quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma despedida honrosa!

llEmoção não faltou na grandiosa festa e muito bem organizada pelo Palmeiras para a despedida de São Marcos. Cerca de 150 jornalistas participaram da concorrida entrevista coletiva de anúncio da sua aposentadoria.  O Santo do gol palmeirense deixou a profissão de goleiro. Nenhuma surpresa em se tratando de um jogador, que teve a simplicidade e o fato de ir direto ao ponto como suas marcas registradas. E o futebol brasileiro perdeu um de suas maiores camisas 1 da história e uma grande figura.
Marcos foi um excepcional goleiro.. O melhor que eu vi jogar ao lado de Taffarel e Rogério Ceni. Fortíssimo em todos os fundamentos, embora tenha aparecido para o mundo pegando os inesquecíveis pênaltis contra o Corinthians na Libertadores. 
Em 2002 foi vital para o título da seleção brasileira fazendo uma Copa do Mundo perfeita. De verdade, não é força de expressão. E soube dar a volta por cima muitas vezes, já que as lesões não permitiram que tivesse muita sequência na carreira na segunda metade da década passada.
Fora do campo, Marcos conseguiu algo próximo da unanimidade. Não me recordo de ter visto ninguém falar mal dele. Aliás, na própria entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, Marcos destacou que sempre sentiu prazer quando torcedores de outros times o paravam para pedir autógrafo.  
Enfim Marcão é o típico boa gente, que não quer mais do que merece, não gosta de aparecer. E também não faz rodeios nem média. E por isso é querido por muita gente. Mesmo por pessoas que sofreram com suas defesas ou declarações.
Em minha opinião, Marcos é o maior ídolo da história do Palmeiras que perdeu o seu último jogador-símbolo. Com a estrutura do futebol atual, nenhum outro atleta será a cara do Palmeiras como Marcos foi nos últimos 15 anos. Marcos encerra a sua brilhante carreira com a marca de santo para o palmeirense e ídolo de todas as torcidas...

O melhor do mundo
 Na segunda-feira, o mundo   conheceu o primeiro tricampeão do prêmio de melhor do mundo da Fifa seguidamente. Lionel Messi coroado mais uma vez como o melhor jogador de futebol do planeta, assim como aconteceu em 2009 e 2010 (este último já na nova versão da premiação, quando o “Jogador do Ano da Fifa” se juntou com a “Bola de Ouro da France Football” criando o “Bola de Ouro Fifa”). Está se criando a dinastia Messi.
O processo de se escolher o melhor jogador em nível mundial todos os anos é algo recente, da década de 90. Antes, o normal era consagrar (nem sempre com uma premiação em si) o melhor da década. Assim, os anos 50 foram de Di Stéfano ou Puskas, os anos 60 de Pelé, na década de 70 a divisão ficou entre Cruijff e Beckenbauer e na década de 80, claro, o melhor foi Maradona. Na década de 90 e no início da primeira década de 2000 temos muitos mais candidatos: Matthaüs, Van Basten, Stoichkov, Romário, Ronaldo, Zidane, entre outros. E agora Messi vai se distanciando dos seus (fortíssimos) concorrentes com esse terceiro prêmio. O argentino vem provando ser o melhor do mundo em todos os níveis. Nos números ( 49, 60 e 59 gols e 15, 20 e 24 assistências, respectivamente, em 2009, 2010 e 2011), em títulos conquistados pelo Barcelona (13 em 16 possíveis nos últimos três anos), sempre sendo protagonista e decisivo, e a cada dia mais maduro e tendo um papel de líder do Barça. Indiscutível.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A despedida de um Santo!

