llNo popular, não deu nem para a saída. O Barcelona dominou completamente o Santos, fazendo mais do mesmo (marcação pressão na saída da bola, manutenção de posse de bola com toques rápidos e de qualidade, deslocamentos constantes e entradas em diagonal) e atropelou o Santos por 4 a 0 em Yokohama, conquistando seu segundo título mundial. Depois de se colocar no nível do Santos de Pelé e do Real Madrid de Di Stefano, o Barcelona ratifica sua imensa superioridade em relação ao futebol mundial.
O trabalho que Pep Guardiola construiu nessas três temporadas e meia tornou o Barcelona um time que está muito acima de todos os outros. No último domingo foi o Santos completamente dominado.
Mas recentemente foram Real Madrid, Manchester United, Arsenal, Milan, entre outros times fortes do Melhor Futebol do Mundo, alguns deles mais de uma vez.
O que vimos no gramado de Yokohama não é nenhuma vergonha para o Santos. Só atestamos que o futebol mundial hoje não tem antídoto para o Barça. Até quando, não sabemos.
E não sabemos porque o time atual é totalmente diferente daquele que conquistou a tríplice coroa na temporada 2008-2009, que por sua vez era totalmente diferente do que foi campeão espanhol e da Liga na temporada passada.
Diferente nas peças e no esquema tático. Um trabalho fenomenal de Guardiola que comanda essa “metamorfose ambulante” e dos jogadores que são muito inteligentes (além da da grande qualidade técnica) para assimilar tudo. E o Barça segue acumulando taças.
Tenho a convicção de que mesmo que o Santos jogasse tudo que poderia, o resultado seria o mesmo (e talvez com goleada). Mas o Peixe vai ficar devendo uma atuação digna ao torcedor.
A atuação do Santos é fruto da série de decisões erradas que Muricy Ramalho e a comissão técnica tomaram no segundo semestre. Abriu mão do ritmo de jogo no Brasileirão, não tinha uma estratégia clara de como enfrentar o Barcelona (disse que iria diminuir a posse de bola, depois que iria agredir o Barça e entrou para se trancar), não tinha variação de esquema (e mesmo assim variou a formação) e entrou assistindo o adversário jogar. Repito, não acho que mudaria o resultado, mas o Santos chegaria melhor preparado.
A mesma marcação frouxa e o latifúndio de espaço que o Santos deu ao Kashiwa Reysol se repetiu contra o Barça. Muricy Ramalho não solucionou isso. Mais uma vez o treinador foi mal.
Além de toda essa falta de atitude, o Santos ainda cometeu algo gravíssimo contra o Barcelona: não aproveitou as poucas chances que criou, com decisões erradas no último passe e em finalizações.
Ganso deu dois passes que geraram boas chances para o Santos, mas o que ele fez sem a bola, botando a mão na cintura e parando no meio-campo foi algo triste de ver. Os jogadores correndo e ele parado. Não dá pra ser completamente alheio ao jogo sem a bola. Assim, não jogará em nenhum grande europeu.
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