo momento na carreira e o São Paulo passa a contar com um jogador de qualidade.
Porém, o torcedor do São Paulo que imagina que o seu clube contratou um supercraque e que vai resolver  todos os problemas do time está cometendo um erro. Ganso não atua em alto nível desde 2010 e as lesões que teve nos últimos anos podem ter influenciado muito nesse pouco rendimento.
Conversando com alguns médicos especialistas em medicina esportiva, eles não acreditam que Ganso pode chegar nos 30 anos de idade jogando em alto nível e por isso é uma aposta que o São Paulo está fazendo, que pode ou não ter um resultado positivo.
Atualmente Paulo Henrique Ganso tem brilhado muito mais pela ausência do que pelo que tem jogado dentro do campo. Hoje é um jogador lento, que participa pouco do jogo e com dificuldade de entrar na área. E como meia ele precisa mudar completamente esse estilo de jogo. 
As pessoas sempre quando se referem ao Ganso, destacam tudo o que ele poderia fazer em campo e não do que já fez. Muitas vezes penso que ele é um tipo craque imaginário, que durante seis meses jogando com Neymar e Robinho teve um excelente momento, mas depois disso caiu muito e não voltou mais a ser o jogador de 2010.
É uma aposta válida feita pelo São Paulo, principalmente após a venda do Lucas, que deixou o Tricolor com bom valor em caixa, Ganso pode recuperar o bom futebol e provar que pode ser um jogador de Seleção Brasileira e espero que isso aconteça, apesar de não acreditar muito, mas como toda a aposta pode não dar certo também. 
Então é bom o torcedor do São Paulo não criar muita expectativa porque a frustração pode ser enorme.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O torcedor não vai respeitar a sua história!


llRespeito todos os defensores de amor à camisa no futebol. Porém, discordo plenamente que  a paixão por um clube pode ficar a frente da questão econômica e profissional que a cada dia está mais aflorada. Antigamente até era possível compreender que um jogador pudesse escolher ficar em um determinado clube ao invés de tentar uma carreira fora do Brasil, porém, hoje é muito raro.
Afinal, os valores oferecidos pelo mercado europeu representa a independência financeira de qualquer atleta, além da possibilidade de mostrar o seu talento para o mundo inteiro. Até porque, atuando apenas no Brasil dificilmente um jogador terá reconhecimento mundial, apenas em casos extraordinários como, por exemplo, o jovem Neymar, titular absoluto da Seleção Brasileira.
O anonimato de alguns bons jogadores que jogam apenas no Brasil é muito culpa dos próprios clubes e do calendário estabelecido no futebol Brasileiro. Os nossos times ficam escondidos dentro do Brasil, não saímos da própria toca e assim são desconhecidos no exterior. 
Isso poderia ser corrigido com datas onde as equipes brasileiras excursionariam pelo exterior, fazendo assim uma pré-temporada em outros países, participando de amistosos com equipes da Europa, desta forma, os clubes ficariam um pouco mais conhecidos lá fora e os nossos jogadores também.
Tudo isso é colocado na balança pelo atleta quando ele recebe uma proposta para atuar no exterior, principalmente no mercado europeu. A paixão muitas vezes por um time é deixada de lado e tem que ser mesmo. Atualmente o futebol se transformou em um meio muito profissional, da mesma forma como qualquer outro ramo de atividade, quando uma pessoa recebe uma oferta de emprego melhor simplesmente muda de empresa e no futebol não é diferente.
No entanto, sempre tem o discurso dos apaixonados à moda antiga que condenam o atleta que aceita a primeira oferta que recebe alegando que ele não está valorizando tudo aquilo que a torcida fez por ele. 
E novamente discordo muito desse pensamento, o torcedor é quem menos se importa com os jogadores. Torcedor se importa com títulos, quando a fase é boa e os títulos são conquistados tudo é uma maravilha, mas bastou a fase mudar e os resultados não acontecerem para os mesmos torcedores se voltarem contra aquele que idolatrava. 
E hoje temos dois exemplos que evidenciam muito isso. O São Paulo investiu pouco mais de 6 milhões de euros para repatriar Luis Fabiano, que chegou recepcionado por uma festa gigantesca no Morumbi com juras de amor simultâneas entre jogador e torcida, mas bastou uma fase ruim do time que Luis Fabiano, foi chamado de pipoqueiro pela própria torcida.
Outro exemplo bem claro vive hoje o meia Paulo Henrique Ganso. Defendendo as cores do Peixe ele conquistou dois campeonatos Paulistas, Copa do Brasil, Libertadores e o vice-campeonato mundial. 
Nesse período de conquistas era considerado o maestro da Vila Belmiro, idolatrado pela torcida, mas bastou passar por algumas lesões e o seu rendimento cair para Ganso, ver tudo que lhe era favorável virar contra si. 
É o torcedor apagou da memória tudo aquilo que ele já fez pelo clube. A principal crítica contra Ganso, é porque está recebendo propostas de outros clubes. E o que tem de errado nisso, o futebol é profissional e cada um tem que priorizar o que é melhor para a sua carreira.
Por esses aspectos penso que o jogador quando recebe uma grande oferta não pode pensar duas vezes, tem que ir embora mesmo. Porque o torcedor nunca vai reconhecer o que ele já fez pelo clube quando passar por um momento ruim e toda a história de conquistas que já teve será jogada na lata do lixo. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Palmeiras cai ou não cai?