llAos 38 anos, Marcos Roberto Silveira dos Reis, maior ídolo da história recente do Palmeiras e goleiro do quinto título mundial da Seleção Brasileira (em 2002, na Coréia e no Japão), anunciou sua aposentadoria na última quarta-feira. 
Marcos pendurou as chuteiras, parece mentira, a ficha ainda não caiu, mas é verdade, sem dúvida, a notícia mais triste da semana. Santo para os palmeirenses, ídolo das demais torcidas este é São Marcos que vai deixar muita saudade.  Dos 21 anos da carreira de Marcos, 19 foram com a camisa do Palmeiras. Foi no Palestra Itália, aliás, que o goleiro se consagrou no futebol. Só que ao mesmo tempo em que brilhou com sua alma alviverde, o jogador conquistou o Brasil com seu carisma. Muito pela conquista do pentacampeonato com a Seleção Brasileira.
Por ter vestido apenas uma camisa de relevância no futebol (seu outro clube foi o Lençoense), Marcos poderia ter sido um daqueles jogadores odiados pelos rivais. Mas não foi. Pelo contrário. Até mesmo os corintianos, santistas e são-paulinos, para ficar apenas no estado de São Paulo, admiravam o goleiro. Com jeito simples de falar e na maioria das vezes bem-humorado, Marcos não conquistou apenas os rivais diretos. A admiração também aumentou nacionalmente em 2002, quando o goleiro foi um dos líderes da conquista da Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão. Enfim, São Marcos transcendeu a rivalidade.
Naquele Mundial, Marcos foi decisivo. Fez defesas importantes, em especial nos mata-matas. Na decisão contra a Alemanha, no dia 30 de junho daquele ano, o goleiro teve uma ótima atuação. E sua imagem, ajoelhado, com os dedos apontados para cima e a bandeira brasileira nas costas ficou eternizada. 
Não foi apenas o título mundial que aproximou Marcos do povo. Seu jeito “caipira” (o goleiro nasceu em Oriente, no interior de São Paulo) e simpático ajudou muito. Na hora das entrevistas, o jogador sempre arrancou gargalhadas contando suas histórias. E até mesmo nas horas mais complicadas a torcida se identificou com ele.
Sangue quente, o goleiro nunca teve papas na língua. Jamais se omitiu e pegou pesado algumas vezes com os companheiros na hora de reclamar. Mas foram essas atitudes que construíram o que muitos dizem ser um dos jogadores mais “gente boa” do futebol brasileiro. Marcos fará muita falta.
E vai deixar saudade nos palmeirenses, nos corintianos, que teriam motivos para odiá-lo, nos são-paulinos, nos santistas, nos flamenguistas, nos vascaínos, nos gremistas, nos colorados... Enfim, São Marcos deixará saudade em todos aqueles gostam de futebol, em todos aqueles que vibraram com o penta da Família Scolari.
A assessoria do Palmeiras já confirmou que haverá um jogo de despedida, provavelmente no meio do ano. Mas ainda não há nada definido - nem adversário, nem data. Havia a possibilidade de a despedida ser no amistoso com o Ajax, marcado para o dia 14, no Pacaembu, mas o próprio Marcos pediu para não jogar.
Na última renovação de contrato do goleiro, feita ainda durante a gestão Luiz Gonzaga Belluzzo, ficou acertado que Marcos poderia escolher uma função a ser exercida no próprio clube assim que parasse de jogar - seja administrativa, como dirigente, ao lado de César Sampaio, seja na comissão técnica, ao lado de Felipão, em cargo ainda a ser definido. Segundo Sampaio, Marcos ganhará mais dois meses de férias para se decidir e, então, comunicar sua decisão, já em março.

A despedida de um Santo!

