quinta-feira, 25 de agosto de 2011

E essa tal de Sul-Americana? Vale o quê?


Ainda não tivemos nenhuma atuação brilhante na Copa Sul-Americana. Se tentarmos eleger algum desastre, também não iremos encontrar. Os jogos foram como diz o ditado, “para inglês ver”. Nem os torcedores dão importância à competição. Só que tem um detalhe “mínimo” nessa história. O fraco torneio garante uma vaga na Libertadores.
Não vejo o menor sentindo em poupar jogadores. Talvez o Vasco sim, poderia se dar ao luxo de deixar a competição um pouco de lado. Quem sabe Ricardo Gomes não formaria um time B? Seria uma boa estratégia para dar oportunidade a jovens jogadores. Uma chance de revelar atletas e ainda fortalecer a base para a Libertadores de 2012.
O desafio é fazer com que esses jogadores encarem a competição pra valer. Os que ganham a primeira oportunidade correm, dão o máximo, querem mostrar serviço. Quem é titular absoluto tira o pé, sabe que pode sofrer alguma lesão e ficar fora do nacional.
Não existe planejamento para a competição. Nenhum dirigente começa o ano pensando: “vamos nos planejar para a Sul-Americana”. Essa mentalidade tem que mudar. É uma chance única para algumas equipes chegarem a Libertadores, que significa dinheiro, prestígio para os clubes.
No Campeonato Brasileiro quem não consegue ficar na zona de classificação para a Libertadores, briga para ficar na Sul-Americana. Quando começa o torneio a seriedade se limita as palavras. Demagogia. Em campo, nada de muito bom, nada de muito ruim….

Morte anunciada!
 Jogar contra equipes que estão embaixo na tabela do Brasileirão não costuma ser uma tarefa fácil. Mas para o Botafogo que jogou contra o Atlético MG sem Herrera e Loco Abreu a vitória (3 a 1) foi tranquila demais.
Assistindo Portuguesa (líder) e Duque de Caxias (lanterna) pela Série B, Jorginho, técnico da Lusa, deixou claro a insatisfação de jogar contra um adversário que não sai para o jogo, que fica com medo de atacar.
No caso da Série A, o confronto entre o alvinegro mineiro contra o alvinegro carioca não teve falta de iniciativa.  O problema é que o Galo parece conformado com o mau momento. A vitória não é mais uma questão tempo.
Nem vou falar de garra, luta, porque para mim não ganha jogo. Quando o torcedor pede essas características, automaticamente ele quer ver futebol, gols e vitória. O time de Cuca até começou a partida contra o Botafogo para frente, mas bastou o gol do Elkeson para o time se acomodar.
Foram mais de 25 passes errados do Galo no jogo. Assistindo a partida, o sentimento é de uma derrota comum, que pode acontecer com qualquer equipe. Até pode, mas para o Atlético significa ficar cada vez mais próximo da Série B.
Alguém precisa sacudir essa equipe. Não adianta usar clichê na entrevista. Todo dia um jogador mais abatido que o outro, fala que não sabe o que está acontecendo com a equipe e que todos estão trabalhando por dias melhores.
Se eles não sabem o que está acontecendo, quem vai saber? Como resolver o problema se o erro não é detectado?!
Não estou aqui para afundar o Galo de vez, só acho que a morte foi anunciada. Tem volta, mas o time precisa acordar, se cuidar e sair da UTI logo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Palmeiras economiza R$ 1 milhão com empréstimo de Pierre ao Atlético/MG


A diretoria do Palmeiras acertou nesta semana, o empréstimo do volante Pierre ao Atlético Mineiro. O jogador não estava sendo aproveitado pelo técnico Felipão, que já conta no elenco, com os volantes Marcio Araujo, Marcos Assunção, João Vitor, Tinga e Chico.
Pierre fica no Galo até o término do Campeonato Brasileiro.
Após muitas informações desencontradas, sobre a forma que foi estabelecida este empréstimo, uma fonte próxima à diretoria, confirmou que o Verdão não vai cobrar um centavo pelo empréstimo de Pierre ao Atlético, porém, o Galo arcará com 100% dos vencimentos do jogador.
Assim, a diretoria do Palmeiras vai economizar R$ 1 milhão de reais, já que não terá a necessidade de pagar os salários de Pierre, nos próximos quatro meses. Ele tem contrato com o Verdão até 2012.


