quinta-feira, 29 de março de 2012

Impunidade motiva briga das organizadas!!

llNão sou contra torcida organizada. Pelo contrário. Gosto da festa que elas fazem, considero interessante o amor que os integrantes tem pelo clube e até a presença delas no carnaval me agrada. Isso resume a maior parte dos membros das organizadas. Mas infelizmente temos uma pequena parcela, a minoria, que estraga tudo.
Não vou me conformar nunca com qualquer ser humano perdendo a vida em função do futebol. Não quero nem entrar no mérito de que jogador não está nem aí se o time ganha ou perde. O que realmente importa nesta discussão é a banalização da violência com que atuam marginais infiltrados nas uniformizadas. É inconcebível para qualquer pessoa minimamente civilizada agredir outra só porque ela torce para outro time.
A Federação Paulista de Futebol proibiu a entrada de Mancha Verde e Gaviões da Fiel nos estádios, mas só isso não resolve o problema. Elas não terão as camisas, mas continuarão presentes nos estádios da mesma maneira.  A Polícia está agindo na medida certa investigando profundamente o caso e forçando a direção das torcidas a entregar os marginais infiltrados. Até porque, simplesmente fechar as organizadas não adianta, elas retomam com outro nome.  
É preciso punir rigorosamente os responsáveis pelos conflitos e para isso a mudança tem que ser na lei. O sentimento de impunidade é que motiva esses marginais a continuar usando a paixão pelo futebol como pretexto para cometer barbáries. Quem brigar, bater, matar tem que ir para a cadeia. Pagar pelo que fez. 
Caso contrário ouviremos sempre as mesmas explicações das autoridades e continuaremos vendo funerais após clássicos de futebol.

Reservas não comprometeram
O time misto do Corinthians jogou para o gasto nesta quarta-feira, no Pacaembu. A vitória mínima, 1 a 0, gol do lateral-esquerdo Ramon, em cima do XV de Piracicaba, resumiu bem o jogo. Poucas oportunidades de gols e muita preguiça dos jogadores que entraram em campo.
Douglas não tem a menor condição física e técnica de entrar em campo. Gilsinho também não fez uma grande partida. O que deixa o corintiano tranquilo é que na hora do ‘vamos ver’ esse time responde positivamente.

Quem brilhou foi João Vitor
O Palmeiras não conseguiu apresentar um bom futebol na estreia de Wesley. O novo reforço, que iniciou como titular, tentou se movimentar, até teve uma chance de marcar no 1º tempo, mas deixou clara a sua falta de ritmo por não jogar há mais de dois meses. Aos 16 minutos do 2º tempo foi substituído por João Vítor, que acabou sendo premiado com um belo gol de fora da área que valeu a vitória do Verdão sobre o Paulista, em Jundiaí.
O ponto negativo foi mais uma vez Valdívia. Nem tanto pelo futebol, uma vez que lutou para fazer as jogadas, mas pela interminável sequência de lesões musculares.
Felipão ainda não sabia do problema do jogador no momento em que foi conceder a entrevista coletiva, mas depois foi comunicado que Valdívia sentiu um problema na parte posterior da coxa esquerda aos 18 minutos da etapa final. O tempo de afastamento ainda não está definido.
Para sábado, contra o Mirassol, 18h30, no Pacaembu, Valdívia certamente não estará em ação. Aliás só Deus sabe quando ele voltará e quando deixará de se machucar constantemente. Se é que isso vai acontecer.
Já o zagueiro Henrique retorna de suspensão. Leandro Amaro e Maikon Leite, vetados por terem contraído uma virose, possivelmente estarão à disposição de Felipão também.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Vitória importante na Libertadores!