llAos 38 anos, Marcos Roberto Silveira dos Reis, maior ídolo da história recente do Palmeiras e goleiro do quinto título mundial da Seleção Brasileira (em 2002, na Coréia e no Japão), anunciou sua aposentadoria na última quarta-feira. 
Marcos pendurou as chuteiras, parece mentira, a ficha ainda não caiu, mas é verdade, sem dúvida, a notícia mais triste da semana. Santo para os palmeirenses, ídolo das demais torcidas este é São Marcos que vai deixar muita saudade.  Dos 21 anos da carreira de Marcos, 19 foram com a camisa do Palmeiras. Foi no Palestra Itália, aliás, que o goleiro se consagrou no futebol. Só que ao mesmo tempo em que brilhou com sua alma alviverde, o jogador conquistou o Brasil com seu carisma. Muito pela conquista do pentacampeonato com a Seleção Brasileira.
Por ter vestido apenas uma camisa de relevância no futebol (seu outro clube foi o Lençoense), Marcos poderia ter sido um daqueles jogadores odiados pelos rivais. Mas não foi. Pelo contrário. Até mesmo os corintianos, santistas e são-paulinos, para ficar apenas no estado de São Paulo, admiravam o goleiro. Com jeito simples de falar e na maioria das vezes bem-humorado, Marcos não conquistou apenas os rivais diretos. A admiração também aumentou nacionalmente em 2002, quando o goleiro foi um dos líderes da conquista da Copa do Mundo de 2002, na Coréia do Sul e no Japão. Enfim, São Marcos transcendeu a rivalidade.
Naquele Mundial, Marcos foi decisivo. Fez defesas importantes, em especial nos mata-matas. Na decisão contra a Alemanha, no dia 30 de junho daquele ano, o goleiro teve uma ótima atuação. E sua imagem, ajoelhado, com os dedos apontados para cima e a bandeira brasileira nas costas ficou eternizada. 
Não foi apenas o título mundial que aproximou Marcos do povo. Seu jeito “caipira” (o goleiro nasceu em Oriente, no interior de São Paulo) e simpático ajudou muito. Na hora das entrevistas, o jogador sempre arrancou gargalhadas contando suas histórias. E até mesmo nas horas mais complicadas a torcida se identificou com ele.
Sangue quente, o goleiro nunca teve papas na língua. Jamais se omitiu e pegou pesado algumas vezes com os companheiros na hora de reclamar. Mas foram essas atitudes que construíram o que muitos dizem ser um dos jogadores mais “gente boa” do futebol brasileiro. Marcos fará muita falta.
E vai deixar saudade nos palmeirenses, nos corintianos, que teriam motivos para odiá-lo, nos são-paulinos, nos santistas, nos flamenguistas, nos vascaínos, nos gremistas, nos colorados... Enfim, São Marcos deixará saudade em todos aqueles gostam de futebol, em todos aqueles que vibraram com o penta da Família Scolari.
A assessoria do Palmeiras já confirmou que haverá um jogo de despedida, provavelmente no meio do ano. Mas ainda não há nada definido - nem adversário, nem data. Havia a possibilidade de a despedida ser no amistoso com o Ajax, marcado para o dia 14, no Pacaembu, mas o próprio Marcos pediu para não jogar.
Na última renovação de contrato do goleiro, feita ainda durante a gestão Luiz Gonzaga Belluzzo, ficou acertado que Marcos poderia escolher uma função a ser exercida no próprio clube assim que parasse de jogar - seja administrativa, como dirigente, ao lado de César Sampaio, seja na comissão técnica, ao lado de Felipão, em cargo ainda a ser definido. Segundo Sampaio, Marcos ganhará mais dois meses de férias para se decidir e, então, comunicar sua decisão, já em março.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O imbatível Barcelona!

llNo popular, não deu nem para a saída. O Barcelona dominou completamente o Santos, fazendo mais do mesmo (marcação pressão na saída da bola, manutenção de posse de bola com toques rápidos e de qualidade, deslocamentos constantes e entradas em diagonal) e atropelou o Santos por 4 a 0 em Yokohama, conquistando seu segundo título mundial. Depois de se colocar no nível do Santos de Pelé e do Real Madrid de Di Stefano, o Barcelona ratifica sua imensa superioridade em relação ao futebol mundial.

O trabalho que Pep Guardiola construiu nessas três temporadas e meia tornou o Barcelona um time que está muito acima de todos os outros. No último domingo foi o Santos completamente dominado. 

Mas recentemente foram Real Madrid, Manchester United, Arsenal, Milan, entre outros times fortes do Melhor Futebol do Mundo, alguns deles mais de uma vez. 
O que vimos no gramado de Yokohama não é nenhuma vergonha para o Santos. Só atestamos que o futebol mundial hoje não tem antídoto para o Barça. Até quando, não sabemos.
E não sabemos porque o time atual é totalmente diferente daquele que conquistou a tríplice coroa na temporada 2008-2009, que por sua vez era totalmente diferente do que foi campeão espanhol e da Liga na temporada passada. 
Diferente nas peças e no esquema tático. Um trabalho fenomenal de Guardiola que comanda essa “metamorfose ambulante” e dos jogadores que são muito inteligentes (além da da grande qualidade técnica) para assimilar tudo. E o Barça segue acumulando taças. 
Tenho a convicção de que mesmo que o Santos jogasse tudo que poderia, o resultado seria o mesmo (e talvez com goleada). Mas o Peixe vai ficar devendo uma atuação digna ao torcedor.
A atuação do Santos é fruto da série de decisões erradas que Muricy Ramalho e a comissão técnica tomaram no segundo semestre. Abriu mão do ritmo de jogo no Brasileirão, não tinha uma estratégia clara de como enfrentar o Barcelona (disse que iria diminuir a posse de bola, depois que iria agredir o Barça e entrou para se trancar), não tinha variação de esquema (e mesmo assim variou a formação) e entrou assistindo o adversário jogar. Repito, não acho que mudaria o resultado, mas o Santos chegaria melhor preparado.
A mesma marcação frouxa e o latifúndio de espaço que o Santos deu ao Kashiwa Reysol se repetiu contra o Barça. Muricy Ramalho não solucionou isso. Mais uma vez o treinador foi mal.
Além de toda essa falta de atitude, o Santos ainda cometeu algo gravíssimo contra o Barcelona: não aproveitou as poucas chances que criou, com decisões erradas no último passe e em finalizações.
 Ganso deu dois passes que geraram boas chances para o Santos, mas o que ele fez sem a bola, botando a mão na cintura e parando no meio-campo foi algo triste de ver. Os jogadores correndo e ele parado. Não dá pra ser completamente alheio ao jogo sem a bola. Assim, não jogará em nenhum grande europeu.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Osasco não para de cair no vôlei!