llAo contrário do clássico do último sábado diante do Santos no Pacaembu, o Palmeiras não esteve bem na partida da última quarta-feira, diante da Portuguesa no Canindé. Quem assistiu o primeiro tempo apenas e posteriormente ficou sabendo da vitória da Lusa por três gols de diferença pode ter ficado surpreso. 
Afinal, o primeiro tempo foi um jogo equilibrado com oportunidades para os dois lados. Porém, bastou acontecer o primeiro gol da Portuguesa em uma falha gigantesca de Leandro Amaro, para o Palmeiras ficar nervoso em campo, afobado a equipe tentou a qualquer custo o empate e ofereceu espaços preciosos para a Lusa contra atacar e definir o jogo.
Isso tudo é fruto do momento que vive o Verdão dentro do campeonato Brasileiro. São quatro jogos sem vitórias, a equipe é a 17ª colocada dentro da competição com apenas 16 pontos ganhos. Em vinte jogos disputados foram quatro vitórias, quatro empates e doze derrotas. Um retrospecto que foge completamente da história e da qualidade que tem o time do Palmeiras.
O Palmeiras não é um super time, mas também não é um dos piores do Brasil. Vale destacar que recentemente esses mesmos jogadores conquistaram a Copa do Brasil, que garante o Verdão na Copa Libertadores da América de 2013. Jogador não desaprende a jogar, mas alguns fatores são importantes o torcedor considerar.
Para a conquista da Copa do Brasil alguns sacrifícios foram necessários, atletas jogaram infiltrados, claramente no sacrifício e o resultado foi uma série de lesões em diversos atletas dificultando o trabalho do professor Luis Felipe Scolari. 
Outro aspecto importante é a fase, ao contrário da Copa do Brasil que tudo vinha dando muito certo, o Palmeiras em algumas partidas foi melhor que o adversário, mas acabou derrotado por alguns detalhes que só o futebol é capaz de explicar. Evidentemente que a confiança dos jogadores foi abalada, a sequência de derrotas inibe alguns atletas e a comissão técnica já trabalha psicologicamente com o grupo nesse sentido.
Ainda não é o fim do mundo, mas o Palmeiras já corre riscos de uma possível queda para a Série B. Particularmente não acredito na queda do Verdão, até porque, outros times que disputam o campeonato Brasileiro, são inferiores tecnicamente em relação ao Palmeiras, mas a teoria não basta, é preciso colocar essa superioridade em prática.
Convocado para defender a Seleção Argentina Hernan Barcos, artilheiro do Palmeiras na temporada com 21 gols pode desfalcar o Verdão em até três jogos no Brasileiro, mais um problema para Felipão administrar. 
Mas neste momento de crise técnica, que passa o Palmeiras o mais importante é o torcedor apoiar a equipe, não adianta ficar protestando que não vai ajudar em nada. Ao invés de esperar o time cair para lotar todos os jogos na Série B, que tal começar a partir deste momento, assim não será necessário comparecer nos jogos da segunda divisão...


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Brasil convocado e a antipatia continua


ll O professor Mano Menezes anunciou na tarde desta quinta-feira, no Rio de Janeiro a convocação dos 22 jogadores que vão defender a Seleção Brasileira nos amistosos contra África do Sul e China, nos dias 7 e 10 de setembro, em São Paulo e no Recife, respectivamente. Na relação divulgada pelo treinador algumas novidades como o goleiro Cássio (Corinthians), o volante Arouca (Santos) e o retorno do zagueiro Réver (Atlético-MG).
Mano manteve a base que disputou os jogos olímpicos de Londres, mudança importante no gol, o treinador opta pelos experientes Jefferson (Botafogo) e Diego Alves (Valencia). No ataque, Alexandre Pato estaria convocado, mas acabou fora por causa da lesão muscular na coxa esquerda que o deixará três semanas fora. Assim, a lista só tem 22 jogadores em vez de 23. 
A lista ainda conta com os laterais Daniel Alves, Marcelo, Adriano e Alecsandro. Os zagueiros Thiago Silva, David Luiz e Dedé. Meio campistas Ramires, Sandro, Oscar, Romulo, Paulinho e Lucas. Atacantes Jonas, Neymar, Leandro Damião e Hulk.
Paulo Henrique Ganso que já tinha sido cortado do amistoso contra a Suécia, não teve seu nome lembrado pelo técnico Mano Menezes. O que é muito justo, até porque, Ganso não passa por um bom momento, estava sendo convocado apenas pelo nome, até mesmo defendendo as cores do Santos, ainda deve futebol. 
É claro que ninguém esquece de jogar e o meia já mostrou que tem qualidade, mas enquanto não se focar exclusivamente dentro de campo e voltar a ter o alto rendimento atingido em 2009 dificilmente vai retornar a Seleção.
Gostei da convocação do volante Arouca, ele é um jogador que preenche muito bem o meio campo de um time, além da forte marcação, tem qualidade na saída de bola e poderia formar uma boa dupla com Paulinho. No entanto, na função de volante o jogador mais indicado ainda é o injustiçado Felipe Melo. 
A convocação do Cássio é justa pela temporada, ele foi importante na conquista da Libertadores pelo Corinthians, mas Mano Menezes, precisa observar também o Diego Cavalieri, que está muito bem no Fluminense.
No todo Mando Menezes mantém uma base, não adianta ficar trocando muito a cada convocação, porque assim fica difícil formar um time para o mundial de 2014. Aliás, o Brasil está muito atrasado na formatação desse time para a Copa do Mundo.
Mais uma vez temos que lamentar como a Seleção Brasileira fica novamente antipática aos olhos do torcedor. Com o desastroso calendário do futebol brasileiro o principal campeonato do País, o ‘Brasileirão’ não para por causa da seleção brasileira. Até o campeonato Boliviano para em datas FIFA, menos o campeonato Brasileiro.
Desta forma o torcedor fica indignado que jogadores vão desfalcar o seu clube na competição nacional para servir a Seleção. Desta forma, aparece sempre o clubismo, criando as famosas teorias da conspiração que o treinador convoca determinado jogador apenas para prejudicar ou beneficiar algum clube.
Tudo isso poderia ser evitado, caso o campeonato Brasileiro fosse paralisado enquanto a Seleção está em campo. Mas como os nossos dirigentes não tem nenhuma preocupação com a qualidade dos próprios campeonatos que organizam, a cada dia que passa a Seleção Brasileira o grande alvo de ira dos torcedores que se sentem prejudicados. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Esculhambar o futebol é fácil!


