quinta-feira, 19 de julho de 2012

Resgate do orgulho Palmeirense


llO título da Copa do Brasil 2012 representa para o Palmeiras muito mais do que um troféu para a galeria do clube. Muito mais do que uma vaga na Copa Libertadores do ano que vem. Representa o retorno da autoestima do palmeirense. O retorno da grandeza, da moral, da dignidade. O Verdão, enorme e glorioso em sua história, não pode ficar treze anos sem uma conquista importante.
Mas não é porque foi campeão que o atual time palestrino é o melhor do mundo. Pelo contrário. A equipe do técnico Luis Felipe Scolari é limitadíssima. E é aí que a conquista ganha mais dramaticidade, mais emoção para o torcedor.
O atacante Betinho, por exemplo, fez um contrato de risco com o Palmeiras: apenas três meses para mostrar se tem condição de jogar em um time grande. E foi justo ele, que era visto com desconfiança pela própria diretoria que o contratou, que acabou fazendo o gol do título e sofreu o pênalti para o gol de Valdívia no primeiro confronto.
No gol, Bruno e Deola não são excepcionais. Mas são palmeirenses de corpo e alma. A defesa, com Thiago Heleno, Maurício Ramos e Leandro Amaro, esbanja raça e vontade. Marcos Assunção se emocionou como um juvenil com a conquista. Valdívia superou problemas particulares para ser campeão. 
E Felipão venceu as dificuldades, internas e externas, no peito. Quando deixou de lado as desavenças com dirigentes e se focou exclusivamente no time os resultados apareceram. O treinador sempre foi o mais palmeirense de todos ao manter sua palavra e permanecer no Palmeiras, mesmo com propostas de outros clubes para ganhar mais e ter mais estrutura de trabalho.
Que o título da Copa do Brasil seja o primeiro passo para o Verdão reconquistar seu lugar de destaque no futebol brasileiro. O clube precisa se organizar, se unir mais. O planejamento para a Libertadores 2013 já começa agora. Quem será o treinador no ano que vem? O presidente que assumir em janeiro vai dar prosseguimento ao trabalho feito agora ou vai mudar tudo? As próximas atitudes mostrarão se a comemorada conquista de 11 de julho foi apenas um acaso.
Além da taça, da vaga na Libertadores e da comemoração, essa Copa do Brasil dá ao Palmeiras a sensação de que é possível o time ficar “blindado” à fábrica de crises que se transformou o Palestra Itália desde a saída da Parmalat. 
Desde a década passada é assim: as crises do Verdão  são criadas dentro do próprio clube. E esse burburinho, invariavelmente, atingia o futebol. Neste título isso não aconteceu (grande mérito de César Sampaio como diretor). O time, sem dúvida limitado, conseguiu ficar alheio a essa turbulência e foi constante durante a competição. Acharam o segredo. Conseguirão manter?

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