llO DNA ofensivo e os meninos da Vila vão ficando para trás no Santos. A mudança de filosofia começou com a troca de treinador, provando que o que aconteceu, não foi planejado pela diretoria do time, e sim, pelo trabalho do ex-treinador da equipe, Dorival Júnior.
Coincidência ou não a geração Robinho e Diego também não foi gerada em um planejamento acertado e sim, num acaso maravilhoso, misturado com a competência em gerir categorias de base.
No time de 2010, Dorival foi campeão Paulista e da Copa do Brasil com seis jogadores da base no time titular, são eles: Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Robinho, Neymar e André. Menos de dois anos depois e o time manteve Neymar, Ganso e Rafael e não subiu mais os meninos para o time titular, preferindo investir em jogadores consagrados.
Chegaram por uma fortuna; Henrique, Ibson e Elano, que gastaram o lucro das vendas anteriores e não renderam ainda com a camisa do Peixe. As outras contratações seguiram quase um mesmo padrão, jogadores rodados e experientes, com uma diferença, custo “baixo”.
Não tenho o propósito de julgar o certo e o errado e sim, analisar o contexto das coisas e colocá-las no lugar. Se o time for campeão com essa formação, provavelmente a diretoria vai mudar o discurso e dizer que tudo saiu como o planejado, que as contratações eram necessárias e etc...
E na próxima geração de garotos talentosos, voltarão a falar nos meninos da Vila. A próxima geração só virá, provavelmente, quando o dinheiro desta acabar e o clube se ver obrigado a olhar de novo para sua base, provavelmente vão contratar um técnico promissor e não um medalhão.
A geração Neymar e Ganso, ficou para trás, não existe mais, sobraram os craques, mas falta o inventor, falta a alma. A ousadia e a alegria estão presentes apenas na figura individual de Neymar, não era assim, o time tinha personalidade, uma forma de jogar que encantava, uma pena, os Meninos da Vila não existem mais, sobraram apenas alguns pedaços daquele time que nos encantou.
O que existe agora é um time experiente que vive à base de contra-ataques e do talento de Neymar, um time mais velho, mais chato e que pode até ser campeão, mas com certeza não terá a menor graça.
Santos campeão de 2010, tinha seis jogadores da base no time titular.
Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Neymar, Robinho e André. Média de idade 24 anos.
Santos titular que estreou na Libertadores, tem apenas três da base entre os titulares.
Rafael, Neymar e Ganso. Média de idade do time titular: 26 anos e 4 meses. Meninos?
Corinthians e o medo da Libertadores!!
O Corinthians sentiu o peso de mais uma estreia na Libertadores. Jogando desorganizadamente, a equipe de Tite só empatou com o Tachira.
Placar de 1 a 1, jogando na Venezuela. O empate foi heroico pela maneira que foi. O gol corintiano saiu no último minuto. Ralf de cabeça. O Coringão fazia um bom jogo.
Mas foi tomado pelo nervosismo após sofrer o gol ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Timão se limitou a jogar a bola na área para o centroavante Elton.
Esse empate serve para mostrar que Paulistão e Libertadores são campeonatos completamente diferentes. Mas o que continua impressionando é o medo que o Corinthians tem da Libertadores uma postura completamente diferente da vitória conquistada no clássico diante do São Paulo....
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