llA modalidade que mais frustrou os brasileiros nos jogos olímpicos sem dúvida foi o futebol. Afinal, o Brasil levou seu time principal para uma olimpíada com a expectativa de finalmente ficar com a inédita medalha de ouro. Porém, a Seleção Brasileira caiu diante do México que foi muito superior na decisão e com méritos conquistou o título.
Mas o que chama atenção é a facilidade de todos em esculhambar o futebol. É claro que o desempenho ficou abaixo do esperado e a Seleção foi uma decepção. No entanto, não concordo com quem faz questão de criticar de forma exagerada o futebol e proteger outros esportes.
Um exemplo muito claro sobre isso é na comparação com o vôlei masculino que vencia a decisão por 2x0 e acabou levando a virada ficando com a prata. 
Após o jogo a maioria dos brasileiros principalmente por meio das redes sociais lamentou a derrota, mas destacando que valeu pela medalha de prata conquistada nos jogos e por que então com o futebol o tratamento é diferente?
Seria pela arrogância de continuar com a tese absurda que o Brasil tem o melhor futebol do planeta? Há muito tempo essa não é a realidade do futebol brasileiro. Seleções como Espanha, Holanda, Alemanha e Itália estão à frente do Brasil e consequentemente mais preparadas para disputar uma Copa do Mundo. 
Caso o mundial fosse realizado neste momento tenho muitas dúvidas se o Brasil teria forças para chegar a uma semifinal. E tudo isso é pela falta de inteligência de não se continuar um trabalho. Após a Copa da África, ficou estabelecido por alguns ‘gênios’, que estava tudo errado na Seleção Brasileira e que era preciso de uma renovação geral e até agora essa mudança de filosofia não funcionou.
Hoje, por exemplo, o técnico Mano Menezes não conseguiu encontrar um volante com a qualidade na marcação e no passe do Felipe Melo. Mas cadê a humildade para reconhecer que essa renovação foi um erro e remontar a Seleção Brasileira a partir da base que disputou o mundial de 2010? Todos tem o direito de errar mas persistir em algo que já foi comprovado que não terá resultado já é muita burrice. 
O problema na Seleção não é simplesmente a troca de treinador, mas uma retomada de principio, é preciso ter a coragem de reintegrar alguns jogadores mesmo com a impopularidade que poderá ocorrer.
Como no futebol o vôlei masculino perdeu uma final olímpica, os dois ficaram com a prata, a medalha é a mesma. Não entendo porque esculhambar o futebol e proteger o vôlei se o resultado foi o mesmo. Esse papo que o vôlei é desvalorizado porque tem menos espaço na mídia é ridículo. Tem menos espaço porque o torcedor assiste menos.
Se o torcedor gostasse tanto assim de vôlei como fala.,os ginásios estariam lotados na Superliga com ingresso pago e não com gratuidade.  Criticam a mídia porque valoriza mais futebol do que o vôlei.Mas o torcedor paga 100 reais no ingresso para assistir uma partida de  futebol e não vai prestigiar o vôlei de graça.
 As empresas de comunicação não tem preferência por esporte algum, a prioridade é pelo faturamento. O dia que o vôlei for mais popular que o futebol a imprensa vai abrir mais espaço para essa modalidade. Isso significa que o problema não é a mídia, ela simplesmente atende o que o povo realmente quer assistir.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cadê a volta por cima?


llO Santos vive um delicado momento. Depois das seguidas glórias e conquistas estão vindo as derrotas e a necessária reformulação. O time santista sem Neymar e Ganso torna-se mediano, comum.
A atual diretoria do Peixe tem, evidentemente, os méritos por ter tornado o clube novamente vencedor, respeitado. Porém, a eliminação na Libertadores deste ano para o rival Corinthians parece ter abalado demais as estruturas da Vila Belmiro. O, antes falante, presidente Luis Álvaro Ribeiro está sumido, calado. Alan Kardec e Ibson foram liberados de uma maneira inexplicavelmente fácil. Borges e Elano não contaram com boa vontade em nenhum setor do clube. E não houve ainda reposição para essas perdas. Miralles e Dimba formam um ataque de time que luta contra o rebaixamento e não de quem quer ser campeão.
É na dificuldade que se vê o campeão, o vencedor. Chegou a hora da diretoria do Santos mostrar a mesma garra utilizada na permanência de Neymar. É essa garra, o inconformismo com a derrota, com o medíocre que tornou o Peixe novamente campeão. O torcedor ficou mal acostumado.
O que se observa no Santos é apenas o professor Muricy Ramalho, reclamando contra os amistosos da Seleção Brasileira e com razão. Afinal, durante um mês os jogadores já estão servindo o Brasil e ainda marcam mais amistosos. Mas não adianta apenas Muricy reclamar, os clubes são os principais culpados porque aceitam passivamente tudo isso sem nenhum tipo de contestação.

Opção Corinthiana!
A contratação do atacante Guerrero ao Corinthians vai ajudar demais o técnico Tite. Não que o peruano chegue e já seja titular. Mas pelo menos agora haverá variação tática no ataque corintiano. O inédito título da Copa Libertadores foi conquistado sem a equipe ter um centroavante, sem uma referência na área. Foram inscritos Adriano, Liedson e Elton, mas nenhum fez pelo time o que precisava ser feito. Emerson Sheik e Jorge Henrique e até mesmo Danilo e Douglas podem fazer gols, porém nenhum deles prende os adversários como Guerrero. Se o Corinthians já era forte, agora ficará ainda mais! Pena que pela disposição do nosso calendário o melhor time do país não tenha mais tempo de vencer o Campeonato Brasileiro.