O técnico Felipão, não gostou da maneira que o negócio foi realizado com o Atlético. O treinador já tinha acertado a chegada do atacante Ricardo Bueno ao Palmeiras. Porém, o vice-presidente de futebol do Verdão, Roberto  Frizzo, barrou a troca envolvendo Pierre com Ricardo Bueno.
No entendimento de Felipão, o Palmeiras deveria então cobrar pelo empréstimo de Pierre, já que o Palmeiras não receberia nenhum atleta do Galo, no entanto a diretoria aceitou em liberar o volante gratuitamente ao clube mineiro.
O desgaste do relacionamento entre o técnico Felipão e o vice-presidente de futebol Frizzo, não é de hoje, há muito tempo os dois não falam a mesma língua e isso só prejudica o Palmeiras.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Palmeiras manda Derby no interior e quem paga a conta é Presidente Prudente!



O clássico entre Palmeiras x Corinthians marcado para o dia 28 de agosto, será realizado na cidade de Presidente Prudente no interior do Estado de São Paulo. Além da oferta de Presidente Prudente, o Palmeiras que é o mandante do jogo recebeu propostas de outras duas cidades, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
A pressão de parte da torcida do Palmeiras para que a partida não fosse jogada no estádio do Pacaembu, considerado a casa do Timão contribuiu na decisão de levar o jogo para o interior de São Paulo.
Quando o Palmeiras mandou a partida contra o Corinthians no Paulo Machado de Carvalho, o técnico Felipão, revelou que o seu desejo era de jogar no estádio do Morumbi, mas na oportunidade recebeu orientação que o campo do São Paulo estava vetado.
Acredito que deve estar sobrando dinheiro na Prefeitura de Presidente Prudente, que não deve sofrer com problemas nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social, diferentemente do restante do Brasil.
Afinal, o governo de Presidente Prudente pode torrar até R$ 100 mil reais para receber o Derby.
A Prefeitura de Presidente Prudente vai arcar com os custos de viagem, segurança dentro do estádio e hospedagem de toda a delegação do Palmeiras.
O Verdão ficará com toda a renda do jogo, 45 mil ingressos devem ser colocados a venda para o clássico entre Palmeiras x Corinthians.
Penso que é um absurdo a Prefeitura de Presidente Prudente, ficar jogando todo esse dinheiro no lixo apenas para receber uma partida de futebol, esses recursos deveriam ser aplicados em beneficio da população.
Com o estádio do Morumbi na capital, que tem um bom gramado e pode receber mais de 60 mil torcedores confortavelmente,  é uma grande burrice da diretoria do Palmeiras fazer o time viajar mais de 500 kilometros apenas porque não tem coragem de mandar o jogo no Morumbi.
Atuando no Morumbi, o Palmeiras ganharia muito mais com a renda do jogo, além de jogar em um gramado perfeito, bem diferente da atual condição do campo de Presidente Prudente, sempre recheado de areia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Frustrante no Boca Juniors, Cañete precisa ter personalidade para ganhar espaço no São Paulo!


