Nesta reta final da Superliga feminina de vôlei, é notório o crescimento do Osasco na competição e a semifinal diante do Vôlei Futuro, quando a equipe osasquense passou com duas vitórias por 3 sets 0, por exemplo, demonstrou muito bem toda a qualidade do time, apesar de todos os problemas sofridos pela equipe de Araçatuba, a superioridade técnica do Osasco nos confrontos ficou evidente.
Porém, não é por acaso a evolução do time nos últimos jogos, este aspecto deve-se muito ao retorno da ponteira Jaqueline, que recentemente passou por uma artroscopia no joelho. Jaqueline teve que adquirir ritmo de jogo em partidas decisivas, pelo curto espaço de tempo e mesmo assim demonstrou toda a sua qualidade.
Sempre digo que a Jaqueline, tem características de jogadora que todo treinador gostaria de contar no seu elenco. Ela defende bem, tem qualidade no passe e é muito eficiente no ataque, ofensivamente não é uma ponteira que apenas tem uma cortada forte, ela sabe muito bem onde colocar a bola na quadra adversária, além da força, o seu ataque tem muita técnica, enfim é uma atleta completa.
A diferença do Osasco atuando com Jaqueline em quadra é enorme, o time perdeu muito com a sua ausência no período que esteve no departamento médico, ela é uma jogadora experiente, sabe chamar a responsabilidade de uma partida, passa tranquilidade à equipe e tecnicamente está em uma fase excelente.
Além de Jaqueline, o Osasco tem outras grandes jogadoras no elenco como a levantadora Carol Albuquerque, que vive também um grande momento, a líbero Camila Brait, que dentro de pouco tempo pode conquistar a posição de titular na Seleção Brasileira e a Nathalia, que sempre se destacou pela sua explosão em quadra.
No entanto, o Rio de Janeiro também conta com jogadoras importantes e que estão se destacando nesta temporada. Sheilla por exemplo, é a maior pontuadora da Superliga, atacante de confiança do técnico José Roberto Guimarães, na Seleção Brasileira. Mari também está em uma boa forma, sem falar na levantadora Dani Lins e na guerreira líbero Fabi.
Por isso acredito que será um duelo muito equilibrado entre Osasco x Rio de Janeiro na final da Superliga, que acontece na manhã deste sábado, no Mineirinho. Apontar um favorito é uma missão difícil, são dois times que tem muita qualidade, representam a maior estrutura do vôlei feminino no Brasil.
Tenho certeza que será um confronto também muito tático dos dois times, de um lado o técnico Bernardinho, tentando garantir mais um título para o Rio de Janeiro, do outro Luizomar de Moura, defendendo o que seria o seu segundo título consecutivo na competição nacional.
Os dois treinadores terão muito trabalho, principalmente na parte psicológica que no vôlei feminino exerce muita influência.
Apesar do Rio de Janeiro contar com jogadoras mais experientes, com mais bagagem, acredito no título do Osasco, mas será muito equilibrado e não ficaria surpreso caso o Rio de Janeiro tivesse sucesso nesta final.
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