A discussão sobre quem merece uma despedida com a camisa da Seleção Brasileira é um tanto quanto chata. A verdade é: Ronaldo merece uma despedida na Seleção Brasileira. E na última terça-feira representou tantos outros que não foram honrados com a cerimônia.
Quem viu Ronaldo em campo, certamente lembrou de 2002, do título, de Rivaldo, Cafú, Roberto Carlos e tantos outros. É como se ele tivesse sido escolhido para representar craques e pôr fim em uma geração. Pena que a maioria não pensa assim.
O adeus do fenômeno é o divisor de águas para um novo trabalho agregado ao surgimento de novos craques, como Neymar. O garoto do Santos é a ponta do processo. Todas as fichas são apostadas nele. Insistimos em 2010 com um grupo que foi contra a história da Seleção Brasileira, menosprezamos a renovação e brigamos com o relógio.
A partir de agora é pra valer. Ganso, Neymar e Pato viajam para a Argentina com a responsabilidade de voltar para o Brasil com a medalha de ouro no peito. O tropeço será o ponto de partida para diversos questionamentos em relação ao talento dos jogadores e ao trabalho de Mano Menezes, que após a exibição contra a Romênia, já foi até comparado por alguns torcedores ao trabalho realizado por Dunga.
É verdade que falta alguma coisa para a Seleção Brasileira. Vivemos a sombra de Ganso, e de um centroavante com o talento de Adriano, por exemplo. Cito esses dois setores, porque na minha opinião foram as principais surpresas na lista de Mano Menezes. Jadson é uma aposta infundada.
Não vejo o jogador como o cérebro do meio campo da seleção. Fred não tem sequência, nunca foi espetacular com a amarelinha. Enquanto isso talentos como Renato Augusto e Nilmar ficam fora da seleção, vai entender.
Não vamos entender, nem sempre vamos concordar. O começo do trabalho é sempre cheio de elogios. Quando pinta uma insatisfação, o grupo é bombardeado por críticas. Isso aconteceu com Dunga também, é porque temos memória curta.
A dúvida que fica na minha cabeça é: existirá outro Ronaldo? Alguém capaz de cair e levantar duas vezes, ser crucificado pela imprensa, ser três vezes o melhor do mundo, conquistar o título mundial, Copa do Brasil e Paulista no fim da carreira? Tenho minhas dúvidas.
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