O título é merecido. O Corinthians foi o melhor time da competição. Após a traumática eliminação na Pré-Libertadores para o inexpressivo Tolima, a aposentadoria de Ronaldo e o abandono de Roberto Carlos, o futuro não se mostrava animador.
O técnico Tite teve que lidar com a pressão e com a desconfiança de boa parte da torcida durante o ano todo. Veio o Campeonato Paulista e a equipe se reestruturava. Os resultados demoraram em aparecer.
Adriano Imperador, grande esperança, se machucou antes mesmo de entrar em campo. O goleiro Júlio César nunca teve a maioria da torcida ao seu lado. Tanto que chegou a deixar o time titular, para a entrada de Renan, que veio do Avaí.
Porém, o início corintiano no Brasileirão, surpreendentemente, foi arrasador. Aproveitando-se que alguns times disputavam a Libertadores e a Copa do Brasil, Tite conseguiu colocar na cabeça dos jogadores que um início fulminante era fundamental.
Liedson, mesmo machucado, foi decisivo. Emerson Sheik nunca pipocou. Chicão, apesar da queda técnica, também teve sua importância. Willian se firmou em um time grande, diferente do que muitos achavam. Danilo e Alex sempre que exigidos foram seguros.
Andres Sanchez, por bem ou por mal, é o dirigente do ano. Ele teve méritos por segurar Tite no comando do Corinthians, apesar de todas as pressões internas que sofreu para demitir o treinador no momento que a equipe caiu de produção dentro do campeonato Brasileiro. E a sua postura foi sempre convicta que a culpa era dos jogadores e não do treinador, bateu na mesa e cobrou os atletas.
Sem dúvida, foi uma atitude que deve ser destacada, afinal, tivemos muitos exemplos nesse ano de dirigentes que preferiram ouvir a torcida e demitir o treinador e o resultado foi desastroso. Bom para que finalmente eles entendam, que apenas demitir técnico não resolve todos os problemas de um time.
Nos três anos que esteve à frente do Corinthians, Andres Sanchez revolucionou o clube, conquistou títulos importantes, reestruturou o clube, acabou com a reeleição e valorizou a marca Corinthians, atualmente a mais valiosa comercialmente do futebol brasileiro.
Parabéns Fiel Torcida! Se tinha alguém que merecia esse título, esse alguém vestia o uniforme preto e branco do Coringão.
Gostei da permanência de Emerson Leão no São Paulo. Apesar de não ter conseguido vaga para disputar a Libertadores, Leão tem feito um bom trabalho internamente no Tricolor. Acredito que ele é o profissional ideal para um choque de realismo nos jogadores mimados do São Paulo, que falam muito mais do que realmente jogam. O clube precisa contratar jogadores que se incomodam com derrotas e não com os acomodados que estão por lá.
Time por time, futebol por futebol, o Barcelona é melhor que o Santos. Mas como se trata de um jogo só (não acredito em um novo Mazembe!), tudo pode acontecer. Vou pender para o lado brasileiro, apesar da sentida ausência do volante Adriano. Ele seria fundamental para parar o veloz meio-campo catalão. Mas acredito na inspiração de Neymar, cada vez mais motivado e profissional. Acredito também em Ganso e Elano, ambos fora de forma, mas que em um lance podem decidir o Mundial de Clubes. O Peixe tem sim, talentos individuais que podem levá-lo à sonhada terceira estrela.
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