llEmoção não faltou na grandiosa festa e muito bem organizada pelo Palmeiras para a despedida de São Marcos. Cerca de 150 jornalistas participaram da concorrida entrevista coletiva de anúncio da sua aposentadoria. O Santo do gol palmeirense deixou a profissão de goleiro. Nenhuma surpresa em se tratando de um jogador, que teve a simplicidade e o fato de ir direto ao ponto como suas marcas registradas. E o futebol brasileiro perdeu um de suas maiores camisas 1 da história e uma grande figura.
Marcos foi um excepcional goleiro.. O melhor que eu vi jogar ao lado de Taffarel e Rogério Ceni. Fortíssimo em todos os fundamentos, embora tenha aparecido para o mundo pegando os inesquecíveis pênaltis contra o Corinthians na Libertadores.
Em 2002 foi vital para o título da seleção brasileira fazendo uma Copa do Mundo perfeita. De verdade, não é força de expressão. E soube dar a volta por cima muitas vezes, já que as lesões não permitiram que tivesse muita sequência na carreira na segunda metade da década passada.
Fora do campo, Marcos conseguiu algo próximo da unanimidade. Não me recordo de ter visto ninguém falar mal dele. Aliás, na própria entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, Marcos destacou que sempre sentiu prazer quando torcedores de outros times o paravam para pedir autógrafo.
Enfim Marcão é o típico boa gente, que não quer mais do que merece, não gosta de aparecer. E também não faz rodeios nem média. E por isso é querido por muita gente. Mesmo por pessoas que sofreram com suas defesas ou declarações.
Em minha opinião, Marcos é o maior ídolo da história do Palmeiras que perdeu o seu último jogador-símbolo. Com a estrutura do futebol atual, nenhum outro atleta será a cara do Palmeiras como Marcos foi nos últimos 15 anos. Marcos encerra a sua brilhante carreira com a marca de santo para o palmeirense e ídolo de todas as torcidas...
O melhor do mundo
Na segunda-feira, o mundo conheceu o primeiro tricampeão do prêmio de melhor do mundo da Fifa seguidamente. Lionel Messi coroado mais uma vez como o melhor jogador de futebol do planeta, assim como aconteceu em 2009 e 2010 (este último já na nova versão da premiação, quando o “Jogador do Ano da Fifa” se juntou com a “Bola de Ouro da France Football” criando o “Bola de Ouro Fifa”). Está se criando a dinastia Messi.
O processo de se escolher o melhor jogador em nível mundial todos os anos é algo recente, da década de 90. Antes, o normal era consagrar (nem sempre com uma premiação em si) o melhor da década. Assim, os anos 50 foram de Di Stéfano ou Puskas, os anos 60 de Pelé, na década de 70 a divisão ficou entre Cruijff e Beckenbauer e na década de 80, claro, o melhor foi Maradona. Na década de 90 e no início da primeira década de 2000 temos muitos mais candidatos: Matthaüs, Van Basten, Stoichkov, Romário, Ronaldo, Zidane, entre outros. E agora Messi vai se distanciando dos seus (fortíssimos) concorrentes com esse terceiro prêmio. O argentino vem provando ser o melhor do mundo em todos os níveis. Nos números ( 49, 60 e 59 gols e 15, 20 e 24 assistências, respectivamente, em 2009, 2010 e 2011), em títulos conquistados pelo Barcelona (13 em 16 possíveis nos últimos três anos), sempre sendo protagonista e decisivo, e a cada dia mais maduro e tendo um papel de líder do Barça. Indiscutível.
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