O São Paulo apresentou o seu novo reforço para a temporada, o meio campista Marcelo Cañete, que pertencia ao Boca Juniors e estava emprestado ao Universidad Católica do Chile. O jogador chega ao clube cercado de expectativa, principalmente pela comparação que parte da imprensa argentina já fez, o relacionando com Riquelme.
Porém, o torcedor do São Paulo não pode se empolgar muito com a contratação de Cañete.
Tive a oportunidade de acompanhar boa parte da carreira dele nos últimos anos.
Cañete foi revelado nas categorias de base do Boca Juniors, era tratado como uma jóia rara pela diretoria do clube, foi muito bem na base e ganhou espaço para compor a equipe profissional. Na ocasião, até por ter como característica de jogar no meio campo a comparação com Roman foi inevitável.
De fato Cañete, tem muita habilidade na perna direita, é até mais veloz que o Riquelme, na condução de bola e sempre atuou na armação das jogadas, o camisa 10 a moda antiga.
Então em 2010 ele recebeu a oportunidade de sua vida, Riquelme que sofre de um problema crônico na planta do pé, ficou lesionado por muito tempo.
Desta forma, Cañete foi titular durante todo o Apertura 2010 e atuava com a camisa 10 do Boca Juniors, era a chance de assumir a responsabilidade de conduzir o meio campo do Boca e provar que não passava apenas de uma promessa e sim de uma realidade. A exemplo, do que aconteceu com Diego, Robinho, Paulo Henrique Ganso e Neymar no Santos.
Porém, em minha opinião, ele decepcionou muito, parece que a responsabilidade de substituir Riquelme, pesou muito contra ele. Cañete até fez alguns bons jogos, no entanto, muito longe de ser o maestro argentino que todos imaginavam.
Não foi aquele jogador frio, que no momento em que a situação aperta, pede a bola e decide uma partida. Pelo contrário, nos momentos cruciais, em muitas situações se escondeu do jogo, deixando aflorar toda a sua imaturidade de jovem.
No Apertura 2010, fiquei com a sensação que ao invés do novo Roman, estava no campo mais um meia que vivia de alguns lampejos de craque, mas que não passava de um jogador comum.
Quem esteve no estádio do Palestra Itália, quando aconteceu o amistoso entre Boca Juniors x Palmeiras, observou de perto o futebol de Cañete, ele participou da partida onde a equipe argentina não teve muitas dificuldades para vencer, mesmo assim Cañete, também não foi brilhante.
Quando percebeu que Cañete, não seria o jogador que o clube imaginou, a diretoria do Boca, decidiu emprestá-lo ao time chileno, até para ele ganhar um pouco de experiência.
No Chile ele fez uma temporada regular, foi bem em alguns jogos da Libertadores, o suficiente para o São Paulo assumir o risco da sua contratação.
Torço para que o Cañete tenha melhorado o seu futebol, é um jogador que tem velocidade, habilidoso e espero que no São Paulo ele tenha muita personalidade, justamente a postura que faltou a ele no Boca.
Quando digo sobre ter personalidade, é chamar a responsabilidade de uma partida, ser protagonista e não coadjuvante. Passar aos seus companheiros a confiança que no momento difícil pode jogar a bola nele que vai resolver.
Porque se não tiver essa característica, repito, o que faltou muito quando atuou pelo Boca Juniors, será muito complicado ele ganhar espaço no São Paulo, até porque, a briga por uma vaga no meio campo será bem disputada com os concorrentes Rivaldo, Marlos, Ilsinho e Cicero, por este aspecto terá que mostrar futebol muito acima da média para se firmar.
Boa sorte ao Cañete e que ele agora no São Paulo consiga provar que pode se tornar um grande jogador.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A vergonhosa virada de mesa no futebol Argentino

Com 22 votos a favor, apenas quatro abstenções (Vélez Sarsfield, Newell’s Old Boys, All Boys e Racing) e uma ausência (Olímpia), ficou decidido que o próximo Campeonato Argentino da primeira divisão que começa na primeira semana de agosto, não terá rebaixamento e todos os clubes da segunda divisão estão automaticamente promovidos para a elite.
As únicas exceções serão os quatro últimos colocados da Série B, que serão rebaixados para a terceira divisão e que se transformará em segunda divisão.
Com isso, a menos que termine o próximo campeonato entre os quatro últimos, o River Plate estará de volta à elite na próxima temporada, que terá outras mudanças. De acordo com a decisão tomada na AFA, acabam os dois torneios por ano – Apertura e Clausura -, modelo que existia desde a temporada 91-92, e o futebol argentino passa a ter um único campeão.
Acabam também os duelos de mata-mata contra o rebaixamento. O Campeonato Argentino teria 40 clubes com quatro sendo rebaixados e quatro subindo.
O torneio seria disputado em cinco grupos de oito equipes cada uma. Cada clube grande seria um “cabeça de chave”. Ou seja, Boca Juniors, River Plate, Independiente, Racing e San Lorenzo. Eles se cruzariam em confrontos entre os grupos. Os melhores de cada chave disputariam uma fase final pelo título enquanto os piores jogariam uma repescagem contra o rebaixamento.
A proposta ainda precisa ser aprovada numa assembleia, mas o acordo já foi feito e essa reunião não passa de uma formalidade.
Mas se engana quem pensa que essa decisão vai beneficiar exclusivamente o River Plate, a vergonhosa virada de mesa no futebol argentino deve-se ao temor de na próxima temporada, Boca Juniors, San Lorenzo e Racing, equipes tradicionais e de muita torcida na Argentina também sofressem com o rebaixamento.
Já que esses times fizeram campanhas medíocres nos últimos anos e pela média de pontos correriam risco de cair, caso a temporada fosse novamente decepcionante.
Penso que com essa decisão o futebol argentino anda para traz, neste momento a Argentina passa pelo mesmo processo quando o Brasil inventou a Copa João Havelange, para evitar a queda de alguns times para a segunda divisão.
Evitar o rebaixamento desses times, não vai ajudar os clubes como é o pensamento dos dirigentes do futebol argentino neste momento. Isso só vai atrapalhar, até porque, é premiar a desorganização dos clubes e a tendência é que esses mandatários se acomodem, já que praticamente é o fim do rebaixamento para as grandes agremiações na Argentina.
Corinthians e Grêmio quando tiveram que jogar a série B, passaram por um processo de reestruturação, foram obrigados a isso porque os clubes chegaram no limite da esculhambação, na marra eles tiveram que se organizar.
Por isso o rebaixamento para essas equipes acabou sendo saudável, agora sem essa possibilidade, temo que a chance dos clubes tradicionais do futebol argentino se organizarem por sobrevivência, pelo temor de ver o time na segunda divisão, não exista mais.
Desta forma, dificilmente o torcedor voltará a ver Boca e River disputando título de Libertadores.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Falta um Felipe Melo no meio campo do Brasil!