llO importante era vencer. Por meio a zero já estaria bom. E o Corinthians conseguiu o que pretendia: somar quatro pontos nos dois jogos contra o Cruz Azul.
Empatou no México e venceu nesta quarta-feira, no Pacaembu. 1 a 0, gol de Danilo. Tem corintiano que não gosta, mas ele sempre aparece nos momentos mais decisivos. Já Alex e Liedson, mais uma vez, fizeram uma péssima partida.
Eles estão devendo e muito neste ano. Liedson porque não está bem fisicamente. Alex porque está mal técnicamente. Tite poderia ter soltado mais o time. Não precisa ter tanto medo de atacar.
Nos últimos minutos, o Cruz Azul, com um jogador a menos, mandou uma bola na trave. Tudo porque o Timão não matou logo o jogo. Já o Palmeiras, pela Copa do Brasil, fez um péssimo primeiro tempo.
Jogando em Jundiaí, contra o fraco Coruripe, o time do técnico Luis Felipe Scolari chegou a sofrer uma leve pressão. Mas na segunda etapa tudo entrou nos conformes e o Verdão conseguiu a vitória por 3 a 0.
Nada mais do que a obrigação avançar de fase. Na verdade, a obrigação mesmo era ter eliminado o adversário no primeiro jogo. Os gols desta quarta-feira foram marcados por Barcos, Marcos Assunção e Juninho.
Era claro que os palmeirenses já pensavam no clássico contra o Corinthians. O próprio lateral-direito Cicinho admitiu isso após a partida.
Só que mais importante do que qualquer rivalidade é a conquista de um título nacional e o retorno a Libertadores.
Lucas foi o cara! 
Lucas, do São Paulo, conseguiu na última semana responder muito bem às críticas que vinha sofrendo. Não adianta reclamar pelo twitter, ficar bravo, procurar a culpa no outro e não reconhecer os próprios erros.
Ele vai ser mais cobrado do que os demais jogadores porque tem mais a oferecer. A partida do camisa 7 tricolor contra o Santos vai entrar para a história.
O jovem atacante são-paulino jogou muito: deu grandes passes, buscou o jogo, chamou a responsabilidade, fez um gol, enfim, tudo que se espera de um jogador diferenciado.
É cedo para dizer que Lucas é craque. Ele ainda tem que fazer mais partidas acima da média, conquistar títulos, se firmar na seleção brasileira. Porém, ficou claro que absorvendo e entendendo as críticas de pessoas mais experientes, o futebol dele só tem a crescer.

Messi x Pelé
Muitas pessoas compararam Messi com Pelé nesta semana. Afinal, o argentino chegou a incrível marca de 234 gols com a camisa do Barcelona. Messi é um gênio da bola, um craque que deve ser aplaudido de pé. No entanto, no meu conceito ele ainda não conseguiu superar Maradona, que foi espetacular e está muito longe de Pelé.
Com a camisa do Santos, Pelé marcou 1091 gols, parece que o Messi vai precisar fazer muitos gols ainda para chegar perto do Rei do futebol. Comparar Messi ao Pelé é um sacrilégio que apenas os empolgados cometem.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O futebol brasileiro respira aliviado

llO futebol brasileiro está em festa. Calma. Não conquistamos nenhum título, não. A Copa do Mundo é só em 2014. Só que ganhamos muito mais do que o maior torneio mundial de seleções. Ganhamos a liberdade, a decência. Depois de longos 23 anos, Ricardo Teixeira não é mais o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
O cartola não aguentou a enorme pressão popular e política. A presidente Dilma Rousseff não podia vê-lo nem pintado de ouro. Sinceramente, pensei que Teixeira suportaria pelo menos até 2014. Mas, felizmente, nos livramos dele antes.
Ricardo Teixeira deu muita sorte com os resultados da seleção brasileira dentro de campo. As três finais consecutivas, com os dois títulos (94 e 2002) serviram para encobrir e mascarar muitos erros. 
Ninguém mais do que ele soube se aproveitar da paixão do povo brasileiro para enriquecer. Enquanto a CBF tem cada vez mais patrocínio os clubes estão cada vez mais falidos.
É claro que o futebol de nosso país respira agora mais aliviado. Porém, o problema está longe do fim. Poucas mudanças devem acontecer em um curto espaço de tempo. A fiscalização continua. Foi vencida uma batalha. Uma dura batalha. Mas a guerra contra a corrupção no futebol continua.

Saudade da Barcelusa!
A grande decepção do futebol brasileiro neste início de 2012 é a Portuguesa. Se no ano passado, o clube foi a sensação do ano ao vencer de maneira arrasadora o Campeonato Brasileiro da Série B, neste ano está pior que muito time do interior de São Paulo. 
Criticar o técnico Jorginho significa não entender a situação. Os dois melhores jogadores do time – Edno e Marco Antônio, foram negociados. A grande revelação, o volante Guilherme, parece que ficou triste por não ter ido para o Corinthians. Futebol é dinâmico. O sucesso do passado não garante a vitória do presente. 
Afinal, quem no fim de 2011 apostaria que a Portuguesa não se classificaria à próxima fase do fraco campeonato Paulista? Acredito que ninguém e o pior é que a Lusa ainda corre risco de rebaixamento.
O professor Jorginho terá muito trabalho para recuperar psicologicamente o seu grupo que vive aquele momento que parece nada dar certo. Espero que a Barcelusa volte no Brasileirão.  