Inacreditável Flamengo!
Não dá para entender como um clube como o Flamengo, que tem uma enorme e apaixonada torcida, vive eternamente em crise. Sai presidente, entra presidente, mas o caos parece não ter fim. As dívidas são impagáveis. Os grupos políticos internos jogam mais contra do que os próprios adversários que o time enfrenta dentro de campo.
Fica cada vez mais a certeza de que o título brasileiro de 2009 foi um acaso. Não é sempre que aparece um Adriano e um Petkovic para consertar os erros da diretoria.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Não reconhecer um erro, significa errar duas vezes


llUm dos piores erros que existe no ser humano é não reconhecer que errou. Em alguns momentos o não reconhecimento de sua falha individual acaba sendo pior que o próprio erro cometido. 
Na última quarta-feira, uma polêmica já enterrada foi ressuscitada pela incapacidade de uma pessoa não admitir um erro. O ex-árbitro Carlos Eugenio Simon, que atualmente é comentarista do canal a cabo Fox Sports, disse que o atacante Obina, admitiu ter cometido falta na disputa de bola com seu marcador. A afirmação foi feita durante transmissão do jogo do Verdão contra o Botafogo, na Arena Barueri, pela Copa Sul-Americana. 
O lance polêmico aconteceu aos 28 minutos do primeiro tempo do jogo disputado em 8 de novembro de 2009, no Macaranã, 34ª rodada do campeonato. O Verdão brigava pelo título e o Flu tentava fugir da zona de rebaixamento. Obina ganhou a jogada de Maicon e marcou. Simon, alegando que o palmeirense segurou o braço do adversário, apontou falta e anulou o gol. O jogo terminou 1 a 0 para a equipe carioca.
Os palmeirenses ficaram revoltados com a afirmação do ex-árbitro. Principalmente Obina. Após o jogo o atacante se manifestou. “O Simon tem que entender que errou, não adianta ficar transferindo o seu erro para outras pessoas. Ele mentiu, nunca disse que cometi a falta, porque ela não aconteceu”, explicou.
Um assunto ultrapassado voltou, porque Simon não tem capacidade de afirmar que cometeu um erro. Errar é humano, mas insistir em afirmar que acertou nessa marcação já é muita burrice. 
Evidentemente que todos estão sujeitos a errar na vida em qualquer ramo de atividade, mas reconhecer uma falha enobrece. Afinal, ninguém é perfeito e o erro faz parte de qualquer profissão, o problema é não admitir.
O jogo de 2009 era muito importante, até porque, o Palmeiras brigava pelo título e o Fluminense desesperadamente lutava contra o rebaixamento. Por isso o gol marcado por Obina, anulado de forma muito equivocada irrita o Palmeirense até hoje.
Foi um dos piores erros já cometidos por um árbitro, o gol foi legal, Obina em nenhum momento comete a falta no jogador do Fluminense. Causa muita vergonha até hoje o Simon ficar brigando com a imagem buscando desculpas e argumentos para justificar um erro injustificável, seria muito mais legal reconhecer um erro que qualquer árbitro está sujeito a cometer.
Por falar em Obina, o atacante voltou muito bem do futebol chinês e ainda deve proporcionar muitas alegrias ao torcedor palmeirense. Suas características se encaixam com o que o professor Felipão, esperava do atacante, centroavante que faz muito bem o trabalho de pivô, abre espaços para os companheiros e com muita qualidade na finalização.
É claro que será preciso muito treinamento, mas com Valdivia, passando muito mais tempo no departamento médico do que jogando, acredito que Felipão já começa a estudar a possibilidade de escalar Obina e Barcos juntos.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um prejuízo chamado Valdivia


llO Palmeiras conta no seu elenco com um dos jogadores mais caros do futebol brasileiro, não me refiro a Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Rogério Ceni, ou Neymar, jogadores que tem uma história importante de conquistas no cenário futebolístico. Por incrível que pareça esse jogador é o chileno Valdivia.
No início da história de Valdivia com o Palmeiras, o clube fez o correto. Apostou no atleta que veio do futebol chileno, colocou na vitrine, Valdivia foi importante na conquista do título do campeonato Paulista de 2008 e vendeu o jogador faturando em cima.
Mas o presidente Belluzo, no alto do desespero com a falta de títulos teve a infeliz ideia de repatriar Valdivia, por um preço absurdo. Na ocasião, o clube não tinha como arcar com essa contratação, aliás, a situação econômica era ruim, então o presidente recorreu ao auxilio do conselheiro Osório Furlan, para viabilizar o negócio. 
Após período de conversas os direitos econômicos de Valdivia, ficaram divididos da seguinte forma, 54% do Palmeiras, 36% do investidor Osório Furlan e 10% pertencentes ao próprio chileno. Porém, quando recebeu o dinheiro do investidor, o Palmeiras não usou a verba para comprar Valdivia, e sim para quitar direitos de imagem de alguns jogadores que na época estavam em atraso.
Por isso, o presidente Beluzo recorreu ao Banco Banif, há dois anos, o Al Ain recebeu no negócio 6,5 milhões de euros depositados pelo Banif. Valdívia ganharia entre luvas e salários a astronômica quantia de 8 milhões de euros por cinco anos de contrato.
O Palmeiras recebeu uma carta de crédito do banco Banif com prazo de um ano para quitação. A data estipulada  venceu e como todos imaginavam o clube não tinha recursos para arcar com o valor. 
Após meses de negociação, o Banif parcelou a dívida em 48 prestações, o valor total incluindo juros por conta do parcelamento atingiu a casa dos 30 milhões de reais. Somando o que Valdivia, já recebeu de luvas e salários e o que foi comprometido pelo clube com o banco, Valdivia está custando ao Palmeiras 40 milhões de reais.
Será que Valdivia vale mesmo tudo isso? O custo beneficio até agora foi compensador? Nem o palmeirense mais fanático diz hoje que valeu a pena. O Palmeiras errou em repatriar Valdivia, por essa quantia absurda.
Há 15 dias o Palmeiras foi procurado por representante de um clube do Catar oferecendo 4,5 milhões de euros pelos 100% dos direitos econômicos de Valdivia, o chileno chegou a acertar luvas e salário com o clube, o Palmeiras se interessou muito pelo negócio, apesar do discurso oficial ser diferente, internamente a meta era recuperar um pouco do dinheiro investido nesse negócio maluco chamado Valdivia, mas teve uma pedra no meio do caminho que melou toda a transação.
Osório Furlan, que detém 36% dos direitos econômicos de Valdivia, vetou a negociação alegando que o valor seria baixo e que só autorizaria a venda do jogador por no mínimo 6 milhões de euros. Desta forma, o Palmeiras não teve alternativa, recusando a proposta, permanecendo com Valdivia, contrariando a vontade do jogador que neste momento era de deixar o clube.
Entendo que o Palmeiras perdeu uma ótima oportunidade de negociar Valdivia, mas Osório Furlan, que vetou o negócio também não pode ser crucificado, já que investiu muito dinheiro na época e não quis perder. 
Fica mais uma vez a lição para os dirigentes do Palmeiras, o clube precisa ser administrado com responsabilidade, deixando assim a paixão de lado, o futebol atual não permite mais loucuras apaixonadas, a razão tem que vir sempre em primeiro lugar.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Resgate do orgulho Palmeirense