llO Vôlei Futuro conquistou diante do Osasco, o título de campeão paulista de vôlei feminino. Pela primeira vez na história, o time que conta com Paula Pequeno e Fernanda Garay levantou o estadual mais valorizado do país, batendo o time osasquense por 3 sets a 1 na partida decisiva realizada em Araçatuba. 
A perda do título prova a queda do Osasco no vôlei, os adversários sabem disso e não existe mais o temor de enfrentar uma das melhores estruturas do Brasil. O último título Paulista conquistado pelo Osasco foi em 2008 e isso não é aceitável pelo investimento feito no clube.
Atualmente, qualquer equipe acredita que pode vencer o Osasco, mesmo tendo no papel um time supervalorizado. 
O momento do Sollys/Osasco lembra muito no campo do futebol a fase do São Paulo. São dois times que se acostumaram com as derrotas, tanto o São Paulo no futebol como o Osasco no vôlei, não se incomodam mais com os resultados negativos e quando isso acontece é o momento de uma interferência direta da direção.
Não adianta Osasco ter uma folha de pagamento extremamente cara e os resultados não aparecerem dentro de quadra. Da mesma forma que o São Paulo precisa de jogadores que renovem o ambiente e traga um pouco mais de um espírito vencedor, o Osasco também necessita. 
No entanto, acredito que o Osasco precise de uma grande reformulação não apenas no elenco, mas em outros setores do clube, a estrutura montada está muito viciada e em todos os meios esportivos sempre chega o momento que é preciso encerrar um ciclo.
Evidentemente estamos no começo de uma Superliga e dificilmente vão acontecer mudanças drásticas, mas espero que haja pelo menos uma reformulação no espírito do time que de vencedor virou perdedor. 
Porém, o torcedor não vai mais continuar suportando ver o time ser facilmente batido nas competições sem esboçar um mínimo poder de reação. E a cobrança dos investidores, assim como ocorre em qualquer clube grande deve ser muito forte.    
A chegada da norte-americana, Destinee Hooker, é muito positiva, um baita reforço, ela tem muita qualidade técnica, mas não pode vir com o rótulo de ‘salvadora da pátria’, pelas deficiências do time no Paulista ela não vai resolver sozinha. Da mesma maneira que o Luis Fabiano sozinho não conseguiu resolver os problemas do São Paulo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O campeão dos campeões!

O título é merecido. O Corinthians foi o melhor time da competição. Após a traumática eliminação na Pré-Libertadores para o inexpressivo Tolima, a aposentadoria de Ronaldo e o abandono de Roberto Carlos, o futuro não se mostrava animador. 
O técnico Tite teve que lidar com a pressão e com a desconfiança de boa parte da torcida durante o ano todo. Veio o Campeonato Paulista e a equipe se reestruturava. Os resultados demoraram em aparecer. 
Adriano Imperador, grande esperança, se machucou antes mesmo de entrar em campo. O goleiro Júlio César nunca teve a maioria da torcida ao seu lado. Tanto que chegou a deixar o time titular, para a entrada de Renan, que veio do Avaí.
Porém, o início corintiano no Brasileirão, surpreendentemente, foi arrasador. Aproveitando-se que alguns times disputavam a Libertadores e a Copa do Brasil, Tite conseguiu colocar na cabeça dos jogadores que um início fulminante era fundamental. 
Liedson, mesmo machucado, foi decisivo. Emerson Sheik nunca pipocou. Chicão, apesar da queda técnica, também teve sua importância. Willian se firmou em um time grande, diferente do que muitos achavam. Danilo e Alex sempre que exigidos foram seguros. 
Andres Sanchez, por bem ou por mal, é o dirigente do ano. Ele teve méritos por segurar Tite no comando do Corinthians, apesar de todas as pressões internas que sofreu para demitir o treinador no momento que a equipe caiu de produção dentro do campeonato Brasileiro. E a sua postura foi sempre convicta que a culpa era dos jogadores e não do treinador, bateu na mesa e cobrou os atletas. 
Sem dúvida, foi uma atitude que deve ser destacada, afinal, tivemos muitos exemplos nesse ano de dirigentes que preferiram ouvir a torcida e demitir o treinador e o resultado foi desastroso. Bom para que finalmente eles entendam, que apenas demitir técnico não resolve todos os problemas de um time.
Nos três anos que esteve à frente do Corinthians, Andres Sanchez revolucionou o clube, conquistou títulos importantes, reestruturou o clube, acabou com a reeleição e valorizou a marca Corinthians, atualmente a mais valiosa comercialmente do futebol brasileiro.
Parabéns Fiel Torcida! Se tinha alguém que merecia esse título, esse alguém vestia o uniforme preto e branco do Coringão.
Gostei da permanência de Emerson Leão no São Paulo.  Apesar de não ter conseguido vaga para disputar a Libertadores, Leão tem feito um bom trabalho internamente no Tricolor. Acredito que ele é o profissional ideal para um choque de realismo nos jogadores mimados do São Paulo, que falam muito mais do que realmente jogam. O clube precisa contratar jogadores que se incomodam com derrotas e não com os acomodados que estão por lá.
Time por time, futebol por futebol, o Barcelona é melhor que o Santos. Mas como se trata de um jogo só (não acredito em um novo Mazembe!), tudo pode acontecer. Vou pender para o lado brasileiro, apesar da sentida ausência do volante Adriano. Ele seria fundamental para parar o veloz meio-campo catalão. Mas acredito na inspiração de Neymar, cada vez mais motivado e profissional. Acredito também em Ganso e Elano, ambos fora de forma, mas que em um lance podem decidir o Mundial de Clubes. O Peixe tem sim, talentos individuais que podem levá-lo à sonhada terceira estrela.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É neste domingo Corinthians!!!