Corinthians na Libertadores!!!
Nesta quarta-feira o Corinthians realizou o seu melhor jogo na Copa Libertadores da América, o time se comportou muito bem diante do Cruz Azul no México. 
A equipe do professor Tite poderia até ter deixado o estádio Azul com os três pontos. As oportunidades aconteceram, mas o empate fora de casa foi um bom resultado.  Até porque, na próxima quarta-feira, o Timão recebe o Cruz Azul no Pacaembu com a chance de virar líder de seu grupo na Libertadores.
Porém, o mais importante foi o comportamento lúcido do Corinthians em camp. Foi um time muito tranquilo, focado e parece ter deixado de lado o trauma da Libertadores pelo menos no jogo desta quarta.  Espero que nas próximas partidas tenha esse mesmo comportamento, atuando dessa maneira o Corinthians é muito difícil de ser batido,pois  é uma equipe muito consistente...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Show de Messi e Neymar...

llO atual Barcelona é um time especial, é muito difícil alcançar o nível que este time alcançou.
Além da enorme qualidade com a bola nos pés, é um time extremamente equilibrado, é compacto, por isso dificilmente é ameaçado, a posse de bola é absurda, mas para ter esta bola nos pés é preciso retomar a bola rápido quando perde, e isso o Barça faz muito bem.
O toque de bola tem como grandes responsáveis os sensacionais Xavi, Fabregas e Iniesta. São jogadores que dificilmente erram passes e a todo momento deixam companheiros na cara do gol com toques inesperados,além de ditar o ritmo do time, sabem acelerar o jogo na hora exata.
Messi é um caso a parte, desde que chegou ao time titular do Barça o argentino já fez várias funções. Messi já atuou como atacante pela direita no 4-3-3 clássico, já foi o meia centralizado no 4-2-3-1 jogando atrás de Ibrahimovic e agora joga centralizado com muita liberdade,algumas vezes como um falso centroavante, outras vezes atrás de dois falsos pontas .
Daniel Alves é uma força grande pelo lado direito, apóia com frequência e com muita qualidade, é fundamental. O lateral brasileiro tem muita liberdade, principalmente quando o lateral esquerdo é o francês Abidal que funciona quase como um terceiro zagueiro ao lado de Pique e Puyol com a proteção de Busquets.
Mas a quarta-feira, 7 de março de 2012, ficará na história do futebol, como o dia em que um jogador meteu cinco gols em um jogo de Liga dos Campeões pela primeira vez. O autor da façanha é Lionel Messi. Isso uma semana após ter jogado muito com a camisa da Argentina na vitória sobre a Suíça, algo que deixou muita gente triste no Brasil, já que é no desempenho com a camisa de sua seleção que muitos se agarram por aqui para questionar ou diminuir a lendária carreira que Messi vem construindo a cada dia diante de nossos olhos. 
 Em 2014, no meio da Copa do Mundo do Brasil (ou não?), Messi completará 27 anos. Maradona ganhou a sua Copa com 25 anos. Ou seja, cobrar uma Copa de Messi agora é algo válido.
Outro gênio da bola é  Neymar, foram dois gols maravilhosos marcados pelo craque da Vila na Libertadores contra o sempre temido Internacional. O fato é que ele é uma realidade. É um jogador que tem tudo para quebrar marcas no futebol brasileiro, números. Tem muita força física, explosão. Quando estiver com 22, 23 anos, vai estar no auge da parte técnica, tática, experiência. Acho que vai chegar muito maduro na Copa de 2014. Se não tiver nenhum problema físico ou clínico, uma Copa do Mundo bem-feita, tem tudo para entrar na galeria dos grandes nomes do futebol brasileiro e mundial. Nomes como Zico, Romário. Chega nessa linha de Maradona... Chega nesse nível.
Uma semelhança entre Messi e Neymar é o drible em alta velocidade o que é muito difícil de ser executado.  Comparar esses dois jogadores é bobagem o bom é apreciar o bom futebol que eles apresentam ao mundo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Onde está a coragem do São Paulo?