llO título da Copa do Brasil 2012 representa para o Palmeiras muito mais do que um troféu para a galeria do clube. Muito mais do que uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. Representa o retorno da autoestima do palmeirense. O retorno da grandeza, da moral, da dignidade. O Verdão, enorme e glorioso em sua história, não pode ficar treze anos sem uma conquista importante.
Mas não é porque foi campeão que o atual time palestrino é o melhor do mundo. Pelo contrário. A equipe do técnico Luis Felipe Scolari é limitadíssima. E é aí que a conquista ganha mais dramaticidade, mais emoção para o torcedor.
O atacante Betinho, por exemplo, fez um contrato de risco com o Palmeiras: apenas três meses para mostrar se tem condição de jogar em um time grande. E foi justo ele, que era visto com desconfiança pela própria diretoria que o contratou, que acabou fazendo o gol do título e sofreu o pênalti para o gol de Valdívia no primeiro confronto.
No gol, Bruno e Deola não são excepcionais. Mas são palmeirenses de corpo e alma. A defesa, com Thiago Heleno, Maurício Ramos e Leandro Amaro, esbanja raça e vontade. Marcos Assunção se emocionou como um juvenil com a conquista. Valdívia superou problemas particulares para ser campeão. 
E Felipão venceu as dificuldades, internas e externas, no peito. Quando deixou de lado as desavenças com dirigentes e se focou exclusivamente no time os resultados apareceram. O treinador sempre foi o mais palmeirense de todos ao manter sua palavra e permanecer no Palmeiras, mesmo com propostas de outros clubes para ganhar mais e ter mais estrutura de trabalho.
Que o título da Copa do Brasil seja o primeiro passo para o Verdão reconquistar seu lugar de destaque no futebol brasileiro. O clube precisa se organizar, se unir mais. O planejamento para a Libertadores 2013 já começa agora. Quem será o treinador no ano que vem? O presidente que assumir em janeiro vai dar prosseguimento ao trabalho feito agora ou vai mudar tudo? As próximas atitudes mostrarão se a comemorada conquista de 11 de julho foi apenas um acaso.
Além da taça, da vaga na Libertadores e da comemoração, essa Copa do Brasil dá ao Palmeiras a sensação de que é possível o time ficar “blindado” à fábrica de crises que se transformou o Palestra Itália desde a saída da Parmalat. 
Desde a década passada é assim: as crises do Verdão  são criadas dentro do próprio clube. E esse burburinho, invariavelmente, atingia o futebol. Neste título isso não aconteceu (grande mérito de César Sampaio como diretor). O time, sem dúvida limitado, conseguiu ficar alheio a essa turbulência e foi constante durante a competição. Acharam o segredo. Conseguirão manter?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Felipão barrado no São Paulo!


llApós a saída do professor Muricy Ramalho, por pressão política a diretoria do São Paulo resolveu apostar em nomes normais, como Sergio Baresi, Paulo Cesar Carpegiane, Adilson Batista e Emerson Leão. 
O presidente Juvenal Juvêncio, acreditava que apenas com toda a estrutura de trabalho oferecida pelo clube esses treinadores fariam o São Paulo campeão, o que dentro de campo não aconteceu.
Após modificar o elenco no início da temporada e ver mais um fracasso, novamente a diretoria fez mais do mesmo, demitiu o treinador. Mas não foi uma demissão normal para contratar outro técnico normal.
Juvenal e seus pares definiram que chegava o momento de contratar um técnico ‘medalhão’ que chegaria para fazer o time jogar e assumir algumas responsabilidades que a diretoria carregava quando optava por um treinador comum.
A primeira sondagem feita foi com Muricy Ramalho,  a pedido de Juvenal Juvêncio, o auxiliar Milton Cruz  conversou com o treinador do Peixe, perguntando se existia o interesse dele em retornar ao Morumbi. A resposta de Muricy foi que estava feliz no Santos e que ninguém perturbava o trabalho dele, tendo assim paz para treinar o Peixe. 
Sem a possibilidade de contar com Muricy, então dentro do São Paulo, grande parte das pessoas ligadas ao coronel Juvenal Juvêncio, e o próprio presidente aprovaram buscar a contratação do técnico Luiz Felipe Scolari, um treinador que se encaixaria dentro do que Juvenal esperava do novo treinador. 
No entanto, o nome de Felipão foi barrado pelo novo ‘dono do São Paulo’, o vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes, bateu o pé, chegando a afirmar internamente que se Felipão fosse contratado ele sairia pela outra porta.
João Paulo alegava que a contratação de Felipão afrontava muito o Palmeiras e não queria ficar mal com seus pares ligados ao Palestra Itália dentro do Governo do Estado. E mesmo contrariando muitos cardeais tricolores o presidente Juvenal resolveu ouvir João Paulo de Jesus Lopes. 
O nome de Felipão foi descartado e o próprio João Paulo, insistiu para que Ney Franco, fosse procurado pela diretoria. É isso mesmo, além de barrar a possível contratação de Felipão, João Paulo de Jesus Lopes teve força política para indicar o nome do novo treinador.
No meu conceito Felipão, seria o técnico ideal para dirigir o São Paulo neste momento, além ser um ótimo treinador tem a personalidade de dirigir a equipe que o Tricolor necessitava neste momento. Ney Franco não é um técnico ruim, pelo contrário já fez bons trabalhos, principalmente nas categorias de base da Seleção Brasileira. Mas é mais um treinador que chega com prazo de validade. Não é um técnico que vai suportar uma série de derrotas e não é um técnico que pode mudar a personalidade do elenco.
Dentro de campo o São Paulo não mudou em relação à saída de Emerson Leão, as duas vitórias foram enganosas. O time teve dificuldade para marcar os reservas do Coritiba dentro do Morumbi, aliás, a marcação e a pegada do São Paulo é um problema grave. Ney Franco terá muito trabalho para fazer o Tricolor funcionar e se a diretoria não atrapalhar já será um bom começo...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Incontestável Corinthians!