Quando imaginamos que não é possível mais emoção no Campeonato Brasileiro, temos uma rodada como a do último final de semana. Em determinado momento, já tínhamos o campeão e os rebaixados à segunda divisão. Mas no final das contas segue tudo indefinido. 
Até o mais ferrenho defensor do mata-mata deve ter se rendido à emoção dos pontos corridos.
Na derradeira rodada, confirmaremos o Corinthians como o grande campeão. Não tem como esse título não ir para o Parque São Jorge. A equipe de Tite está com a estrela de vencedora. Não joga bem, mas vence os adversários.
O jogo contra o Palmeiras será tenso, porém o corintiano, enfim, vai tirar o grito da garganta de ‘campeão brasileiro’, entalado desde 2005.
Ralf e Danilo suspensos pelo terceiro cartão amarelo e Emerson punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva no julgamento realizado no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira desfalcam o Timão. 
Desta forma, Moradei, Alex e Jorge Henrique poderão ser as novidades do técnico Tite, sem dúvida o melhor treinador do Brasileirão no clássico diante do Palmeiras.
Na verdade, para todos que duvidaram, o Sheik foi punido pelo STJD. Acabando com mais uma tese da teoria da conspiração. Afinal, se o campeonato estivesse sendo ajeitado para o Corinthians o Emerson seria absolvido ou teria o julgamento adiado como aconteceu com Abel Braga.
Corinthians será campeão pela competência e regularidade. É o melhor mandante do campeonato, melhor visitante, foi o time que por mais tempo permaneceu na liderança e merece esse título.
O São Paulo vai terminar o ano sem conquistar seus objetivos. Nenhum título e sem a desejada vaga na Libertadores. Como dizia minha querida avó: colhemos o que plantamos.
A diretoria tricolor só fez besteiras no comando em 2011. Primeiramente, a temporada teve início com o confuso Paulo César Carpegiani no comando. 
Na sequência, veio Adílson Batista, desmoralizado pelas sumárias demissões no Corinthians, Santos e Atlético-PR. E por fim, Emerson Leão tirou as pantufas da aposentadoria e foi ver se conseguia fazer o milagre de levar esse time e apresentar, pelo menos, raça. Não conseguiu.
Jogadores como Miranda e Alex Silva saíram e não houve reposição à altura. Imaginou-se que as categorias de base iriam resolver. Mas no futebol, menino que entra e decide surge apenas de vinte em vinte anos.
O atual elenco são-paulino não tem a ambição vencedora que caracterizou o clube na década passada. Acabou a magia, a luta. Veio o comodismo. Muita coisa precisa mudar para os próximos resultados serem diferentes.
O Palmeiras está mais leve sem o peso da insatisfação de Kleber. O técnico Luis Felipe Scolari parece estar contagiando novamente os jogadores. É claro, que para um time ser vencedor é necessário muito mais do que algo que contagie. Porém, pelo menos já é um começo. Algo bom para o reinício de quem se contentou apenas em não ser rebaixado e estragar a festa dos rivais.