llO São Paulo caiu em desgraça na Federação Paulista de Futebol depois do, até hoje, mal explicado caso Madonna em 2008. Jurou que seria oposição ríspida, que não daria tréguas e que passaria a exigir mais respeito.
Nada disso ocorreu. Ao contrário, o São Paulo tem sido prejudicado, faz tempo e mantém uma postura de carneirinho. O inimigo ideal, aquele que fala, porém não tem coragem de agir.
Novamente o Tricolor está sofrendo com isso e, de novo, não parece esboçar reação. A transferência do clássico do último domingo para Presidente Prudente gera prejuízos e desconforto ao clube, que, com uma postura firme poderiam ser evitados.
O Palmeiras, entenda-se Federação, que parece ter convênio com a cidade, mudou seu mando do Pacaembu para o Farazão. As despesas do mandante são pagas. As do visitante, não. Se o São Paulo reagisse, uma vez que fosse, a esse tipo de coisa, por certo essas retaliações já teriam acabado. Como é mansinho, continua pagando, para dar renda ao adversário, benesses aos políticos de Prudente e dividendos para Marco Polo Del Nero.
E nada seria mais simples. Era só esvaziar o jogo. Time totalmente reserva. Mesmo que perdesse não teria grandes problemas, já que vai se classificar facilmente, como todos os outros grandes, nesse campeonato de nível tão baixo. Isso diminuiria público, ibope da tv e as cobranças iriam parar na FPF. O São Paulo mostraria sua verdadeira força. Ao invés disso, chegou até a pensar em levar Luiz Fabiano, sua grande atração, para o evento . A viagem foi brava. Na volta, por exemplo, teve que descer em Campinas e seguir de ônibus até a Capital.
E bancando tudo. Está na hora do presidente Juvenal Juvencio deixar a retórica bonita de lado e sair para a ação. Quando ele brigou com Andrés Sanchez foi tão retaliado, que não há mais clássicos no Morumbi. Os patrocínios estão mais difíceis e o adversário tirou de lá a Copa do Mundo e consegue incomodar até na hora dos alvarás para shows. Esse é um inimigo complicado.
Enquanto isso, o São Paulo faz o jogo de Del Nero. Protesta, porém aceita. Em síntese, passa recibo. Até consigo ver o presidente da FPF rindo do documento enviado, como o máximo que o “inimigo” pode fazer.  Parece que Juvenal perdeu a noção da força do São Paulo. Talvez seja o caso de fazer as pazes com Andrés e pedir a ele alguns conselhos de como se faz para incomodar aqueles que não lhe agradam.

Teixeira fora?
Os comentários sobre uma possível renúncia de Ricardo Teixeira são fortes. Espero que isso ocorra o quanto antes. Mas, o futebol precisa de bem mais que  isso. Não resolve só tirar o presidente. É preciso limpar a área completamente. Se Teixeira sair e não se fizer uma grande intervenção na CBF, quem assumirá o comando será José Maria Marin, ele mesmo, o Zé das Medalhas. E caso ele se manque e caia fora, tem um filho do José Sarney, na linha sucessória. Ou seja, Ricardo Teixeira cercou-se de iguais e sua simples saída nada resolverá, mesmo entendendo que o ar fique bem mais respirável. Caso a ótima notícia da renúncia se concretize, será o momento exato para uma mudança radical no perfil de administração do nosso futebol. Não adiantará nada somente trocar a mosca.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A cultura precisa mudar!

llO maldito estilo de jogo impregnado no futebol brasileiro continua. O futebol de resultado. A estratégia da maioria dos times é a mesma. Se joga em casa tenta pressionar e sair na frente, conseguindo, recua e contra-ataca. 

Se joga fora de casa, ficam todos atrás da linha da bola esperando o erro do adversário. Ainda tem outra, relacionada com as duas anteriores,  jogar conforme o jogo, se está ganhando recua, se está perdendo tenta sair um pouco mais. Se for contra time menor o negócio é poupar, jogar um arroz com feijão, fazer um a zero e tocar a bola. De quem é a culpa?

Bom, temos vários lados com sua parcela de culpa nesse caso, mas a demissão de Caio Júnior do Grêmio nos leva a principal delas. Os dirigentes de clubes. Ora, como podem demitir um treinador no dia 20 de fevereiro, sendo que o time começou a trabalhar no dia quatro de janeiro? 

46 dias é tempo suficiente para um treinador dar padrão a sua equipe? Se o time não está jogando nada, é culpa apenas do treinador? A julgar o que disse o presidente do Grêmio, no seu discurso aos jogadores na apresentação da equipe, não. "Quero que vocês façam sempre um pouco mais por este clube, por esta torcida. Só temos um time vencedor quando pegamos juntos, quando um joga pelo outro, como uma equipe solidária. 

Quero um time que não se conforme com a derrota. A bola, agora, está com vocês", disse Odone. As frases "pegamos juntos, um joga pelo outro e equipe solidária", certamente não incluíam o treinador, pagou sozinho o pato. 