llDesde sempre e especialmente após as conquistas dos rivais São Paulo e Palmeiras vistas na TV na década de 90, falar em título da Libertadores para o Corinthians parecia um milagre. Mas sempre faltou perfeição nos mínimos detalhes. O clube tentava mudar o canal e virar a página, mas a gozação perseguia o Timão e seu torcedor em todos os lugares.
Isso durou até esta quarta-feira, 4 de julho, dia que marca a independência da maior nação da América, os Estados Unidos, mas que a partir de agora vai ser para sempre lembrada como a data da independência da nação corintiana na América. 
E isso só foi possível porque um homem estava lá para se preocupar com a perfeição nos mínimos detalhes: Tite. O sentido de perfeição não é de um futebol vistoso, irretocável, mas sim de um time que acreditou no seu treinador para fazer tudo rigorosamente do jeito que precisava ser feito. E assim derrubou adversários do porte de Vasco, Santos e Boca Juniors, em sequência, para ganhar um título invicto, com oito vitórias e seis empates e históricos quatro gols sofridos em 14 partidas.
Não é coincidência que o tão desejado título da Libertadores tenha sido conquistado quando deixou de ser uma fixação para o clube. Do presidente aos torcedores (em menor grau, é verdade), passando pelo técnico e jogadores, todos no clube mudaram a forma de encarar esse mito. Deixaram de ficar embevecidos com os olhos no retrato enquanto a vida passava.
Isso pôde ser percebido em 2010, quando após a melhor campanha na primeira fase o time foi eliminado pelo Flamengo nas oitavas. O plano não mudou, o técnico não caiu, a torcida não revirou o clube. No ano passado, a prova de fogo de que assombração ficou no passado: o Corinthians foi eliminado na Pré-Libertadores pelo Tolima. 
A decisão normal era demitir Tite, mandar embora todos os jogadores e mudar tudo. Andrés Sanchez, ridicularizado há alguns anos quando disse que o Corinthians ganharia a Libertadores quando começasse a disputar a competição seguidamente, exorcizou os fantasmas em seu quarto (ou no clube) ao bancar o trabalho do departamento de futebol. A vida seguiu, ajustes necessários foram feitos, como a saída de Roberto Carlos e a aposentadoria de Ronaldo, e os títulos estão aí: quinto brasileiro e a antiga fixação de conquistar o continente.
O Corinthians foi Corinthians e isso ficou claro desde o primeiro jogo, ao arrancar o empate contra o Táchira na Venezuela no último minuto. Com pegada implacável no campo do adversário, obsessão pela ocupação de espaços, com eficiência à frente do gol adversário (já que as chances criadas não eram muitas) e sobretudo na calma e na frieza em situações desconfortáveis, como 0 a 0 em 177 dos 180 minutos contra o Vasco e quando esteve perdendo para os poderosos Santos e Boca.
Se o sofrido torcedor da Fiel fechar os olhos vai lembrar de tudo isso e vai observar várias provas de amor à causa corintiana nessa jornada. De Cássio saindo do banco para virar uma muralha como se estivesse predestinado a isso desde sempre; de Leandro Castán que foi perfeito no mata-mata como há muito não se via um zagueiro ser; de Ralf e toda a segurança e noção de espaço mostrados à frente da área; de Paulinho incansável em todos os setores do campo, o motor do time, decisivo contra o Vasco e melhor jogador da Libertadores para mim; de Emerson Sheik, um dos jogadores mais decisivos de que me lembro. Sem falar em outros heróis como Alessandro, Chicão, Fábio Santos, Alex, Danilo, a estrela de Romarinho…

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O protesto da queda. Ou queda do protesto?


llEstamos num momento de instabilidade no São Paulo. Não pela derrota recente, ou eliminações no Paulista e Copa do Brasil. Estamos nessa maré desde os títulos Brasileiros, devido à soberba de nossos dirigentes e sua má administração. 
Nossa torcida, em geral, fechou os olhos enquanto ganhávamos títulos ou, até 2009 pelo menos, quando ainda brigávamos por algo e tínhamos conquistas recentes. O pão e o circo da Roma antiga voltaram à tona e o torcedor foi ludibriado com uma bela estrutura e títulos nacionais, que ocultaram as manobras políticas no clube e brigas internas no elenco e comissão técnica.
O que vemos é um treinador demitido, um mercado sem opções financeiras viáveis, uma diretoria incapaz de criar soluções criativas para comissão técnica e elenco, jogadores desmotivados e um presidente que, apesar de toda a pompa e mudança de foco a cada entrevista, se mostra cada vez mais perdido no comando e retrogrado em sua gestão, que por sinal já devia ter acabado.
Entre setoristas, blogueiros e torcedores, há alguns ditadores da estirpe de Juvenal Juvêncio, que ditam como os demais torcedores devem agir e pensar. Estamos numa democracia! Ou pelo menos assim deveria ser.
Acho uma ideia muito boa o #MorumbiVazio. Mostrar a insatisfação e ter um dia de estádio vazio é algo assustador para a diretoria, comissão técnica e jogadores. Mas o que me assusta é qual a finalidade do protesto? É saudável e pacifico, mas os jogadores precisam de apoio para sair dessa situação e os principais alvos, que deveria ser direção e presidente, não serão afetados. 
Ao contrário, estamos afetando o clube que, sem patrocínio, ainda vê a possibilidade de desvalorização da marca, da exposição das placas de publicidade, da geração de renda, da queda do consumo em pontos comerciais do estádio, desvalorização de jogadores, entre outros fatores. 
No futuro isso pode virar diminuição da torcida, queda nas vendas de produtos oficiais e jogos do PPV, além da exposição de jogos na TV aberta, desestabilizando o clube ainda mais em médio prazo.
Quando queremos o bem do nosso clube e decidimos tomar uma ação, é louvável. Porém, devemos pensar sempre nas consequências que isso pode acarretar, pois, com tudo isso, o time fraco e instável deste ano, pode estar numa situação ainda pior na próxima temporada. É entrar num buraco e continuar cavando!
Não é uma oposição ao protesto #MorumbiVazio. É uma crítica aos torcedores que se acham donos do clube e querem impor algo aos que não concordam com esse protesto, mas também aqueles que não buscam saber o intuito deste e se opõem dizendo que vão ao estádio. 