Na Copa América o técnico Mano Menezes está tentando implantar o seu esquema preferido, já adotado por ele no Grêmio e Corinthians, o 4-2-3-1.
Na vitória diante do Equador 4×2 que garantiu a classificação do Brasil à próxima fase da competição, o time montado por Mano tinha na sua primeira linha Maicon, Lucio, Thiago Silva e André Santos – os dois volantes escolhidos foram Lucas Leiva e Ramires – na linha de três estavam Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho, com Pato isolado na frente.
É uma formação tática que gosto, mas para ter sucesso é necessário conjunto e isso significa treinos, além da escolha dos jogadores certos para desempenharem as funções.
Com o terceiro jogo da Seleção na Copa América, já é possível observar evoluções importantes, Neymar, Robinho, Ganso e Pato se movimentaram muito durante o jogo e com auxílio dos laterais Maicon e André Santos, conseguiram construir grandes jogadas durante a partida.
A cobrança quando se joga na Seleção Brasileira é enorme, mas com o passar do tempo, os meninos que vestem a camisa do Brasil pela primeira vez em uma competição oficial vão se adaptando com o peso de vestirem a amarelinha.
Dos jogadores escolhidos por Mano Menezes, eu contesto três. São eles André Santos, Lucas Leiva e Ramires.
Na lateral esquerda, penso que o Brasil necessita de um jogador mais eficiente na marcação, até porque, pelo estilo de jogo do Brasil, a cobertura dos laterais precisa ser quase que perfeita e nesse aspecto André Santos deixa a desejar e na parte ofensiva, ele tem errado muito, para essa posição a minha preferência é por Marcelo que joga no Real Madrid.
Porém, a maior preocupação é com os volantes do Brasil, Lucas Leiva e Ramires não me agradam nem um pouco. Posso até ser criticado por este comentário, mas neste momento a Seleção carece de um Felipe Melo no meio campo.
É impressionante como os zagueiros do Brasil ficam expostos durante o jogo e isso vem acontecendo desde os amistosos. Lucas que seria o volante com mais poder de marcação está muito mal. Contra a Venezuela, por exemplo, durante os 90 minutos ele roubou apenas uma bola, muito pouco para um primeiro volante, sem mencionar os espaços deixados por ele.
Ramires que tem a função de auxiliar Lucas na marcação, também tem marcado mal, foi notório na partida contra o Equador a facilidade do adversário de entrar no sistema defensivo do Brasil. Isso acontece porque na Seleção faltam volantes que marcam com eficiência e que também tenham boa saída de bola.
O Brasil campeão do Mundo em 1994 tinha Mauro Silva e Mazinho – Na Copa de 2002 o Brasil jogava com três zagueiros e Gilberto Silva fazia com muita competência o trabalho de primeiro volante e em alguns momentos, Edmilson desempenhava essa função e no time de Dunga, Gilberto Silva e Felipe Melo formaram uma dupla de volantes que se completava oferecendo muita segurança à Seleção Brasileira.
Na Seleção de Mano Menezes, falta volantes com a característica de um Felipe Melo, um jogador que tem um ótimo poder de marcação e cobertura no meio campo, além de ter uma excelente saída de bola, fazendo boa aproximação com o meia.
Aliás, Felipe Melo, poderia voltar a ter uma oportunidade na Seleção, não o considero culpado pela desclassificação do Brasil no último mundial, ele foi muito bem sob o comando de Dunga.
Além dele, Sandro que foi cortado por conta de uma lesão, Arouca, do Santos, Ralf do Corinthians e Hernanes da Lazio, são jogadores que em minha opinião poderiam oferecer muito mais proteção aos zagueiros brasileiros e com qualidade no passe, atualmente um dos problemas do meio campo do Brasil.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Justa demissão de Carpegiani!