Não estou nem questionando a qualidade do treinador em questão e sim, a forma como esses profissionais são demitidos. 
Certo mesmo está Joel Santana que chegou e colocou quatro volantes no meio-campo e empatou fora na estreia da Libertadores, nesse caso, vale o emprego e não o espetáculo, a tradição e a forma de jogar, o que interessa é o fim, não importam os meios. 

Resultado disso, é a média de público nos estádios brasileiros, futebol de dar sono, muita marcação e poucos gols, esses, quase sempre em bolas paradas. É melhor ficar em casa mesmo, pagar por espetáculo ruim não dá. Enquanto isso os dirigentes continuam nos seus cargos, mesmo com toda incompetência.

Erro de escolha
Mano Menezes está cada vez mais perdido no comando da seleção brasileira. Ao declarar coerência para justificar a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o amistoso do dia 28, contra a Bósnia, o treinador acaba cometendo inúmeros equívocos; na seleção tem que estar os melhores do país e o meia do Flamengo não consegue estar nem entre os melhores do campeonato carioca. 

Ronaldinho sempre sumiu nos jogos mais importantes da seleção brasileira e o momento atual é de, justamente, buscar atletas que sejam referência para os mais jovens. Sorte de Mano é que o Gaúcho não tem na CBF a mesma força que tem no Flamengo. Lá, ele derrubou Vanderlei Luxemburgo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Os meninos da Vila não existem mais...

llO DNA ofensivo e os meninos da Vila vão ficando para trás no Santos. A mudança de filosofia começou com a troca de treinador, provando que o que aconteceu, não foi planejado pela diretoria do time, e sim, pelo trabalho do ex-treinador da equipe, Dorival Júnior.  
Coincidência ou não a geração Robinho e Diego também não foi gerada em um planejamento acertado e sim, num acaso maravilhoso, misturado com a competência em gerir categorias de base. 
No time de 2010, Dorival foi campeão Paulista e da Copa do Brasil com seis jogadores da base no time titular, são eles: Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Robinho, Neymar e André. Menos de dois anos depois e o time manteve Neymar, Ganso e Rafael e não subiu mais os meninos para o time titular, preferindo investir em jogadores consagrados. 
Chegaram por uma fortuna; Henrique, Ibson e Elano, que gastaram o lucro das vendas anteriores e não renderam ainda com a camisa do Peixe. As outras contratações seguiram quase um mesmo padrão, jogadores rodados e experientes, com uma diferença, custo “baixo”.  
Não tenho o propósito de julgar o certo e o errado e sim, analisar o contexto das coisas e colocá-las no lugar. Se o time for campeão com essa formação, provavelmente a diretoria vai mudar o discurso e dizer que tudo saiu como o planejado, que as contratações eram necessárias e etc... 
E na próxima geração de garotos talentosos, voltarão a falar nos meninos da Vila. A próxima geração só virá, provavelmente, quando o dinheiro desta acabar e o clube se ver obrigado a olhar de novo para sua base, provavelmente vão contratar um técnico promissor e não um medalhão. 
A geração Neymar e Ganso, ficou para trás, não existe mais, sobraram os craques, mas falta o inventor, falta a alma. A ousadia e a alegria estão presentes apenas na figura individual de Neymar, não era assim, o time tinha personalidade, uma forma de jogar que encantava,  uma pena, os Meninos da Vila não existem mais, sobraram apenas alguns pedaços daquele time que nos encantou.
O que existe agora é um time experiente que vive à base de contra-ataques e do talento de Neymar, um time mais velho, mais chato e que pode até ser campeão, mas com certeza não terá a menor graça.
Santos campeão de 2010, tinha seis jogadores da base no time titular.
Felipe (depois Rafael), Wesley, Ganso, Neymar, Robinho e André. Média de idade 24 anos.
Santos titular que estreou na Libertadores, tem apenas três da base entre os titulares.
Rafael, Neymar e Ganso. Média de idade do time titular: 26 anos e 4 meses. Meninos?

Corinthians e o medo da Libertadores!!
O Corinthians sentiu o peso de mais uma estreia na Libertadores. Jogando desorganizadamente, a equipe de Tite  só  empatou com o Tachira.
Placar de 1 a 1, jogando na Venezuela. O empate foi heroico pela maneira que foi. O gol corintiano saiu no último minuto. Ralf de cabeça. O Coringão fazia um bom jogo.
Mas foi tomado pelo nervosismo após sofrer o gol ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Timão se limitou a jogar a bola na área para o centroavante Elton.
Esse empate serve para mostrar que Paulistão e Libertadores são campeonatos completamente diferentes. Mas o que continua impressionando é o medo que o Corinthians tem da Libertadores uma postura completamente diferente da vitória conquistada no clássico diante do São Paulo....