Quem quiser ir ao estádio, só precisa comprar o ingresso, não necessita armar discussões e conflitos virtuais e reais. A torcida tricolor, historicamente, já possui diversos jogos com menos de dois ou três mil torcedores mesmo. E não era protesto, era um dia normal.
A queda de Leão não representa uma vitória do protesto, pois Juvenal Juvêncio só não havia demitido Emerson Leão por falta de opção no mercado. Essa demissão é uma mudança de foco e um afago de Juvenal na torcida insatisfeita.
Apoiarei qualquer protesto e ideia que tiver fundamentos claros e propostas para solucionar o problema do clube. Se a ideia é desmoralizar um treinador que já não está nos planos do time ou procurar jogador culpado no elenco, não farei mesmo questão em me mobilizar. É atuar no efeito e não na causa do problema.
Porém a discussão deve ser sempre ideológica e não moral, social ou física. Sejamos práticos, inteligentes e democráticos. Se quisermos ser um time diferenciado, sejamos também uma torcida diferenciada.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Naufrágio Tricolor!


llEnquanto o Brasil se preocupava com a semifinal da Libertadores entre Corinthians e Santos, São Paulinos e Curitibanos estavam  de olho na Copa do Brasil.
E pelo segundo ano consecutivo o São Paulo conseguiu uma vantagem mínima em casa e sucumbiu longe do Morumbi.
No ano passado a eliminação veio para o humilde Avaí e nesta temporada o Coritiba, finalista do ano passado, voltou a garantir a chance de ser campeão.
Nas duas oportunidades, o São Paulo entrou como franco favorito e em ambas sucumbiu.
Será que os elencos de 2011 e 2012 são mesmo piores do que Avaí e Coritiba?
Será que ambos os times eram formados por jogadores descompromissados?
Ou será que o planejamento foi equivocado mais uma vez, formando um time desequilibrado em seus setores?
De que adianta ter um Denílson, um Lucas, um Luis Fabiano se não tens peças que formem um conjunto forte e competente em todos os setores?
O São Paulo tem dois zagueiros confiáveis? Não.
O São Paulo tem volantes de marcação confiáveis? Não.
O São Paulo tem  dois meias confiáveis? Não.
Hoje, em minha opinião, o São Paulo tem como titulares absolutos: Rhodolfo, Cortez, Lucas e Luis Fabiano, o resto pode ser remodelado, se considerarmos que Denílson está de saída.
Na segunda-feira, Juvenal Juvêncio disse em evento no Morumbi que o time do ano quem vem será forte.
Seria esta uma confissão de que o time deste ano, mais uma vez, naufragou?
Será que Leão não poupou o time em nenhuma rodada do Brasileiro prevendo ou antevendo um possível fracasso na Copa do Brasil?
A situação lembra muito a do ano passado, quando Carpegiani só não foi demitido após a derrota para o Avaí por falta de opções no mercado.
A pergunta que fica é a seguinte: será que a diretoria vai manter Leão até o final do ano e depois contratará um técnico estrangeiro como sonha parte de seu corpo diretivo ou vai tentar a contração de um treinador nacional antes disso?
Vamos aguardar!
Certo é, que, alguma coisa precisa mudar no tricolor!
Se o corpo diretivo só vai se reformular em 2014, que Juvenal Juvêncio tenha a competência de alterar urgentemente a filosofia implantada nos últimos anos, sob pena de terminar seu terceiro mandato sem conquistas.
É louvável o espírito empreendedor do atual presidente no que diz respeito ao patrimônio do clube.
Mas não é possível ficar tanto tempo sem títulos no futebol profissional.
A conquista de um inédito tricampeonato Brasileiro não justifica quatro anos de  seca!
Enquanto isso, o Corinthians, atual campeão Brasileiro, vai consolidando seu projeto da tão sonhada conquista da América.
Sem contar o estádio em Itaquera, palco da abertura da Copa 2014!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Corinthians e Palmeiras na frente!


llAs vitórias do Corinthians e Palmeiras, foram especiais. Não custa lembrar, que ambos são os lanterninhas do Campeonato Brasileiro, porém conseguiram vitórias maiores, pelo menos a princípio. O Corinthians se impôs na Vila, especialmente no primeiro tempo, enquanto o Palmeiras foi fatal, no final. 
Claro que, na volta, as coisas podem ser diferentes, porém, por enquanto, os torcedores darão uma trégua aos seus times, até porque terão prontas, as respostas para eventuais gozações. 
No caso do Corinthians, a equipe é muito bem definida taticamente e o Santos vai sofrer bastante para reverter em São Paulo. No caso do Palmeiras, fosse outro time, e os 2 a 0 dariam total tranquilidade. 
No entanto, com os antecedentes recentes, até o mais fanático palmeirense, ainda se dá ao direito de ter dúvidas. 
O Grêmio era favorito. Favoritaço. A chance do Palmeiras era jogar fechado, respeitando os próprios limites. Primeiro para não perder, quem sabe para vencer. E venceu. O fez por dois gols. O Grêmio precisa do improvável para decidir a Copa do Brasil. Hoje o certame é simplesmente tudo que os palestrinos têm ao alcance das mãos. E a taça ficou bem mais próxima.
O Santos tem Neymar, o craque real, e Ganso, o da ficção, o jogador genial na mente de parte da imprensa e da torcida, muito mais pelo que imaginam que possa fazer do que pelo que realmente faz. 
O Corinthians não tem jogadores geniais, apenas bons, o principal deles Paulinho. Mas conta com forte conjunto, é mais time, mostra jogo coletivo. E assim o ótimo trabalho que tem à frente o nem sempre valorizado Tite superou o time mais estrelado do badalado Muricy.
As decisões estão muito abertas, ou seja, na semana que vem, teremos, de novo, outros jogos especiais. Estavam mesmo fazendo falta, depois de cinco meses de ridículos campeonatos regionais.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Enganador