O técnico Paulo Cesar Carpegiani foi demitido do São Paulo, após a pior série de derrotas do Tricolor na era dos pontos corridos. Mas penso, que o presidente Juvenal Juvencio demorou para tomar essa atitude, Carpegiani deveria ter caido após a eliminação diante do Avaí na Copa do Brasil.
Não acho Carpegiani o professor Pardal como muitos pregam, ele é um bom treinador, que sempre busca   alternativas táticas. No entanto, após a eliminação para o Santos ainda na semifinal do Campeonato Paulista, ele perdeu o controle do time e cometeu muitas falhas sobre a organização de sua equipe.
E um dos erros de Carpegiani foi conceder milhares de oportunidades para o Marlos jogar e não oferecer chance a Rivaldo. É verdade que Rivaldo não tem a mesma condição física de 2002, mas a sua técnica e experiência poderia ajudar e por todo o seu potencial, merecia ter sido mais aproveitado pelo treinador.
Sobre o nome do novo técnico, acredito que tanto Dorival Junior, como Cuca são bons nomes para assumir o comando da equipe. Mas não descartaria um nome do futebol sul-americano.

Nota zero para a criatividade do São Paulo
O resultado foi ruim para o São Paulo porque agora o tricolor concretizou a sua pior estréia na era de pontos corridos do Brasileirão – três derrotas consecutivas. Fora isso, uma derrota para o embalado Flamengo fora de casa não é nada assustador.
Mais uma vez os parabéns para Luxemburgo. Iluminado, o treinador fez duas substituições que deram certo. Negueba e Bottinelli entraram no jogo e mudaram a partida, principalmente o primeiro que, como o próprio professor diz, “tem alegria nas pernas”.  E para fechar com chave de ouro a parceria, Negueba cruzou e Bottinelli fez o solitário gol da partida.
Ainda não ouvi dizer que Ronaldinho jogou mal, ainda bem. Aquela história chata que ele não é mais o craque do Barcelona de 2006, não entra na cabeça das pessoas. Ronaldinho  com 50% do futebol que exibiu no time catalão joga muita bola.  Quando a bola chega nos seus pés, tudo pode acontecer. É uma visão de jogo impressionante.  Pense você, jogando  no mesmo time que ele. Pensou? Parece que fica até fácil vencer o São Paulo. Mas só parece!
O início do jogo foi avassalador para o São Paulo que dominou a partida e parecia que massacraria o rubro-negro. Se a bola entra ali no começo do jogo, certamente a história seria outra. E gostei do comportamento do SP que fora de casa jogou para somar os três pontos. Nada de retranca.  
O problema do São Paulo é que o time parece não saber jogar com a bola no pé. Ela tornou-se uma inimiga para o  time que não cria jogada, perde a bola no meio campo e ainda provoca um contra-ataque com a sua defesa toda desarmada. O melhor do time, sempre é Wellington que consegue conter os principais jogadores do outro time.
O Flamengo adora jogar contra equipes que atuam desta forma. Com um ladrão como Willians no time e com a marcação de Airton e Renato, basta um erro adversário para o contra-ataque ser formado. Aí aparece Thiago Neves com velocidade, Ronaldinho Gaúcho lá na esquerda  só para dar prosseguimento à jogada. Se ele não conseguir resolver, ainda tem o Deivid  quietinho entre os zagueiros só esperando a bola chegar.
Se nada disso funcionar tem Bottinelli e Negueba no banco de reservas. Alguma dúvida que o Flamengo vai dar trabalho em 2011?

Colaboração Bárbara Coelho