llO Boca Juniors ganhou três dos seus seis títulos da Libertadores de 2000 a 2003. Mais ou menos nessa época o Corinthians fez suas melhores campanhas na principal competição do continente, chegando sucessivamente às quartas e à semifinal em 1999 e 2000.
Nesta quarta esses dois clubes se classificaram para a semifinal da edição deste ano. O elenco atual dos dois clubes é infinitamente pior do que o grupo daquela época, mas mesmo assim a impressão que passam é que isso não vai atrapalhar em nada para eles brigarem por esse sonhado troféu (o Boca para igualar as sete conquistas do Independiente e o Corinthians nem precisa explicar…)
O nível de competitividade mostrado por Boca e Corinthians na competição é a cara do que costuma coroar times na Libertadores. São dois times equilibrados, que jogam dentro de um sistema tático bem definido e assimilado pelos jogadores e que têm mostrado saber jogar defendendo o resultado necessário. E sem se importar em jogar de forma tão fluente assim. O Boca começou mal a competição e precisou crescer ainda na primeira fase. Respondeu e tem mostrado isso desde então, vindo de sete vitórias e um empate. O Corinthians levou dois gols em dez partidas, nenhum no mata-mata. Isso, sem dúvida, são indicativos de força em uma competição como a Libertadores.
Para o Boca Juniors estar nessa situação é comum, tamanha a história do clube na competição. A grande novidade é vermos um Corinthians confortável com isso. O grande trabalho de Tite é conseguir fazer com que os jogadores tratassem a Libertadores como mais um compromisso no calendário e não como uma obsessão que tanto atrapalhou em campanhas anteriores. Podem, claro, não ganhar, mas quem sabe os dois não se encontram para decidir o título em breve.
llAS CLASSIFICAÇÕES
O Boca Juniors foi completamente dominado no primeiro tempo pelo Fluminense. Levou o gol de falta de Carleto e esteve perto de levar o segundo. Faltou o Flu dar sequência às jogadas. Faltou Deco, já que Thiago Neves esteve mal. No segundo tempo as mudanças do Boca deram certo (Mouche é titular, Falcioni!) e o time melhorou muito. O Flu deu muito campo, o Boca jogou os últimos 30 minutos na intermediária adversária, mas esbarrou em uma limitação técnica. Até Riquelme (até então apagadinho) desequilibrar com aquele passe magistral. Gol e empate, que não foi injusto pelo jogo do Engenhão.
O duelo entre Corinthians e Vasco era marcado pelo equilíbrio desde o início. Foi assim em São Januário e foi assim no Pacaembu. Dois times com marcação encaixada, esquemas bem definidos e muita recomposição defensiva. No total, 180 minutos de uma igualdade pouco vista em um confronto. A diferença foram dois detalhes: a incrível chance desperdiçada por Diego Souza (embora para mim seja mais defesa do Cássio do que gol perdido) e a zaga que não subiu para marcar Paulinho, no gol da vaga.
llTITE X CHELSEA
Fiquei bem surpreso com a declaração estapafúrdia de Tite na entrevista coletiva ao negar relação do futebol que o Corinthians vem jogando com o que o Chelsea jogou nos últimos três jogos da Liga dos Campeões. Dizer que o “futebol perdeu” é patético. Até porque, se fizermos uma comparação, o Vasco no Pacaembu propôs muito mais o jogo que o Timão, tendo inclusive mais chances. Nem por isso aceito que digam que “o futebol perdeu” com o time paulista seguindo. Realmente não entendi…
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