llO casamento entre Ronaldinho Gaúcho e o Flamengo foi uma das coisas mais melancólicas que já aconteceu no futebol brasileiro. Com desempenho pífio dentro de campo – apenas um título conquistado, o carioca de 2011 – Ronaldinho foi ao mesmo tempo a maior ilusão e a maior decepção do torcedor rubro-negro nos últimos anos.
O Flamengo não foi inocente nesta batalha. Prometeu algo que não podia pagar e se perdeu ainda mais ao assumir a dívida que a Traffic deixou com o jogador. O R10, como é chamado, nunca foi um jogador carismático. Nem quando estava em seu auge, atuando no Barcelona, atraiu grandes patrocínios e muito menos estrelou milionárias campanhas publicitárias. Foi um erro acreditar que haveria lucro com a imagem dele.
O Atlético Mineiro é um clube desesperado por conquistas. A última importante foi no distante ano de 1971, com o Campeonato Brasileiro. A apaixonada torcida atleticana sonha com um título de expressão. Mas não será Ronaldinho que conduzirá o clube ao caminho vencedor. Ele nunca liderou nenhum grupo de jogadores e nunca soube jogar sob pressão. Gaúcho não é um bom protagonista e sim um razoável coadjuvante. A não ser que o assunto seja balada e polêmica.

 Liedson
 É triste ver Liedson, atacante do Corinthians, em campo. É nítido que ele tem uma enorme vontade de ajudar o Coringão. Mas seu físico já não suporta mais futebol em alto nível. Liedson tem uma história maravilhosa com a camisa corintiana. Mas não dá mais para continuar. E os dirigentes sabem disso. Erraram no planejamento. Nenhum dos três centroavantes que eles colocaram à disposição do técnico Tite no começo de ano deu certo. Além de Liedson por deficiência física, Elton não jogou por deficiência técnica e Adriano por ‘deficiência’ de vergonha na cara.
Único são-paulino pendurado para o jogo contra o Internacional, Luis Fabiano foi advertido com cartão amarelo e não enfrentará o Santos, no domingo. O atacante, como nas outras oportunidades em que foi punido, deixou o gramado reclamando. 
- Eu gostaria que vocês contassem quantas vezes eu peço aos atletas que esqueçam o árbitro. Peço para não levar amarelo sem necessidade. Necessidade é uma falta para parar contra-ataque. Por reclamação, é erro nosso. Está na hora de tomarmos uma decisão, e séria. Para isso, já conversamos - criticou o técnico Emerson Leão, antes de completar:
- Infelizmente foram três reclamações e já estávamos conversado sobre isso. Quando melhorar, ele só vai subir de rendimento. Não podemos tapar o sol com a peneira.
Técnico Emerson Leão tem toda a razão já passou da hora do Luis Fabiano, receber cartão amarelo que prejudique tanto a equipe desta forma...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Seleção está evoluindo!


llO trabalho de Mano Menezes até aqui é ruim em minha opinião. Começou com um discurso de futuro e no meio do caminho mudou tudo para defender seu emprego, escalando jogadores cuja vida útil com a camisa amarela não seria muito longa (Ronaldinho Gaúcho é uma piada!). 
Passou quase dois anos se escorando na ausência de Ganso em vez de buscar uma alternativa concreta. E não conseguiu colocar em prática o que discursava sobre o estilo de jogo da equipe (embora eu defenda totalmente sua concepção de futebol) . Dito isso, começa a ficar nítido que há uma implicância muito chata contra o trabalho do treinador à frente do Brasil.
A maior parte da repercussão da vitória do Brasil diante de Dinamarca e Estados Unidos foi dominada por uma suposta “fraqueza” dos adversários. No popular, muita gente tratou como se o Brasil tivesse “batido em bêbado”. O que, evidentemente, não é verdade. Dinamarca e Estados Unidos tiveram problemas defensivos, é verdade, mas estão longe de serem seleções ridículas. 
Mas vamos imaginar que isso seja verdade e façamos uma comparação: o Brasil enfrentou Gabão, Costa Rica e Venezuela (considerando que sejam do nível que se atribuiu à Dinamarca, por exemplo) e jogou muito pior do que fez no sábado e na última quarta-feira! Ou seja, o Brasil já enfrentou times muito fracos e não conseguiu ter a atuação que teve neste momento. Isso deveria ser o principal. Avaliando friamente, o que vimos foi uma seleção brasileira que evoluiu e jogou bem, especialmente no primeiro tempo diante da Dinamarca e nos dois tempos contra os Estados Unidos. 
A Seleção do professor Mano Menezes, conseguiu fazer uma transição bem feita da defesa, com os volantes conseguindo fazer uma distribuição bem melhor, teve em Oscar um articulador importante (bem melhor do que Ganso já fez com a camisa amarela), conseguiu estabelecer a marcação no campo de ataque e teve em Hulk um atacante acostumado a jogar pelo lado do campo e foi efetivo. Além do craque brasileiro Neymar, não foi espetacular, porém, mostrou muita eficiência com gol e assistências.
Um destaque importante também foi a entrada do atacante Alexandre Pato, é um jogador de muita qualidade e pode ser muito útil nos jogos olímpicos. O mais interessante é que Pato, aparenta estar totalmente recuperado da série de lesões musculares que afetam a sua carreira.
A impressão é que Mano começou a achar o caminho. A única ressalva dentro da formação da Seleção são os volantes, o Brasil tem opções melhores do que Sandro e Rômulo, Como por exemplo, Ralf, Paulinho, Arouca e Felipe Melo. Sandro e Rômulo, ainda estão deixando os zagueiros muito expostos e quando for enfrentar uma Seleção com mais qualidade ofensiva o Brasil pode ter problemas.