llNão sou contra torcida organizada. Pelo contrário. Gosto da festa que elas fazem, considero interessante o amor que os integrantes tem pelo clube e até a presença delas no carnaval me agrada. Isso resume a maior parte dos membros das organizadas. Mas infelizmente temos uma pequena parcela, a minoria, que estraga tudo.
Não vou me conformar nunca com qualquer ser humano perdendo a vida em função do futebol. Não quero nem entrar no mérito de que jogador não está nem aí se o time ganha ou perde. O que realmente importa nesta discussão é a banalização da violência com que atuam marginais infiltrados nas uniformizadas. É inconcebível para qualquer pessoa minimamente civilizada agredir outra só porque ela torce para outro time.
A Federação Paulista de Futebol proibiu a entrada de Mancha Verde e Gaviões da Fiel nos estádios, mas só isso não resolve o problema. Elas não terão as camisas, mas continuarão presentes nos estádios da mesma maneira. A Polícia está agindo na medida certa investigando profundamente o caso e forçando a direção das torcidas a entregar os marginais infiltrados. Até porque, simplesmente fechar as organizadas não adianta, elas retomam com outro nome.
É preciso punir rigorosamente os responsáveis pelos conflitos e para isso a mudança tem que ser na lei. O sentimento de impunidade é que motiva esses marginais a continuar usando a paixão pelo futebol como pretexto para cometer barbáries. Quem brigar, bater, matar tem que ir para a cadeia. Pagar pelo que fez.
Caso contrário ouviremos sempre as mesmas explicações das autoridades e continuaremos vendo funerais após clássicos de futebol.
Reservas não comprometeram
O time misto do Corinthians jogou para o gasto nesta quarta-feira, no Pacaembu. A vitória mínima, 1 a 0, gol do lateral-esquerdo Ramon, em cima do XV de Piracicaba, resumiu bem o jogo. Poucas oportunidades de gols e muita preguiça dos jogadores que entraram em campo.
Douglas não tem a menor condição física e técnica de entrar em campo. Gilsinho também não fez uma grande partida. O que deixa o corintiano tranquilo é que na hora do ‘vamos ver’ esse time responde positivamente.
Quem brilhou foi João Vitor
O Palmeiras não conseguiu apresentar um bom futebol na estreia de Wesley. O novo reforço, que iniciou como titular, tentou se movimentar, até teve uma chance de marcar no 1º tempo, mas deixou clara a sua falta de ritmo por não jogar há mais de dois meses. Aos 16 minutos do 2º tempo foi substituído por João Vítor, que acabou sendo premiado com um belo gol de fora da área que valeu a vitória do Verdão sobre o Paulista, em Jundiaí.
O ponto negativo foi mais uma vez Valdívia. Nem tanto pelo futebol, uma vez que lutou para fazer as jogadas, mas pela interminável sequência de lesões musculares.
Felipão ainda não sabia do problema do jogador no momento em que foi conceder a entrevista coletiva, mas depois foi comunicado que Valdívia sentiu um problema na parte posterior da coxa esquerda aos 18 minutos da etapa final. O tempo de afastamento ainda não está definido.
Para sábado, contra o Mirassol, 18h30, no Pacaembu, Valdívia certamente não estará em ação. Aliás só Deus sabe quando ele voltará e quando deixará de se machucar constantemente. Se é que isso vai acontecer.
Já o zagueiro Henrique retorna de suspensão. Leandro Amaro e Maikon Leite, vetados por terem contraído uma virose, possivelmente estarão à disposição de Felipão também.